segunda-feira, 22 de agosto de 2016

O milagre de Marthe Robin

Nascida em 13 de março de 1902 em Châteauneuf-de-Galaure, França, filha de camponeses foi desde cedo predestinada por Deus a viver uma vida extremamente unida a paixão de Jesus em reparação pelas ofensas dos pobres pecadores. Desde muito cedo, aos 16 anos de idade começam os primeiros sintomas de encefalite, doença que irá acompanha-la por toda a vida. Em vão foram as várias tentativas de tratamento e enquanto seu quadro progredia sua espiritualidade também.

Aos 23 anos ela oferece-se a Deus como vítima de amor e dois anos após compreende através de uma pregação em sua paróquia que sua vocação seria servir a Deus na doença e pela doença incessantemente para a salvação das almas. Um ano depois ela ficou tetraplégica e perdeu até os movimentos que lhe permitiam engolir e digerir qualquer tipo de alimento, assim permanecendo até sua morte em 1981.
Com 28 anos recebe os estigmas da paixão e passa a reviver toda a semana em seu corpo todos os sofrimentos físicos e morais de Jesus. Ficando assim pelos próximos anos ela desconsertava todos os médicos pelo fato de sobreviver sem dormir e se alimentar recebendo, apenas uma vez por semana, a comunhão em sua própria cama, o que acontecia sempre nas noites de quarta-feira. Após a comunhão ela entrava em êxtase vindo a acordar dias depois. No final de sua vida chegava a ficar em êxtase até 5 dias. Durante esses dias em que ela “revivia” a paixão de Jesus, na sexta-feira pouco depois das 15 horas, ela “caía” num aparente estado de morte vindo a “ressuscitar” com Jesus no domingo, embora saísse do êxtase apenas na segunda-feira. Como foi explicado, devido a sua doença, Marthe não podia deglutir e digerir alimentos então como se dava o fato dela receber a santa comunhão? Bondade divina, não importava o sacerdote, bastava aproximar a hóstia de sua boca e, nas palavras dos padres, “era como se a comunhão escapasse das mãos” entrando na boca de Marthe para desaparecer em seguida. Quando sua vida coincidiu com o período da segunda guerra mundial, a maior necessidade de reparação exigiu de Marthe que ela ficasse cega até o final de sua vida.
Compreende-se pela imensa graça que Deus concedeu a Marthe, a fúria violenta de satanás contra esta serva de Deus, que era violentamente espancada por uma mão invisível, e isso diante de presentes, ao ponto do seu diretor, o Padre Finet, convidar padres que não acreditavam no demônio a fazerem uma visita a Marthe ao cair da noite e verem com seus próprios olhos as impressionantes cenas de terror que lá se desenrolavam.

E o mais notável destes ataques satânicos que ela sofria, foi que Deus permitiu ao diabo levar a cabo a vida de Marthe Robin. Ela morreu na tarde de sexta-feira de 6 de fevereiro de 1981.

Antes de entrar neste seu último e definitivo êxtase, Marthe avisou o seu confessor que "desta vez Deus permitirá que o demônio vá até o fim". De fato, ao entardecer daquele dia, quando o Padre Finet entrou no quartinho de Marthe, encontrou-a jogada no chão, já sem vida. E assim, uma das maiores vítimas reparadoras subiu para a glória eterna entregando toda a sua existência, por vontade de Deus, nas mãos da Virgem Maria, através do tratado da verdadeira devoção a Virgem Santíssima, cujo desígnio divino lhe foi comunicado por uma aparição de Maria logo nos primeiros anos de sua vida mística.

Para nós, membros do corpo de Cristo, nos resta aprender com esta vida toda voltada para a salvação das almas que não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelo irmão (João 15,13).


fonte: Dioceses da França

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