quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Fé Teológica x Fé Devocional - parte II

Todo bom católico sabe que, Nossa Senhora por saber das coisas, “bate” tanto na tecla da récita do Santo Rosário. E mais, tantos sacerdotes ao longo da história, assim como bispos atestaram ao longo do tempo uma melhor catolicidade e um amor maior a Cristo neles próprios e naqueles que tinham Maria por sua Senhora. Quem se entrega a Maria não deixa de amar Jesus. É o contrário. Passa a amar ainda mais Jesus quem se entrega a Maria.

A igreja, como se sabe, procura manter a Virgem Santíssima no campo devocional, celebrando algumas datas litúrgicas durante o ano, elaborando alguns documentos sobre ela e não muito mais do que isso. São poucos os sacerdotes verdadeiramente marianos. As homilias que muitos padres fazem sobre ela são muito cautelosas e cheias de reserva. Não é à toa que os bons sacerdotes espalhados pelo mundo são unânimes em dizer que a teologia, caso não se tome cuidado, afasta as pessoas de Maria. A igreja, rica em sua doutrina e tradição de mais de dois mil anos busca muitas vezes colocar Maria Santíssima como uma devoção muito boa de se praticar, tentando minar a sua verdadeira importância para todos, exatamente como fazem os não católicos.

Felizmente existem os soldados de Maria e de Jesus, pessoas que compreenderam a mensagem vinda dos céus e aceitaram a verdade criada por Deus com relação a Maria e toda a sua graça em plenitude. Pessoas assim, e aí estão incluídos uma avassaladora gama de santos e muito bons sacerdotes e leigos, foram e são testemunhos vivos de que com Maria em nossas vidas vivemos plenamente aquilo que Jesus espera de nós, seguindo rumo a ele, que é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém vai ao pai senão por ele.

Na vida de Santa Faustina houveram ocasiões que sua santidade foi posta à prova pelo clero da época e a surpresa de todos veio à tona porque ela que não era douta em nada, aprendia direto de Jesus e Maria. Esse é só um exemplo em meio a tantos outros. Santos após aprenderem sobre a mãe de Deus, deixavam seus estudos, vendiam seus livros para doar aos pobres e se engajavam em aprender cada vez mais sobre Nossa Senhora. E foram grandes santos.

Não era assim a fé dos antigos? Uma fé simples nas verdades do evangelho? Uma fé inabalável na palavra de Deus que não precisa de muitos floreios? O esforço humano para se “estudar” Deus, que é o que faz a teologia, segue um caminho de tantos conhecimentos históricos e não é inválido, mas, será mesmo preciso alimentar a fé dessa maneira? Estudarmos, sermos submetidos a avaliações humanas, recebermos nota por isso onde alguém coloca um valor naquilo que sabemos e que está relacionado a nossa fé? No céu Jesus não irá pedir diploma ou certificado para ninguém.

Por fim o que importa é que Deus irá julgar os corações segundo nossas obras. Se nos esforçamos para estudar mais sobre a religião que vivemos e isso não nos afasta daquela fé dos primeiros anos da igreja, que vemos nas pregações no livro dos atos dos apóstolos e na vida de tantos santos, mal não há nisso. Mas se uso meu tempo mais estudando e menos em oração e outras práticas religiosas, é preciso rever os conceitos.

No fim nos parece acertado acatar a dica de Jesus que disse para vigiar e orar sem cessar. Vigiar para que não tenhamos uma falta de equilíbrio em nossas atitudes e nos manter em oração, arma do cristão, para permanecermos dentro da doutrina que vem dos céus, e isso, como disse Jesus, sem cessar.


fonte: Jefferson Roger

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