segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Sem sofrimento? Sem cristianismo!

Certa vez um sacerdote santo ao fazer um exorcismo pergunta ao espírito que possuía a pessoa. O que você mais odeia no mundo. O espírito respondeu: Eu odeio o sofrimento de Jesus pelas pessoas e das pessoas pelas outras. Principalmente o sofrimento dos jovens. Pois através do sofrimento as pessoas são salvas, por isso eu quero fazer com que as pessoas odeiem o sofrimento e busquem apenas o prazer, assim elas não se salvarão, não ajudarão os outros e se salvarem e eu levarei muitos para o inferno.

E não são assim que as coisas funcionam? A maioria das pessoas não quer sofrer. Sofrer está associado pelo mundo como algo ruim, algo que não é bom e deve ser evitado. Basta uma simples constatação nas igrejas em dias que se rezam as novenas a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e Jesus Misericordioso, por exemplo, só para citar dois exemplos. Nestes locais a afluência de pessoas é muito maior do que em outros dias.

Jesus nos disse que se estamos cansados, fatigados, recorramos a ele que ele nos aliviará. Não nos livrará e sim aliviará (Mateus 11,28). E o motivo é muito simples. O sofrimento existe em suas variadas formas porque ele promove o crescimento no amor. Não o amor mundano, o amor que Jesus pede de nós (João 13,34). Para sermos mais santos, que é sinônimo de sermos felizes (não felizes como o mundo sugere), é preciso amar mais. Quem ama mais é mais santo, quem ama menos é menos santo. E nós, em nossa subida rumo aos céus, por causa de nossas limitações não conseguimos sozinhos crescer nesse amor. A concupiscência nativa dentro de cada um, nos impede de alçarmos voo a altíssimas alturas apenas com o nosso próprio bater de asas.

Conseguimos até uma altura e é neste ponto, quando não conseguimos mais, pois não temos força para isso ou então nos acomodamos, que Deus entra com os sofrimentos. Os estudiosos esclarecem que são três as etapas do sofrimento por amor e para o amor que passamos. A primeira é a fase purgativa, para os convertidos. A segunda é a fase unitiva, para os progredidos. E a terceira é a fase iluminativa, para os que estão próximo da perfeição e da santidade que Deus espera de nós.
Querer não sofrer é rejeitar a própria cruz que Jesus colocou em nossos ombros. Não adianta pedir a Jesus que sejamos isentos da cruz. Essa resposta sempre será não. A cruz, portanto, é a regra e não é a exceção. Se estamos passando por alguma coisa e pedimos que Deus nos livre dessa situação, se ele nos conceder o que pedimos saibamos nós que de outra forma virá a dificuldade. Existe o tempo de tudo como nos ensina o livro do Eclesiastes. E bem nos recorda o livro do Eclesiástico que devemos nos recordar na tristeza dos momentos felizes e nos momentos felizes, recordarmos da tristeza.

O “mecanismo” religioso católico é este. Jesus não veio a este mundo para nos isentar dos sofrimentos. É evidente que os sofrimentos de todas as naturezas são difíceis de suportar e enfrentar, todos sabemos disso e quando estamos sentindo na pele algum tipo de sofrimento, sem dúvida alguma queremos que ele termine o quanto antes. Mas quantos pedem a Jesus a graça de suportar com paciência os sofrimentos ao invés de pedir que sejamos libertos deles?

Jesus ensina que o sofrimento é bom e faz parte da caminhada. O diabo ensina que o sofrimento é ruim, que um Deus que diz que ama mas concede o sofrimento as suas criaturas não manifesta um amor verdadeiro porque se comporta como um tirano que impõe regras e condições pesadíssimas para aqueles que almejam a glória eterna. O bom, ensina o diabo é a vida fácil, confortável, com tudo do bom e do melhor que o dinheiro possa comprar. Sem sofrimentos e com prazeres, uma verdadeira vida mansa nas delicias carnais e materiais. Um verdadeiro paraíso já aqui na terra. Bobos os que acreditam, porque o pai da mentira que caiu como um raio ao abismo do inferno não quer a felicidade do céu para ninguém, quer a todos vivendo eternamente com ele no fogo do inferno. Para isso, o preço de nossa escolha é bem mais barato. Basta virar as costas para Deus e seu plano de eternidade e acolher as ofertas de satanás. É o caminho largo e pavimentado que desce rumo ao abismo. Já diziam os antigos que o barato sai caro.


fonte: Jefferson Roger

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