quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Tolerância x Preconceito

Os psicólogos em geral rotulam o preconceito normalmente como algo que não pode ser positivo. Em sua grande maioria eles dizem que o preconceito é uma falha do pensamento, um erro na suposição e previsão de acontecimentos futuros ou sobre comportamentos futuros. Eles apontam que o grande problema do preconceito é que quase sempre a pessoa está errada em suas suposições. A necessidade que a pessoa tem de saber exatamente como a outra pessoa é, é apontado pelos psicólogos como uma das possíveis origens do preconceito. Ele existe desde que o homem começou a deduzir e supor o que o outro poderia ser e fazer. Ou seja, tem também sua origem no desconhecido e não na falta de conhecimento. Vamos entender.

Deste ponto em diante tomo as rédeas do artigo para mostrar que a psicologia tem uma abordagem humana sobre o assunto, o que não errado, pois assim como os médicos, muitos profissionais dessa área querem atribuir soluções, causas e sintomas apenas dentro da esfera corporal deixando de lado o campo espiritual, a alma de cada um. O que também não está errado porque a ciência existe para colaborar com as pessoas e não para resolver todos os seus problemas. Afinal Jesus é o médico do corpo e da alma. A ciência dos homens em sua inteligência, tudo dádiva divina, existe para o bem comum, embora também ela sofra dos egoísmos e achismos daqueles que se intitulam donos da verdade. Ainda bem que isso não é unânime entre estes.

Muito bem, dizia eu que, Jesus é o médico do corpo e da alma e ele mesmo atesta isso (Mateus 11,28-30). Em sua igreja encontramos também na doutrina do catecismo os seguintes ensinamentos:

1931 - O respeito pela pessoa humana passa pelo respeito deste princípio: "Que cada um respeite o próximo, sem exceção, como 'outro eu', levando em consideração antes de tudo sua vida e os meios necessários para mantê-la dignamente". Nenhuma lei seria capaz, por si só, de fazer desaparecer os temores, os preconceitos, as atitudes de orgulho e egoísmo que constituem obstáculos para o estabelecimento de sociedades verdadeiramente fraternas. Esses comportamentos só podem cessar com a caridade, que vê em cada homem um "próximo", um irmão.

1932 - O dever de tomar-se o próximo do outro e servi-lo ativamente se torna ainda mais urgente quando este se acha mais carente, em qualquer setor que seja. "Todas as vezes que fizestes a um destes meus irmãos menores, a mim o fizestes" (Mateus 25,40).

1933 - Este mesmo dever se estende àqueles que pensam ou agem diferentemente de nós. A doutrina de Cristo vai até o ponto de exigir o perdão das ofensas. Estende o mandamento do amor, que é o da nova lei, a todos os inimigos. A libertação no espírito do Evangelho é incompatível com o ódio ao inimigo, como pessoas mas não com o ódio ao mal que este pratica, como inimigo.

Como vimos, o comportamento cristão exige uma atitude igual a do Cristo. E neste comportamento cristão está incluso a obra de misericórdia espiritual que diz que devemos “sofrer com paciência as fraquezas do próximo”, eis aí a tolerância em ação. Não nos cabe o preconceito, nos cabe o acolhimento. Porém, deixar de lado o preconceito é uma coisa e agir com falso ecumenismo é outra bem diferente.

Por isso São Paulo vai dizer em Colossenses 3,13-14 – “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição”. Sendo assim é justo pensarmos que o preconceito, que está enraizado na natureza humana a muito tempo, é algo que provavelmente antes da segunda vinda de Jesus não será erradicado. A balança entre a tolerância que age nas obras espirituais e ama o pecador odiando o seu pecado e o preconceito que faz com que a pessoa peque ao cometer um pré-conceito sobre alguém é algo que se comporta como um cabo de guerra.

É preciso urgência, é preciso despertar, sair de cima do muro e não olhar para o passado das pessoas e sim olhar para elas a partir do momento que se converteram. Para aquelas que ainda não se converteram ao evangelho, dito está na bíblia e no catecismo qual deve ser nossa atitude: Acolher e mostrar a verdade, com paciência, tolerância e sem preconceitos.


fonte: Jefferson Roger

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