terça-feira, 6 de setembro de 2016

Vai pro inferno e me deixa em paz

Colossenses 3,12-15 – “como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência. Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos mutuamente, toda vez que tiverdes queixa contra outrem. Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai também vós. Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição. Triunfe em vossos corações a paz de Cristo, para a qual fostes chamados a fim de formar um único corpo. E sede agradecidos.

Caros leitores, um grande e direto ensinamento e lembrete de como devemos nos portar perante o próximo. O trecho da carta de São Paulo aos Colossenses coloca entre as virtudes que devemos cultivar a paciência. E haja paciência não é mesmo, alguns poderiam dizer. Normalmente ela ficou estirada no chão lá atrás, pouco antes das calorosas discussões começarem. Perder a paciência, como se diz no palavreado popular, é algo que acontece com a grande maioria das pessoas. O problema, no entanto, não reside no fato de se perder a paciência e sim no que resulta após sua perda. Vamos refletir. Existem um grupo de pessoas que perdem a paciência por qualquer coisinha. São os que a gíria popular chama de “pavio curto”. São exigentíssimos para com todos e se alguma coisa ou algo não estiver “microscopicamente” segundo eles querem pronto, começam os rompantes, os tons de voz alterados, as palavras que ofendem, as agressões físicas e todo tipo de consequência impensada no momento que o sangue sobe.

Existem aquelas que custam a perder a paciência, mas se enquadram no dito popular que diz que “dão um boi para não entrar na briga mas uma boiada para não sair”. Que perigo representam pessoas assim. Parecem ter uma boa defesa contra as adversidades da vida mas no fundo carregam uma atitude de “me deixe no meu canto, se afaste, me deixe em paz”. São como os leões. A exceção da hiena que enfrenta o grande felino, e mesmo assim em bandos, nenhum outro animal reluta tão pouco antes de encarar a fera da grande juba. Sabem que no fundo o páreo é complicado.

Porém, existe ainda aquele grupo de pessoas que é inconstante. Ora são muito impacientes, ora muito pacientes. Como dizem os antigos recorrendo aos seus ditos populares, “são de lua”. Aqui podemos enxergar uma grande realidade. Todo o material humano é enormemente variado. Cada um em sua individualidade se constitui único como ser vivo. Por isso a grande exigência que enfrentamos no convívio com as pessoas e por isso a grande dificuldade que a humanidade passa na busca dos interesses em comum e das maiorias.
Somando-se a esta variedade comportamental e de personalidade, os defeitos humanos não físicos entram em cena para apimentar ainda mais o caminhar de todos neste vale de lágrimas. Como um animal que acoado pela presa, dá seu bote em contra-ataque numa tentativa de encerrar a luta, muitas pessoas agem da mesma forma. Partem para o xingamento momentos antes da discussão se agravar para agressão física. As vezes o pior acontece, o descontrole interior vence a razão e o impulso se encarrega de colocar um ponto final em tudo. Só que esse ponto final as vezes é final mesmo. Não termina só a discussão. Terminam-se namoros, amizades, noivados, casamentos, empregos e o mais grave de tudo, terminam-se vidas; e nisso, com certeza, tem o dedo do inimigo. Portanto...

Efésios 4,26-27 – “Mesmo em cólera, não pequeis. Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento. Não deis lugar ao demônio”.


fonte: Jefferson Roger

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