segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A arte de mentir

A mentira é algo que está presente desde o início da história da humanidade. No decorrer de toda a sagrada escritura, acompanhamos vários relatos que nos mostram como é a conduta que Deus tem com relação a fatos e episódios que possuem a mentira como pano de fundo. E com um estudo atento é possível compreender uma coisa: qual é a finalidade das coisas.

É importante logo compreendermos isso pois do contrário corremos o risco de acharmos que Deus aprova e motiva a mentira. Haja vista, por exemplo, o episódio das parteiras do egito, que mentiram ao faraó e a bíblia nos confirma que foram beneficiadas por Deus (Êxodo 1). Só para citar um exemplo entre tantos.

Por isso é muito importante, mas muito importante um olhar atento sobre as escrituras sagradas para aprendermos tudo sempre dentro de um contexto. Senão, tudo corre o risco de virar pretexto. Não se pode escolher passagens que melhor se adequem a necessidades egoístas e evitar aquelas que nos exortam e exigem de nós um comportamento mais alinhado com o evangelho. Assim fazem os evangélicos e protestantes, que precisam de um esforço constante para viver a palavra de Deus sempre mutilando os ensinamentos celestes. Jesus, para estes já alertou que encontrarão problemas se alterarem as santas palavras de Deus:

Apocalipse 22,18-19 – “Eu declaro a todos aqueles que ouvirem as palavras da profecia deste livro: se alguém lhes ajuntar alguma coisa, Deus ajuntará sobre ele as pragas descritas neste livro; e se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descritas neste livro.” E como bem conhecemos caro leitor, existem denominações religiosas não católicas que não aceitam os setenta e três livros canônicos da bíblia conferida para a humanidade pela igreja de Jesus Cristo (Mateus 16,18). Utilizam versões adaptadas à sua maneira de salvação própria e viram as costas para o que ensina Jesus, ignorando o aviso do redentor:

Mateus 7,21 – “Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” E como Jesus disse que veio para fazer a vontade do Pai e nos manda pregar o evangelho, e não parte dele, ai daqueles, que como os judeus, permanecem na antiga aliança, que prefigurava o Messias, e não fazem a sua adesão à nova e eterna aliança, estabelecida por aquele que faz novas todas as coisas (Apocalipse 21,5). É portanto preciso muito cuidado e atenção. Tudo depende da finalidade. O Livro do Eclesiástico nos avisa: “Cuida-te para não dizeres mentira alguma, pois o costume de mentir é coisa má.”

Como podemos ver esse não é um bom costume e portanto não deve ser exercitado para que nos tornemos peritos na arte de mentir. Lembremos, a verdade é mais fácil de lembrar, a mentira precisa de muito esforço para se manter válida. Esforço esse que é em vão porque Deus vê os corações. E Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida não pode ser enganado e nem convencido de que existe uma outra verdade que irá nos permitir entrar no céu: a nossa verdade.


fonte: Jefferson Roger

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