terça-feira, 18 de outubro de 2016

Casamento não é Alvará

No livro de Tobias, um dos deuterocanônicos da bíblia sagrada católica, aprendemos de Deus, por intermédio do anjo São Rafael, que proclama uma belíssima catequese sobre algumas verdades celeste, de que sua providência divina nos condiciona a amarmos sobre todas as coisas e não nos colocarmos sob o domínio do demônio.

Embora São Paulo em suas cartas nos recorda que nada nos separará do amor de Deus é bastante fácil de se compreender porque em algumas vezes ou situações, parece Deus ter nos abandonado. Nós, por livre escolha decidimos deixar o auxílio divino e buscamos por meios próprios resolver as coisas. Dessa forma o cuidado particular que Deus tem para cada um fica, por opção da pessoa, afastado.

E nas palavras do anjo ao jovem Tobias temos o seguinte ensinamento: Tobias 6,16-17 – “Ouve-me, e eu te mostrarei sobre quem o demônio tem poder: são os que se casam, banindo Deus de seu coração e de seu pensamento, e se entregam à sua paixão como o cavalo e o burro, que não têm entendimento: sobre estes o demônio tem poder.”

E se é assim a situação dos que estão casados e transformam a relação sexual, ato exclusivo do matrimônio, num parque de diversões, o que dirá das pessoas que praticam a fornicação? Que consiste na atividade sexual fora do casamento? Deus é bastante claro e nos esclarece através do anjo São Rafael, que aqueles que o abandonam se colocam sob o domínio de satanás. Afastam-se voluntariamente das graças divinas e ficam restritos apenas aos cuidados genéricos. Sim, porque lembremos, Deus cuida também dos pecadores, não como a pupila dos olhos, mas cuida.

Sendo assim, importante é compreendermos que o matrimônio é um caminho de santificação. Não uma autorização para o casal usar um do outro como se fossem objetos. Objetos, remetem a coisas criadas, materiais, que podem ser descartadas ou trocadas. Pessoas não. São criaturas feitas a imagem e semelhança de seu criador, predestinadas para a santidade e eternas para a vivência na glória do paraíso para todo o sempre.

Para algumas pessoas, ele soa e parece como um contrato. Nada disso. É uma aliança de sangue, de onde brota uma família, pensada, desejada e querida por Deus e de onde fluirá a salvação de seus membros e de tantos outros que nela encontrem o modelo da sagrada família de Jesus, Maria e José. Alvará é um documento de permissão, de liberação para uso ou atividade. Casamento é uma constituição sacramental abençoada por Deus para durar o tempo desta etapa de nossas vidas.

Atribuir ao matrimônio o significado e valor que tem um alvará é mundanizar e profanar algo que é sagrado. No documento do alvará está muitas vezes escrito “enquanto satisfazer as exigências”, porque se as exigências não forem mais contempladas, o alvará perde a validade e não mais produz o efeito desejado. Bem diferente do matrimônio que exige nosso comprometimento até a morte e só deixa de existir quando chega ao final, na morte de um dos cônjuges. Em vida, um casamento de verdade não se acaba porque foi constituído por Deus. Ao homem é impossível desfazer um sacramento validamente constituído. Ele está sacramentado lá no céu e é por isso que só termina quando uma das partes lá chegar, ou o marido ou a esposa. Aqui na terra a falsa separação chamada divórcio, solução humana diabolicamente sugerida, nada mais faz que colocar os envolvidos em estado de pecado grave e contra Jesus e seu evangelho. Salvo exceções admitidas pela santa igreja católica, como a nulidade decretada porque houve antecedente omitido, a separação física por conta de risco a integridade de um dos membros do casal será seguida de abstinência enquanto exista o empecilho colocado por Jesus (Mateus 5,32; 19,6,9).

Portanto levemos a sério a questão, façamos a preparação certa e busquemos saber os porquês, os deveres e a finalidade da união sacramental do santo matrimônio. Desta forma iremos compreender que Jesus estará nos concedendo uma oportunidade de amar a esposa, o marido e os filhos assim como ele amou a sua igreja e se entregou por ela (Efésios 5,25).


fonte: Jefferson Roger

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