segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Irritar-se contra Deus

Quantas e quantas vezes durante a vida, nesta caminhada rumo a pátria celeste, muitos vão desistindo, desanimando e caindo por terra por que não são atendidos em seus pedidos? Deus está, para estes, sempre a conceder aos outros uma vida melhor, uma vida com menos dificuldades e menos tribulações. Enquanto me esforço para seguir o segmento de Cristo, vejo pessoas não tão devotas, não tão religiosas, não tão apegadas a Deus, tendo maior sucesso na vida e prosperando mais do que eu. O que fiz para merecer tudo isso? Alguns se fazem essa pergunta.

Se coisas ruins acontecem em nossa vida corremos pedir ajudar a Deus, a Jesus, a Nossa Senhora, aos Santos e Santas de Deus numa desenfreada avalanche de orações que beiram o desespero e buscam de Deus uma ajuda quase sempre emergencial. E se reza na certeza de que será atendido porque a bíblia diz que Deus escuta a oração do justo (Tiago 5,16).

Mas e aí, e se Deus não nos atende naquilo que queremos? Será que não somos justos? Ou em nós nos falta algo que impede a ação de Deus, por nossa própria culpa? Algumas vezes sim, porque pedimos o que queremos e não pedimos o que precisamos. Quem nos confirma isso é São Paulo em sua carta aos Romanos 8,26, quando nos diz que “Outrossim, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza; porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inefáveis.”

Entrando por essa via de raciocínio, já que compreendemos que não se pede como convém, não se deve pedir aquilo que quer? Claro que não! Claro que podemos pedir o que queremos porém, existe uma ordem para as coisas que Jesus ensinou que precisa ser respeitada. Vejamos: Mateus 6,33 – “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” Como vemos Jesus é bem claro, primeiro devemos pedir o que precisamos para que depois possamos pedir o que queremos e ainda assim, o que queremos nos será concedido se, e apenas se, nossa salvação não for prejudicada com isso.

Deus nos dá graças e não presentes. Muitas pessoas pedem coisas como alguém que quer ganhar presentes. Confundem o querem em suas vidas passageiras, como sendo necessário para vive-las. O necessário as vezes caminha longe do que queremos. E se tão logo não buscamos compreender essas verdades, que são celestes, são criadas pelo criador, sempre iremos rotular Deus como um “desmancha prazeres”. É neste ponto que o inimigo entra no jogo. Numa brecha que oferecemos a ele, quando nos irritamos com esse Deus que é castigador e que nos oferece um paraíso em troca de sofrimentos, sofrimentos, sofrimentos e dificuldades na vida, se nos conformarmos à sua vontade, rapidamente a investida vem de encontro com o que queremos. E abandonamos a religião católica, porque a teologia da prosperidade me chama e me convida a sair da igreja de Cristo e buscar o Deus da recompensa que me retribui na medida em que eu sou fiel lhe devolvendo em dinheiro. Ahh, agora encontrei Jesus, muitos dizem e começam suas felizes vidas, na prosperidade que tanto queriam. Porém, em certo ponto de suas vidas, estas pessoas que no fundo nunca foram católicas de fato, nunca compreenderam o que é ser católico e no que consiste a religião católica, são pegas em algum diálogo com as outras pessoas dizendo que “Deus é um só”.

Ué! – Mas se Deus é um só, porque deixaram a igreja de Cristo (Mateus 16,18)? Ahh, lembrei, disseram que é porque finalmente encontraram Jesus, lá na outra igreja que promete prosperidade aqui nesta vida. Mas se Jesus disse que fundou a sua igreja e que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, será que ele abandonou a sua igreja? A igreja católica? De mais de dois mil anos? A única que existe por sucessão apostólica e que está biblicamente e historicamente registrada? Será que Jesus viu que a sua criação santa, que ele mesmo colocou sob a direção do Espírito Santo não deu certo? Foi um desastre? Ao ponto de deixa-la e se bandear para as outras denominações? E diga-se que são centenas que dizem pregar a sua verdade e no entanto não pregam a nova e eterna aliança coisíssima nenhuma. Jesus não é um mentiroso, o que ele quer de nós é que sejamos seus imitadores (1ªCoríntios 11,1). Deus quer filhos configurados à estatura de Jesus e não filhos mimados, nem servos e nem escravos. As pessoas custam a entender que estamos de passagem e que por conta desse breve tempo em que nossas obras nos condenarão ou premiarão (Apocalipse 22,12) podemos colocar em risco, nesta única chance, a salvação de nossa única alma.

Pobres de tantos que ao se irritarem com Deus por não aceitarem as coisas como ele designou procuram soluções próprias que venham de encontram com aquilo que querem. Para estes Jesus tem a sua advertência: Apocalipse 11,18 – “Irritaram-se os pagãos, mas eis que sobreveio a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos teus servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que corromperam a terra.”


fonte: Jefferson Roger

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