quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Misericórdia e Justiça

Santa Maria Faustina Kowalska, a mensageira da misericórdia, levou uma vida de constante oração, confissão e adoração ao Senhor, sempre vivendo diariamente em sua companhia e sendo aquela que se diminuía para que Jesus aparecesse. Como grande graça concedida para a humanidade, através dessa grande santa, nos foi deixado por ela, a mando de Jesus, um relato em forma de diário para que o povo de Deus viva ainda melhor, os ensinamentos do evangelho. Esse testemunho pessoal que Santa Faustina deixa para todos, serve para nos mostrar como pode e deve ser nosso relacionamento com o Cristo Ressuscitado.

Em seu diário, cuja leitura recomendo a todos os católicos, em seu número 1728, Jesus faz um pequeno lembrete da sua condição de Jesus Misericordioso e Jesus Justo Juiz, nos recordando que sua misericórdia é infinita, não pode ser vencida mas, existe o braço da justiça que irá pender sobre todos. Vejamos o trecho do diário:

“Sou três vezes santo e abomino o menor pecado. Não posso amar uma alma manchada pelo pecado, mas, quando se arrepende, não há limites para a minha generosidade com ela. A minha misericórdia a envolve e justifica. Com a minha misericórdia persigo os pecadores em todos os seus caminhos, e o meu coração se alegra quando eles voltam a mim... Diz aos pecadores que ninguém escapará ao meu braço... Diz aos pecadores que sempre espero por eles...”

Como vemos, Jesus nos adverte que não se cansa de nos oferecer a salvação. Afinal, seu sangue foi o preço exigido pelo nosso resgate. Ele carregou a cruz por cada um de nós. Mesmo assim nos alerta que ninguém escapará da sua justiça. É como aprendemos no livro do Eclesiástico 16,12-15 onde se diz: “pois misericórdia e ira estão sempre em Deus, grandemente misericordioso, porém capaz de cólera. Os seus castigos igualam sua misericórdia; ele julga o homem conforme as suas obras. O pecador não escapará em suas rapinas, e não será postergada a espera daquele que exerce a misericórdia; toda a misericórdia colocará cada um em seu lugar, conforme o mérito de suas obras e a sabedoria de seu comportamento.”

E Jesus confirma no livro do Apocalipse 22,12 – “Eis que venho em breve, e a minha recompensa está comigo, para dar a cada um conforme as suas obras.” Como podemos perceber, caros leitores, nada acontece de novo quando Deus permite na história da humanidade as aparições. Aquelas que são autênticas, como as de Jesus, Maria Santíssima e os santos e santas de Deus, trazem apenas lembretes para que as pessoas, que estão se desviando do caminho do evangelho, acordem de seus erros e retornem para a casa do Pai. Não há do céu nada para acrescentar, a revelação divina está encerrada dentro dos setenta e três livros do cânon bíblico católico. O que se passa, como já foi dito é que tudo converge para o centro da vida cristã: Jesus.

Do contrário precisa ser desconsiderado e sobre isso São Paulo nos adverte em sua carta aos Gálatas 1,7-9 onde está escrito que: “De fato, não há dois (evangelhos): há apenas pessoas que semeiam a confusão entre vós e querem perturbar o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que alguém - nós ou um anjo baixado do céu - vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!”

Portanto, é preciso ficar bem claro que Jesus não é duas caras e não vai passar a mão na cabeça de ninguém. Não se deve pensar que por ser ele misericordioso, irá deixar por menos o seu justo julgamento. E não se deve pensar que de cada um de nós ele irá exigir menos do que já exigiu de todos os santos que já vivem na glória eterna.


fonte: Jefferson Roger

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