terça-feira, 11 de outubro de 2016

O vilão do consumismo

Existe uma oração pós comunhão que os católicos fazem a Deus onde pedem que por este sacramento que agora acabamos de receber abracemos as coisas que não passam em detrimento àquelas que passam. Pois bem, nada mais direto do que pedir a ajuda de Deus para deixarmos de lado os apegos materiais e prol de nos empenharmos em alcançar tudo aquilo que realmente necessitamos e nos importa nesta etapa da vida.

Muitos se esquecem, ou fingem não saberem, ou ainda não aceitam, de que seus corpos um dia irão ressuscitar para a vida eterna. Não pensam o quanto será triste apresentar-se diante do justo juiz de mãos vazias e sem condições de ser defendido por quem quer que seja perante o tribunal celestial.

Triste neste momento porque quando eras vivo, tristeza era uma coisa que não acontecia e quando esta batia a porta da vida, o consumismo sempre embotado na mente, funcionava como uma anestesia para os males da vida. Consumismo esse que tantas vezes foi uma faca de dois gumes, porque ele era sedutor e por isso escravizador.

É muito comum entre as pessoas se dizer que quanto mais dinheiro possuem mais gastam e de mais dinheiro necessitam. O dinheiro, muitos não concordam, mas é um deus de papel, metal e plástico, ao qual muitos se dobram em adoração. E aqui tantos irão dizer que o dinheiro é um mal necessário. Infelizmente essa afirmação tem uma parcela de verdade. No mundo em que vivemos ele é necessário, mas não deixa de ser um mal, se a ele nos submetermos em atitude de escravidão. O dinheiro foi criado para nos servir e não para nos escravizar. Deveria ser assim e esse era o seu propósito no início das negociações mercantis onde as pessoas trocavam suas produções agrícolas até que um dia, por falta de mercadoria de uma das partes, criou-se o papel moeda e então tudo começou. Satanás se intrometeu, a ganância surgiu e estamos como estamos.

E haja dinheiro para as pessoas. O mundo sempre as ensina que para serem felizes precisam ter isso ou aquilo. Se não consumirem não enxergam o propósito de se receber dinheiro. Só vão enxergar sua triste realidade quando ficarem, por exemplo, desempregadas. Neste momento, o dinheiro que deveria existir para nos servir e que foi usado para nos divertir em primeiro lugar, irá nos mostrar o quão escravos somos de algo que não vale a pena colocar acima de Deus e do próximo.

Shoppings cheios de pessoas a comprar alguma coisa. Lojas de carros sempre com seus clientes que precisam trocar de um carro que ainda os serve, mas sempre existe um motivo novo para o velho, deixar de servir, tornar-se inútil. Tudo fica descartável e a filosofia do descartável atinge infelizmente até as pessoas. Elas viraram mercadorias de consumo, usa-se e joga-se fora. O consumismo é sim um vilão, afasta as pessoas do desapego do mundo. Estamos no mundo mas não somos do mundo dizia Jesus. Esse mundo vai passar e o diabo quer que os vorazes consumidores passem com ele, e terminem a caminhada junto dele, no fogo da perdição eterna.

O consumismo não é um vilão? O mundo se esforça para enfeitar esse consumismo e com isso enfraquecer os corações e mentes, afastando-os de Deus. Armários cheios de roupas, aparelhos eletrônicos atuais nas salas e nos quartos, todo o tipo de utensílio moderno sempre a substituir aquilo que não deixou de cumprir seu propósito, só deixou de ser realmente importante. Não sejamos como a figueira que Jesus amaldiçoou. É preciso darmos frutos em abundância e não consumirmos em abundância. Lembremos sempre da parábola do rico avarento e de Lázaro.


fonte: Jefferson Roger

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