quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Perdoar o corpo do outro

Na corrida desenfreada e frenética promovida pelo mundo, em busca da constante vaidade que alimenta a beleza de aparências, o ser humano a muito tempo procura retardar o inevitável. A raça humana como bem sabemos vem se degradando ao longo dos séculos. Os corpos físicos recebidos de Deus, que na época bíblica “duravam” facilmente mais de cem anos, haja vista tantos exemplos do antigo testamento, agora dificilmente chegam a esta marca.

O tempo foi passando e o homem deixou de viver como antigamente. Diariamente tantas pessoas se dedicam mais a causa do corpo do que a causa do espírito. E o processo evolutivo da humanidade, que muitos apontam como inevitável, evita que as pessoas se aproximem de Deus. Aliado a isto existem os conceitos morais e costumes de épocas e lugares que ditam normas, regras e modismos norteando o que se deve ter, ser e fazer para ser aceito na sociedade.

Em certos tempos, mulheres com um corpo mais rechonchudo eram vistas como saudáveis e ao passo que homens bronzeados pelo sol eram vistos como inferiores porque significava que eram trabalhadores serviçais. O tempo caminhou e as mulheres saudáveis precisam ter em outros tempos um corpo magro, definido e torneado ao passo que pessoas com a pele queimada pelo sol significa que tem condições de passar parte de seu tempo à beira de uma praia ou piscina se bronzeando. Tempos diferentes e conceitos diferentes.

No entanto, o corpo continua sendo um dos focos das vaidades. Muitas pessoas investem em tecnologia cosmética e em exercícios físicos para esculpir o corpo. Vestem-se ou nem tanto assim, na intenção de se tornarem vitrines e ostentarem a sua beleza, que a cada ano, cobra mais e mais para se manter aos olhares. Mas é inevitável. A beleza de aparência tem vida útil e com o tempo não irá mais existir da forma que é. O corpo vai naturalmente perdendo suas capacidades, mesmo em meio aos cuidados saudáveis, boa alimentação e exercícios regulares.

Então chega o momento na vida das pessoas em que é preciso perdoar o seu corpo. Aceitar as transformações da vida, isso sem entrarmos no campo das enfermidades de todas as naturezas. O passo é importante porque do contrário, se não perdoarmos o nosso corpo, não iremos perdoar o corpo do outro. O outro é nossa esposa, o outro é o nosso marido, o outro, pode ser aquela pessoa que era saudável e que depois de uma doença ou acontecimento muito sério, se tornou inválida, dependente ou com alguma necessidade permanente.

Se assim não nos comportarmos não conseguiremos enxergar o interior das pessoas, onde está o que realmente importa, os corações e suas almas. Jesus já nos deu a dica que irá nos julgar segundo nossas obras, ele que enxerga os corações. Se colocarmos a beleza de aparência em primeiro lugar, ela irá nos afastar de Deus e nos levar aos pecados de idolatria, luxúria e impurezas da carne, conforme nos atesta São Paulo aos Colossenses 3,5-6:

“Mortificai, pois, os vossos membros no que têm de terreno: a devassidão, a impureza, as paixões, os maus desejos, a cobiça, que é uma idolatria. Dessas coisas provém a ira de Deus sobre os descrentes.”


fonte: Jefferson Roger

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