terça-feira, 22 de novembro de 2016

O Jejum da Tecnologia

Duas coisas são bem sabidas entre aqueles que se esforçam para trilhar o caminho da porta estreita. A necessidade do jejum e a necessidade de servir-se da tecnologia e não de ser seu servo ou escravo. A tecnologia pressupõe “técnicas inteligentes” para colaborar com o ser humano no cotidiano de sua vida facilitando os vários aspectos do seu dia a dia. Ainda me lembro que em tempo que não são tão distantes, dizia-se que se poderia fazer melhor e em menos tempo alguma tarefa, graças a tecnologia, restando ao ser humano mais tempo para se dedicar, por exemplo, a família e ao lazer.

E de fato isso aconteceu e acontece até os dias de hoje. A facilidade que os meios tecnológicos trouxeram em vários setores da humanidade é, sem dúvida alguma, inegável. Vamos recordar do gramofone? Aparelho que se dava corda e tocava música? Depois veio o disco de vinil, a fita cassete em meio magnético, os discos de gravação a laser e atualmente o meio digital de armazenamento, que pode ser no virtual local chamado de nuvem. É apenas um pequeno exemplo, qualquer um de nós pode exemplificar facilmente sobre o que estamos a refletir.

Pois bem, lá vamos nós. Nosso mundo, no entanto, não consegue evoluir, apesar de tudo, para um patamar onde Deus seja o centro da vida das pessoas que fazem, tantas vezes, com que outros deuses sejam o centro. Como o dinheiro, os bens materiais, as pessoas e elas mesmas. Assim agindo, conservam longe de si a liberdade concedida lá do alto para viver o desapego as coisas que passam. Este é um grande problema da humanidade. Divinamente falando, liberdade é viver não sendo escravo do pecado e não poder fazer o que se quer. Eis um grande detalhe que pega muitos distraídos em suas tentações.

Desta forma, já que o pano de fundo da realidade do mundo é esta, cabe como se dizia no início do artigo tomar uma atitude. E como se diz no dito popular, unir o útil ao agradável, de forma bastante simples, prática e direta. E ainda friso a questão dizendo que, o que vou dizer, é muito difícil de se praticar para muitos por conta do enraizado apego que se permitiu instalar dentro de cada um. Trata-se da prática do jejum. Que consiste em abrir mão, voluntariamente de algo que lhe faz falta, para os mais diversos motivos. O crescimento pessoal, a reparação pelos pecados da humanidade e sua conversão, por alguma graça ou agradecimento, enfim, motivos que não devem em sua maioria serem egoístas, pois se és um católico imerso na igreja, corpo de Cristo, suas atitudes devem visar o bem do todo e não apenas seu próprio umbigo. E mais especificamente, continuando a reflexão sobre o tema, falo aqui do jejum da tecnologia. Que precisa, urgentemente ser colocado em prática em todos os lares e por todas as pessoas. Fala-se assim, do jejum da tecnologia, porque desta forma ele engloba a televisão, o computador, o smartphone, a internet, os jogos eletrônicos e toda a parafernália digital que escraviza o homem, tomando dele um tempo que poderia dedicar a si, sua família, ao próximo mas, em primeiro lugar, a Deus.

Se alguém não pensa ser necessário pois afirma não ser dependente dessas coisas a ponto de ter tempo para o que realmente é importante, que faça a experiência. Saia de casa sem o celular logo pela manhã, passe o dia sem ele, ou fique o fim de semana sem assistir tv, desligue a internet de sua casa por alguns dias. Melhor ainda, faça isso e coisas semelhantes mais vezes e verá que se conseguir em todas elas realmente irá vivenciar o que é ser livre, do contrário verás que ainda existem continentes inteiros dentro de ti que precisam se configurar ao Cristo Ressuscitado. Fazendo esta prática verás que irá te sobrar tempo para ler um livro, conversar ao vivo com alguém que não costuma conversar e vai te sobrar tempo, mais tempo para conversar com Deus. Pois é no silêncio do mundo tecnológico que ele nos fala e que tantas vezes não escutamos porque queremos que ele responda entre um clique e outro do mouse, ou ainda entre um vídeo do youtube e outro, ou entre um programa de tv e seu intervalo.

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fonte: Jefferson Roger

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