quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O preço da "porta estreita"

Com a correria do dia a dia e a frenética agitação que o mundo impõe para as almas sedentas de felicidade e alegrias, passa despercebido para muitos a consciência de como andam seus preparativos para a vida eterna. O bondoso Deus (Mateus 19,17) que em sua justiça irá recompensar cada um segundo suas obras (Mateus 16,27) nos apresenta um desafio que não podemos vencer sozinhos (Mateus 19,26), que se trata da nossa salvação. Sem a ajuda de Jesus nada podemos fazer (João 15,5) e isso nem seria o mais importante, já que o mais importante para o católico, que é a salvação de sua alma, nem isso pode fazer sozinho, a ajuda de Jesus não pode em hipótese nenhuma ser ignorada. Aqueles que assim o fazem, ele mesmo já disse que já receberam a sua recompensa (Mateus 6).

Esse desafio, no entanto, é alcançável. O desafio de passarmos pela “porta estreita”, Jesus, a porta do céu (João 10,9). Sozinhos não podemos, já sabemos, mas nossa parte devemos fazer, isso também sabemos. Deus não quer filhos infiéis e inúteis (Eclesiástico 15,22), muito pelo contrário. Nos quer dependentes e obedientes a sua vontade, configurados à sua imagem. Porque “muitos tentarão e poucos conseguirão” (Lucas 13,24).

E esta afirmação do Cristo Ressuscitado muito dura e verdadeira atesta uma triste realidade. E uma realidade que nos deve fazer pensar em nossas vidas e em nossos comportamentos a todo o instante. Nos deve fazer questionar como andam nossas práticas religiosas e nossas obras pois, o que está em jogo por conta de alto preço, é a salvação da nossa única alma. Precisamos realmente, se acreditamos que depois desta peregrinação terrestre existe a vida eterna, nos empenharmos em viver a radicalidade pedida no evangelho por Jesus, para que através dessa violência (Mateus 11,12), alcancemos a coroa imperecível da gloria eterna.

Devemos nos perguntar: Será que estamos vivendo como Deus quer? Ou será que fazemos parte dos muitos que estão tentando e não conseguirão? Afinal, o próprio Jesus é quem nos revela isso: “muitos não conseguirão”. Vale também refletir a seguinte questão. O tempo da graça abundante de Deus é agora, no tempo que vivemos chamado tempo da igreja. No hoje que nos é concedido dentro deste tempo nos cabe nos corrigirmos, nos convertermos, nos arrependermos e nos humilharmos para sermos exaltados (Mateus 23,12).

Já pensou, caro leitor, chegarmos no fim de nossa peregrinação terrestre e na frente de Jesus Justo Juiz, nos apresentarmos sem ter atingido a meta? Não termos feito o bem suficiente em vida e estarmos com as mãos vazias de obras queridas por Deus? Sabemos que se assim o for, nosso julgamento irá nos presentear com a segunda morte, o fogo inextinguível do inferno. E vamos recordar como o preço é alto? Acompanhemos um pequeno trecho do livro dos Gálatas 5,19-21:

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: OS QUE AS PRATICAREM NÃO HERDARÃO O REINO DE DEUS!”

Como podemos bem ver caro leitor, a passagem pela porta estreita exige que toda a natureza pecaminosa seja deixada de lado. O católico sabe que sua fé é no todo, em toda a escritura e não em parte dela. Ou se crê por completo e se é católico ou se crê naquilo que convém e se é uma pessoa que é seu próprio deus e devoto, alegando que a bíblia não é expressão integral da verdade, por ter sido escrita por mãos humanas. Errado! Está afirmação vai contra 2ª Pedro 1,20-21. Fiquemos atentos, é preciso cuidarmos do pouco, e não só do muito. Basta a obstinação a um pecado, consentido e adotado, para não podermos entrar no paraíso do três vezes santo.


fonte: Jefferson Roger

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