sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Quando as esposas, deixam de ser mulher e se tornam “mães”

A natureza humana em todo o curso de sua existência deu inúmeros exemplos de que ela procura imitar a natureza divina. Em várias áreas de nossas vidas nos comportamos, ou procuramos nos comportar, de acordo com a conduta celeste. Exemplos são tantos e nem iremos aqui aprecia-los, pois, aqui o que nos vale essa citação, é o seguinte:

Nos evangelhos acompanhamos belíssimos exemplos dados por Jesus quanto a sua vida de oração. É possível acompanhar em toda a narrativa que quando iriam acontecer grandes episódios em sua vida e testemunho, Jesus recorria ao pai através de sua oração. Lembremos aqui o episódio da ressureição de Lázaro, apenas para citar um exemplo. Ou ainda no episódio da agonia de Jesus, quando se colocava para iniciar a sua paixão e morte na cruz. Nestes dois momentos, pela oração ele buscava o que lhe faltava. Força, alento, confiança, consolo e outras necessidades.

Pois bem, assim é na vida de cada um. Se nos falta algum mantimento nos armários da cozinha, vamos ao supermercado para reabastecer a despensa. Se o combustível está a acabar no tanque do carro, nos dirigimos ao posto de combustível para reabastece-lo. Ou seja, sempre vamos atrás daquilo que necessitamos porque não temos conosco o que precisamos. Não temos um mercado em casa e nem um posto de combustível, então nos deslocamos em busca do que precisamos. Assim é em todos os aspectos de nossa vida, material e espiritual. Eis o perigo, eis a oportunidade para que o inimigo se disfarce naquele vendedor ambulante que ao bater em nossa porta (em nossa vida), tem em sua farta mala de ofertas, muitas coisas (muitas tentações) a nos propor.

Chegando ao ponto em questão, me faço de um pequeno acontecimento pelo qual os homens passam. Sobretudo os homens casados. Refiro-me a transformação que eles precisam encarar em suas vidas quando a sua bela esposa, que lhe era toda sua, se transforma pela maternidade abençoada em mãe. Muitos não sabem lidar com essa realidade e dentre estes muitos também as mulheres estão incluídas. Seja como for, naturalmente, o instinto de mãe, divinamente brotado no cerne da mulher, a transforma por completo naquilo que é sua natureza pensada e criada por Deus. Uma mãe. A partir deste ponto, além de cuidar de si, passa agora a cuidar da prole. Se for mais de uma maior é o empenho. E nesta equação o homem precisa se enquadrar pois do contrário irá apenas cobrar que sua esposa seja a mulher que ele espera no aspecto sentimental e matrimonial e vai se esquecer que a bola da vez passou para o outro canto da mesa.

As relações intimas tendem a diminuir, pois já passaram pelo ápice e na medida que a idade avança e os filhos exigem por natureza, uma dedicação completa da mulher, mas também do marido, aquele perfil feminino, da época do namoro, do noivado e dos primeiros anos de casamento são transformados pelo amadurecimento da relação que tem como frutos a família. O amor parece ter acabado mas ele se transformou e muitas pessoas não enxergam isso. Parece quererem viver numa condição que nunca acabe. Querem ser eternos jovens desfrutando dos prazeres corporais e da jovialidade e furor dos hormônios em contrapartida ao que as etapas seguintes da vida nos entregam.

Ora, de nada adianta querer que as coisas se mantenham pois é um curso natural. É preciso um olhar atento para compreender que no tempo de cada um as coisas ainda permanecem, não foram deixadas de lado. Mas se foram, é preciso antes de tudo, como nos ensina o evangelho, tirar a trave do nosso olho e não ficar apontando o cisco no olho do irmão.


fonte: Jefferson Roger

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