quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O incômodo de se viver

Caros leitores, “sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornam herdeiros das promessas.” – assim está escrito na Carta aos Hebreus 6,12. Quem são aqueles? São os santos. Quais promessas? As promessas de Jesus que nos permitem alcançar a vida eterna. Quer mais? Tem mais! Nossa Senhora em suas aparições disse que “devemos aprender com a vida e o exemplo dos santos.” Pois é, a santidade, que é conquistada se fazendo violência (Mateus 11,12) contra nós mesmos e contra o mundo cobra cada centímetro de nossa subida rumo aos céus. Cada um, segundo sua capacidade irá receber a dose necessária que irá lhe santificar. Essa dose está simbolizada naquilo que Jesus chama de nossa cruz do dia a dia (Lucas 9,26).

Viver, que é um grande presente concedido por Deus a cada um de nós, atinge um alcance muito maior do que podemos conceber. Até temos compreensão suficiente para isso, mas, nos permitimos termos uma mente embotada pelas coisas que passam em detrimento das que não passam. Começamos a trilhar o caminho de volta para a pátria celeste no momento em que nascemos. Chega a ser até meio esquisito, vamos crescendo a cada dia mas vamos morrendo a cada dia. Vamos com o tempo aprendendo mais e mais e a cada mais que aprendemos menos tempo temos para aprender. As alegrias da vida nos enchem os olhos, nos preenchem os sentidos. As coisas boas da vida tomam nosso tempo. Porém, esse bolo chamado vida tem recheio e tem cobertura.

As coisas boas são os recheios e as coisas más são as coberturas. Ou vice-versa, nem importa, o que importa na analogia é termos consciência de que nossa realidade possui essas duas verdades. Partindo daqui e olhando espiritualmente para nossa concepção e criação feitas pelo criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, nos encontramos a partir disso num cenário de constante escolha. Se escolhermos viver uma vida repleta prioritariamente pelas coisas do mundo, morrer será um incômodo. Se escolhermos viver uma vida repleta prioritariamente pelas coisas do céu, viver será um incômodo. Santa Catarina de Gênova, tinha um lema em sua vida, testemunhos e pregações. Ela dizia: “chega de pecado, chega de mundo.” Uma das minhas padroeiras, Santa Gema Galgani dizia assim: “viver a cada dia está sendo um incômodo, já estou cansada desse mundo.”

Como vemos, quanto mais Deus estiver imerso em nossos corações, almas e mentes, mais de Deus iremos querer e menos do mundo iremos querer. Mais do mundo teremos que suportar. Perde a graça de se viver se Deus não fizer parte do nosso dia a dia. Que possamos sempre pedir a Deus essa graça, a graça de vivermos como Jesus falou sobre nós no evangelho quando rogava ao Pai. Estamos no mundo mas não somos do mundo e se isto é assim devemos buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça pois tudo mais nos será acrescentado.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Diferença entre Religião e Seita

A palavra seita vem do latim secta e significa cortada, separada. Trata-se de um grupo religioso com uma concepção derivada dos ensinamentos de uma das principais religiões do mundo. Ou seja, uma seita é uma subdivisão de uma religião. Apesar deste sentido ser claro, trata-se de uma difícil tarefa identificarmos uma seita, visto que jamais os membros de um grupo religioso admitem ser considerados sectários (separatistas). Comumente eles se julgam os verdadeiros e únicos fiéis e continuadores de uma religião que propõem ser verdadeira. Podemos claramente observar que há seitas de todas as religiões. Mas não há seitas católicas. Quando surge uma seita entre os católicos, ela é logo expelida pela excomunhão. A unidade santa da Igreja Católica é incompatível com a existência de seitas em seu seio. A tendência para a formação de seitas é uma consequência da falta de coesão doutrinária e falta de unidade.

O protestantismo, por exemplo, é essencialmente sectarizante, pois o livre exame da Bíblia gera continuamente novas divisões (no Brasil vemos muito disso), impedindo a unidade, e muito mais a coesão doutrinária. Do contrário, a unidade da verdade católica obriga os grupos sectários a saírem e a constituírem religiões autônomas (a Igreja Ortodoxa é um exemplo disso). As seitas se multiplicam nas épocas de crise na Igreja e, principalmente, quando a força do papado diminui. Por fraqueza, por covardia ou por omissão, um papa pode contribuir para o crescimento dos erros e difusão das heresias, e logo, surgimento de seitas. Desta forma, no final da Idade Média, multiplicaram-se os grupos sectários. Isso ocorre porque a falta de orientação de alguns católicos repercute na insatisfação de suas necessidades e aspirações dentro da Igreja, gerando uma fé subjetiva.

É a este povo desorientado que a seita oferece respostas simplificadoras e fáceis. A convicção com que a seita impõe suas ideias (mesmo as mais absurdas), parece, aos olhos do inseguro na fé, um fator de defesa e de segurança doutrinária. Em terra de subjetivistas na fé, quem aparenta ter uma certeza objetiva aparece como dono da verdade. Assim, o aliciamento sectário ocorre mais por entusiasmo do que por razão. Consequentemente, levando ao fanatismo e não ao convencimento. Assim, podemos ver claramente a diferença entre seita e religião. Na religião, o entusiasmo, quando existe, é fruto da pregação doutrinária. A adesão à fé é um ato fundamentalmente racional. A propaganda sectária, do contrário, explora as paixões (o entusiasmo, o ressentimento, o ódio), para obter uma adesão de vontade. Sendo, então, utilizados processos que chamamos de “lavagem cerebral”. Podemos entender claramente que a adesão do sectário ao seu grupo religioso tem sempre caráter passional e não racional. A defesa que faz de sua crença é sempre apaixonada. Ele procura justificá-la com base no que a seita combate, e não no que ela ensina. Para clarear um pouco mais esta questão, vamos fazer uma análise concreta das religiões:
A Igreja Católica detém a intregalidade e a totalidade da revelação de Deus para o homem. A verdade, objetivamente falando, está conosco. Todas as demais religiões representam, em maior ou menor medida, um afastamento desta verdade objetiva. Podemos chegar a esse conhecimento apenas estudando a história da humanidade. Os ortodoxos estão muito próximo de nós. As igrejas ortodoxas são, verdadeiramente, Igrejas, seguindo a sucessão apostólica, válida em seus sacramentos (inclusive o da Eucaristia). Têm Missas, veneram Maria e os santos, adoram a um só Deus e suas Bíblias incluem os livros deuterocanônicos. Porém, o fato de negar a jurisdição universal do Bispo de Roma torna a fé ortodoxa defectiva. Os protestantes representam um afastamento um pouco maior do que os ortodoxos. Suas comunidades não guardam a sucessão apostólica e não contam com os sacramentos válidos, não sendo Igrejas verdadeiras. A Bíblia por eles usada, ou por eles criada, é privada de livros divinamente inspirados. Não celebram a Missa e não veneram aos santos. Preservaram pouquíssimos costumes dos primeiros cristãos. Prosseguindo ao afastamento da verdade, após os protestantes, temos os judeus, que crêem em um deus único e guardam parte dos livros sagrados, mas negam o Messias e rejeitam todo Novo Testamento. Depois do judaísmo, mais afastado ainda é o islamismo, que tem apenas de semelhante, ser monoteísta, acreditar nos anjos, demônios e salvação eterna. A seguir, o hinduísmo, que apenas é teísta, embora acredite em vários deuses. A seguir, o budismo, que não acredita em Deus e guarda a necessidade de uma vida regrada para a obtenção de um prêmio eterno (o fim do ciclo de renascimento). Depois, existem os animistas, que, pelo menos acreditam em alguma coisa (espíritos, magias…), estando menos afastados que o ateu. Enfim, podemos imaginar ao redor do catolicismo uma série de círculos cada vez mais afastados da verdade objetiva.

2ª Pedro 2,1-2 - “Assim como entre o povo (de Israel) houve falsos profetas, do mesmo modo haverá também entre vós doutores, que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas. Eles, renegando assim o Senhor que os resgatou, atrairão sobre si uma ruína repentina. Muitos os seguirão nas suas desordens e serão deste modo a causa de o caminho da verdade ser caluniado.“


fonte: adaptado do blog catecumenato
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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Por que namorar?

Jesus mostrou em seus ensinamentos que dá mais valor para aqueles que servem ao Senhor através da vida celibatária, basta para essa comprovação ler a passagem que ele fala dos eunucos. Porém, para aqueles que não querem fazer o melhor, que se casem para que não se abrasem, diz a sagrada escritura. Sendo assim, se também podemos, como confirma o Catecismo da Igreja Católica, servir a Deus ou pela castidade, ou pela virgindade, então que o façamos como manda o figurino. Servir a Deus, pela opção B (a castidade), significa viver as promessas batismais dentro do sacramento do santo matrimônio. Ser casto é ser fiel a uma pessoa. É preciso compreender então como são as coisas para bem podermos exerce-las. Para se casar é preciso se namorar, noivar e depois contrair núpcias. Outra forma não há, que seja aceita por Deus e como foi ele quem estabeleceu as diretrizes, qualquer reclamação depois cada um pode fazer pessoalmente quando estiver diante do justo juiz.

Por que então namorar? No que consiste? Se começa a namorar quando se vê uma afinidade especial com a pessoa, também solteira, do sexo oposto. Neste ponto a amizade se torna maior, mais profunda e os envolvidos vislumbram a possibilidade futura de uma vida a dois, segundo os desígnios divinos. Os amigos não se beijam na boca, de forma nenhuma. Não existe essa idiotice de ficar dando selinhos e ficar mantendo amizades coloridas, brincando de casinha e fazendo test-drive nos motéis para ver como seria a vida de casado. Não é assim. O candidato a marido e a esposa, agora namorados, formalmente se apresentam para a outra família e respeitosamente, mas, sinceramente, esclarecem com suas atitudes, condutas e no falar, o que pretendem nessa relação. Namorar serve para se conhecer melhor o outro. As trocas de carícias diferem muito pouco daqueles que são amigos. Isso é um grande problema nos tempos em que vivemos porque os namorados acham que podem ter relações sexuais de qualquer natureza e viverem juntos como se fossem casados. Tudo errado, e muito errado. A esta atitude chama-se pecado da fornicação, gravíssimo e que fere o mandato de Deus. Não existe nenhuma exceção para se namorar rompendo barreiras. Andar abraçado, de mãos dadas, trocar confidências, compartilhar a vida em família, ter momentos a dois para se beijar e nada mais, são o que permeiam o namoro santo aos olhos de Deus. Nem se deve tocar com segundas intenções no corpo do namorado ou da namorada. É preciso pés no chão e consciência clara quanto aos cuidados da santidade dos corpos. Do contrário os impulsos carnais, não vencidos só irão piorar as coisas no futuro. Continuemos.

Agindo assim, adiante sobrevem o noivado e o casamento. Não só no cartório, isso é coisa de covarde aos olhos de Deus. Nada de se amigar ou se amasiar. Brincar de casinha se brinca na infância. Quando se cresce tudo deve amadurecer e as coisas da meninice devem ficar lá no passado. O esposo deve ter duas esposas: a mulher e a igreja. A mulher deve ter dois esposos: Jesus e seu marido.

O esposo deve ser para sua mulher o que Jesus é para ela: meio de salvação. A esposa deve ser para o marido o que a igreja é para ele: meio de salvação. O esposo para se salvar precisa ajudar a esposa a se salvar. A esposa para se salvar precisa ajudar o esposo a se salvar. Da mulher, o marido deve se aproximar como se aproximaria do sacrário na capela do santíssimo. Do marido, a mulher deve se aproximar como se aproximaria de Jesus aos pés da cruz no altar. A seriedade e a sacralidade do matrimônio devem existir para completar os dois que agora são uma só carne (Gênesis 2,24). Se o namoro depois de ter sido santo, não terminar e não evoluir para um estado de matrimônio, passando pelas bênçãos de Deus, ele somente será uma amizade colorida e um perpétuo estado de fornicação.


fonte: Jefferson Roger
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As famílias do inferno

Aos cristãos de todo o mundo, que se esforçam para viverem o caminho da porta estreita, no segmento do rigoroso evangelho de nosso senhor Jesus Cristo, é sempre um grande pesar testemunhar pelo mundo afora que tudo aquilo que foi pensado, desejado e criado por Deus é gravemente jogado na lama, que nada mais é que a lama do pecado. O pecador sempre quando peca se comporta como se proclamasse que Deus está errado e que o mundo é que está certo. Família é mulher, marido e filhos, mais nada. Qualquer combinação diferente desta, como diz nas sagradas escrituras: vem do maligno.

Pois muito bem, mesmo em nosso pequeno mundinho que acaba por ser globalizado por conta da modernidade, tecnologia e meio de comunicação em toda a espécie de mídia, terminamos por ter ciência do estrago que os inimigos da alma promovem por toda a parte. Já escrevi em outros artigos por aqui e o que escrevi tantos outros cristãos e a própria igreja já trataram do assunto a respeito, além é claro, da santa palavra de Deus, de que as coisas como são colocadas hoje em dia estão completamente erradas. Esse negócio de que para toda regra existe a exceção não vale para se argumentar contra Deus.

Em linhas bastante resumidas está ensinado para fazer o que ele quer e não o que queremos. Está determinado que ou se está com ele ou contra ele. Quem o ama, como diz na bíblia, observa sua lei e seus mandamentos, do contrário, se encaixa por vontade própria no hall daqueles que Jesus disse que estão contra ele. É simples assim e muito triste ao mesmo tempo, ver gerações ensinarem o que é errado aos olhos de Deus para as novas gerações. Na carta aos Romanos está escrito que aqueles que ensinam e praticam o erro serão condenados. Pobres de todos esses que agora posam nos holofotes seculares da fama, empunhando um estandarte de falsos e maquiados valores. Na foto vemos mais um entre tantos exemplos pelo mundo afora; se trata dos atores de cinema homossexuais Neil Patrick e David Burtka, pais adotivos dos gêmeos inseminados. Numa situação que não caminha pelo caminho que Jesus deixou, pessoas assim vivem embotadas por aquilo que acham ser certo desprezando a verdade maior que irá premiar ou condenar no dia do juízo (Apocalipse 22,12).


fonte: Jefferson Roger
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Deus quer que soframos

Muitas pessoas que passam levianamente pela experiência de se conhecer a Deus, erroneamente caem na desgraça de conhecer apenas uma caricatura dele. Acabam por conhecer um Deus que é pintado para as pessoas de diversas maneiras, conforme seus desejos e seus anseios. Porém, quando a cortina das fantasias e ilusões vem abaixo, ou a pessoa fica maravilhada com a experiência de Deus em sua vida, ou fica desiludida e frustrada. A questão que buscamos refletir neste artigo é a do sofrimento.

Como qualquer pessoa pode muito bem atestar, não existe idade para o sofrimento. Não existe alguém que esteja isento de sofrer. Sabemos por experiência própria que cedo ou tarde, acabamos por sofrer em algum aspecto de nossas vidas. E não vamos ser fingidos em dizer que a questão nunca nos fez achar que parece que Deus é injusto e parece que Deus gosta que soframos. Basta entrarmos num hospital infantil para vermos inúmeros pais com seus pequenos bebês e suas crianças com pouca idade a sofrerem enfermidades de várias naturezas. Um sentimento de impotência e de revolta contra Deus arrisca aparecer. Como entender que aquela criança que mal começou a viver neste mundo tenha que passar pelos sofrimentos de doenças tão graves? E se morrem então, muito cedo o que dizer? O que pensar? O sentimento de injustiça bate a nossa porta e muitos pais irão dizer que prefeririam morrer ao ver seus filhos morrerem.

Então, como vemos, sabemos e sentimos na pele que sofremos. Todos sofremos de alguma forma em nossas vidas. Podemos declarar sem medo algum que, se isso acontece com todos e tudo acontece, conforme nos ensinam as sagradas escrituras, por vontade e permissão de Deus, de duas uma, ou Deus quer que soframos porque é necessário que aconteça ou não quer e permite que soframos porque é necessário. Eis aí, a chave de leitura. A necessidade:

Tobias 12,12-13 – “Quando tu oravas com lágrimas e enterravas os mortos, quando deixavas a tua refeição e ias ocultar os mortos em tua casa durante o dia, para sepultá-los quando viesse a noite, eu apresentava as tuas orações ao Senhor. Mas porque eras agradável ao Senhor, foi preciso que a tentação te provasse.”

Como vemos, é necessário. Deus prova seus eleitos por consentimento e por vontade sua porque seus planos são para a eternidade e não para o aqui e agora. Aproximar-se das sagradas escrituras nos faz aprender que “todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são os eleitos, segundo os seus desígnios (Romanos 8,28).” Todas as coisas incluem os sofrimentos porque Deus sabe que a eternidade da glória eterna é infinitamente melhor do que a passageira vida ainda que repleta de sofrimentos. Não podemos atestar isso, por isso ele nos concedeu o dom da fé. Não nos cabe compreender tudo (Deuteronômio 29,29) e nem possuímos, como lemos em Deuteronômio essa graça. Precisamos então, agirmos como Jó, como Tobit e como tantos outros que não buscaram saber “o como”, buscaram saber “o porquê”.


fonte: Jefferson Roger
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O medo da responsabilidade

Jesus, o nosso modelo de santidade e de atitude nos deu um grande exemplo de como devemos agir quando o assunto se trata da responsabilidade que temos que assumir. Quando encarnado no seio da Virgem Maria, para cumprir tudo que cumpriu, lembremos de que ele, por causa de sua natureza divina, sabia tudo o que o aguardava. Tanto é que, quando entrou pela reta final, as dozes horas finais que antecediam a sua morte na cruz, por ter plena ciência de tudo que estava por vir, suou sangue, tal era o fortíssimo sentimento que lhe encobriu todo o seu ser. Gosto sempre de dizer que felizes somos nós que não sabemos pelo que iremos passar no minuto seguinte, nossa fraqueza e miséria humanas não nos permitiriam suportar o destino antecipadamente conhecido. Ou permitiriam? Não sabemos, pois, as coisas são como são e temos que seguir conforme o andar da carruagem.

Seja como for, voltemos ao exemplo de Jesus. Quando capturado e levado até a presença das autoridades lhes perguntaram o que pregava pelos locais que tinha passado. E Jesus, numa das muitas e maravilhosas respostas disse que “porque perguntavam a ele? Ele havia falado abertamente nos locais públicos a quem quisesse ouvir”. Parece não ser uma resposta das grandes, mas é recheada de mensagens a todos nós. Se pararmos um pouquinho para analisarmos iremos ver que o cenário não era nada favorável para Jesus. Ele estava preso, manietado, os insultos e os escárnios já haviam começado desde o Jardim do Éden, ele sabia o desenrolar dos acontecimentos, mas, não fugiu por medo da situação pois sua responsabilidade perante o Pai Eterno, perante a todos os pecadores e perante a situação, exigia dele um comprometimento e doação à causa que é requerido por qualquer um que se depare numa situação que precisa ser encarada. Belo exemplo e que exemplo a ser seguido (1ª Coríntios 11,1).

Pois bem, infelizmente não é o que acontece com grande parte das pessoas. Vamos aos poucos para compreender a reflexão. As pessoas quando são solteiras procuram manter um círculo de amizades que tenham a ver com afinidades. Facilmente se exclui alguém ou se alto excluímos de um grupo que não coincida com o que esperamos. Depois, na experiência de preparação para a vida matrimonial, namoramos uma pessoa aqui, outra ali e à medida que as brigas vão acontecendo é muito fácil resolve-las, vai cada uma para sua casa e pronto. Se a coisa persistir troca de namorado. Adiante, quando noivos, já num grau maior de responsabilidade e compromisso, alguns problemas já são resolvidos a dois, mas ainda existe a fácil solução de ir cada um para sua casa. Mais tarde, depois que os três ou quatro degraus foram transpostos (conhecido, amizade, namoro e noivado) e se galga o degrau maior, do matrimônio, o nível de responsabilidade atinge um patamar muito sério. Se a preparação não foi bem feita durante as etapas anteriores, os problemas e todas as circunstâncias da vida continuarão a serem tratadas da mesma maneira. Quando namorados não resolviam seus problemas e cada um ia para seu canto. Quando noivos não resolviam seus problemas e cada um ia para seu canto. Quando casados se não resolverem seus problemas e cada um ir para seu canto isso se chama “separação”, “divórcio”, que nada mais é do que tampar o sol com a peneira. É a mesma atitude tomada pela pessoa porque ela insiste em não resolver os problemas, não cresce, não amadurece e dá a devida importância ao seu estado de vida. Separam-se o quanto for preciso como quem aposta semanalmente no jogo do bicho, esperando achar alguém que corresponda ao que ela quer, deseja e procura. Mas, como ela não muda, os problemas não mudam e se não são tratados como devem até as pessoas ao seu redor se tornam problemas e assim, na falta de maturidade e responsabilidade passam uma vida inteira varrendo para debaixo do tapete todos e tudo aquilo que não conseguem resolver porque não querem tomar a postura que devem tomar. Uma postura como a de Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Além do que você é

Somos predestinados a morrermos uma única vez e somos predestinados à santidade, assim aprendemos nas sagradas escrituras. Em nossas vidas, divinamente concebidas, nos cabe, portanto, um esforço que deve ser feito apenas nesse sentido. Como é sabido por qualquer um, nossa existência caminha muito longe de uma vida que pode ser vivida como se ela fosse um constante parque de diversões. Na vida de cada um existe todo tipo de acontecimento. Por conta disso, já que as coisas são configuradas a esta maneira e, unido a isto, existe outro ingrediente principal, que é o fato de não sabermos quanto tempo temos de vida, nosso esforço deve ser voltado e focado apenas numa direção.

Se somos um composto de corpo e alma, destinados a morrermos uma única vez, capazes por providência divina a alcançarmos a estatura de Cristo para podermos entrar no céu, e ignorantes quanto a quantidade de tempo que nos resta nessa etapa de nossas vidas, o que é que muitos de nós ficam fazendo perdendo seus tempos fazendo coisas para as quais não foram concebidos e agindo na contramão da própria natureza e fim último?

Atos contrários à vontade divina caracterizam uma enorme rebeldia. É manter-se na infantilidade da criança birrenta que quer porque quer as coisas do seu jeito e se não for como quer então ela abre o berreiro, se revolta e fim de papo. Quando agimos assim estamos tentando convencer a Deus que ele errou. Que as coisas não devem ser do jeito dele e sim do nosso. Pobres de nós quando tentamos “ser como deuses”. Já vimos lá no livro do Gênesis que isso não funciona.

Não devemos tentar ser aquilo que não somos, não devemos tentar caminhar por terrenos pelos quais não nos foi apontado o caminho. Nos aventurarmos em solo desconhecido, jamais nos retornará alguma recompensa espiritual. No caminho, verdade e vida, que é Jesus reside todo o conforto da alma. Nos caminhos diferentes ao seu, residem os outros confortos. São Tiago nos recorda em sua carta que quem quer ser amigo do mundo se faz inimigo de Deus (Tiago 4,4).

Nos caminhos avessos aos ensinamentos das sagradas escrituras encontramos a promessa das alegrias e prazeres aliados ao convite para deixar o compromisso e a maturidade que são necessários para subir os degraus sob o peso de nossas cruzes. O inimigo faz bem o seu trabalho, ocultando das mentes e corações o fato de que também existem alegrias e felicidades na caminhada rumo ao céu. A diferença é que neste caminho, “paga-se” muito mas recebe-se infinitamente mais no dia da recompensa. Recebe-se a coroa da glória eterna. Nos outros caminhos, paga-se muito pouco ou quase nada mas recebe-se no aqui e agora o que se deseja em termos de mundo, porém, no dia da recompensa, recebe-se a condenação eterna. Não vamos, portanto, complicar aquilo que é simples. Nossa vida por sua própria natureza é uma oportunidade para chegarmos ao paraíso. Sofremos? É difícil? Pesaroso? Cheia de tristezas? Dificuldades? Com certeza é, sabemos que é, mas não sejamos hipócritas em achar que só existe “o lado negro”. Também existe o belo e, portanto, devemos nos manter sendo aquilo que somos, não procurando um além que seja diferente daquele para o qual fomos criados.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Quem precisa de mim?

Se pararmos um pouco para pensar e refletir sobre as necessidades humanas iremos, mais cedo ou mais tarde, nos depararmos com a realidade de que sempre estamos a precisar de alguma coisa ou de alguém. Do momento em que chegamos a este mundo, durante nossa permanência nele, até o momento de nossa partida para o que nossas obras nos propiciaram para depois da morte, sempre, mas sempre mesmo estamos a “precisar”. Precisamos que nos ajudem a nascer, precisamos que cuidem de nós enquanto bebês, precisamos que nos eduquem, precisamos mais adiante trabalhar, precisamos nos alimentar, precisamos dormir, precisamos isso, precisamos aquilo e aquele outro. Tenho certeza de que não existe pessoa no mundo que possa dizer que não precise de nada, simplesmente isso é impossível. O fantástico corpo humano, divinamente projetado e criado, foi concebido para precisar.

Porém, e lá vamos nós, não somos apenas o que enxergamos, o ser humano é um composto de corpo e alma. Existimos no ser enquanto razão e sentimento e também como espíritos. Eis aí um grande detalhe que embora seja comum a todos, muitos deixam de lado. Existe uma tendência a sermos egoístas por causa do extinto nativo de sobrevivência. Até aqui, nada de errado, pois não fazemos mal em querermos o nosso bem. O problema, no entanto, como sempre nos ensina Jesus, está na forma de conduzir isso tudo e nas prioridades que damos. É como se existisse dentro de cada uma balança. De um lado existe a bandeja do egoísmo, do outro lado existe a bandeja da humildade. Sabemos biblicamente falando, que a virtude da temperança nos traz o equilíbrio necessário para não nos abandonarmos ao egoísmo e tampouco negligenciarmos nossas necessidades.

Sabemos muito bem que precisamos das coisas e das pessoas mas, se deixarmos a balança pender para o lado do egoísmo, iremos facilmente esquecer que também os outros precisam das coisas e das pessoas. O egoísmo nos faz agirmos como um rei, que se beneficia do serviço de seus súditos. A humildade, ao contrário, nos faz enxergar nossa condição e perceber que também o próximo precisa e muitas vezes precisa mais do que nós. O egoísmo faz a pessoa dizer a respeito do outro “ele que se dane”. A humildade remete à compaixão porque aquele que é humilde, reconhece sua miséria e não quer o mal de ninguém. Se pode, o humilde compartilha, se não pode, faz da mesma maneira porque aprendeu que a regra de ouro (biblicamente ilustrada) diz que “dividir é multiplicar”.

E tudo vale para além da matéria, além do campo material e social. Se somos um composto de corpo e alma, a parte espiritual também precisa de alimento. E mais uma vez entra em cena a balança. Vejamos um exemplo. O egoísta se acorda indisposto no domingo pela manhã, não vai na missa. Sua cama está quentinha e confortável, não está um clima agradável e quente e por conta disso ele decide ficar debaixo das cobertas pois em seu conceito de primeiro “eu”, como já acha ter o que precisa, deixa a prática religiosa para outro dia. Agora, o não egoísta que acorda nas mesmas condições de quem só pensa em seu umbigo vai dizer:

Quem precisa de mim?

E vai encontrar facilmente a resposta. Muitas pessoas precisam dele, muitas pessoas precisam de nós. Muitos precisam de nossas orações. Em Fátima, Nossa Senhora disse aos três pastorinhos que muitos se condenavam ao inferno porque não existiam pessoas que rezavam e faziam penitência por eles. E ela ao perguntar se eles aceitariam receber os sofrimentos que Deus lhes enviaria para a conversão dos pecadores, todos responderam que sim. Crianças de dez, oito e sete anos. Deus colocou as coisas nesses termos. Ele quer que uns ajudem os outros. Jesus nos recorda que até para os inimigos devemos rezar. Ele também ensinou que três pessoas passaram para ajudar um caído, vítima de um ladrão, mas o conterrâneo e o sacerdote não ajudaram e sim, quem era de origem que provinha de disparidade social (Lucas 10,26-35). O recado dos céus está dado, muitos precisam de nós e nós precisamos de muitos.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Acontece com todos

Na vida o corre corre ao qual nos submetemos acaba por delinear certos aspectos da vida que acabam, por não acontecerem com frequência, sendo deixados de lado. As pessoas dentro de suas casas muitas vezes transformam a convivência em família num verdadeiro cenário de guerra. Vivem em constante ritmo frenético e as grandes provações, tribulações e dificuldades da vida vão sendo deixadas ao acaso. As pessoas acabam por não colocarem a devida atenção e um olhar espiritual sobre tudo e vão deixando o relapso participar de suas vidas. Depois vão entender lá na frente que, como diz o ditado, não adianta chorar sobre o leite derramado.

Essa noite, que foi uma bela noite de sono, muito bem dormida, tive ao acordar para ir ao trabalho a lembrança de um sonho. Neste sonho minha esposa estava hospitalizada e eu estava com ela. Corria de um lado para o outro, preocupada com as filhas pois sabia que pouco tempo lhe restava e a morte se aproximava rapidamente, tratou de me passar “todas as diretrizes” a respeito delas. Depois de ter me falado tudo, no sonho eu sentia que sabia quando ela iria morrer e sabia que era em menos de uma hora. Como sempre acontece com a maioria de nós, sempre lembramos do final dos sonhos e acabamos por acordar. Acordei e ainda faltavam poucos minutos para levantar e se arrumar para ir ao trabalho.

No caminho de casa até o terminal de ônibus, existe, na paróquia em que moro, uma capela mortuária. Hoje ela estava aberta e alguém estava sendo velado. Bem propício, não acham caros leitores, para combinar com o sonho que tive. E detalhe, esta semana é o segundo velório que aconteceu nesta capela. Pois bem, já dentro do ônibus, no meio do trajeto eis que o trânsito ficou congestionado. Já se imaginava algum acidente e foi exatamente isso que aconteceu. Eu estava sentado atrás do motorista e de repente ele disse: o rapaz foi atropelado e estão tentando tirar ele debaixo do carro. Aqueles que puderam olhar, viram a cena do corpo caído no chão. A motorista que havia batido na vítima, chorava inconsolavelmente. O ônibus que eu estava passou devagar bem ao lado do acidente e foi possível ver tudo em detalhes. O que ficou para mim daquela cena foi o choro de quem atropelou; era um choro de muita dor, misturado com pesar, lamento e arrependimento, mas, já não se podia fazer muita coisa. Fiz minha oração pelos dois e seguimos em frente.

Chegando ao trabalho, soubemos que um funcionário da empresa havia morrido e alguns do setor que trabalho foram em seu velório. E a vida é assim, Deus cuidadosamente procura nos mostrar e nos recordar da nossa atual realidade. Hoje estamos aqui, hoje estão aqui quem gostamos. Não somos donos nem do próximo minuto de nossas vidas. Se cada um compreendesse a profundidade disso, iria viver uma vida mais plena vivendo cada momento como se fosse o último. É preciso sempre refletir isso. Se soubéssemos que uma pessoa que gostamos vai nos visitar em casa, irá morrer no dia seguinte, como iríamos trata-la? Se soubéssemos que a confissão que estamos fazendo será a última, como nos confessaríamos. Se soubéssemos que ao nos despedirmos de um ente familiar para irmos ao trabalho, essa despedida seria a última, como faríamos? Quantas pessoas relatam que depois de uma briga ou desentendimento com alguém, a pessoa acaba por morrer e quem está vivo ficou com negócios inacabados e isso lhe causa sentimentos difíceis de administrar?

Pois é, muitos acham que tem fé até Deus enviar e permitir nossos sofrimentos e sofrimentos das pessoas que vivem conosco. Quando alguém da família que não é o mais velho morre, como fica a fé em Jesus Cristo? Se um pai de família fica viúvo e a esposa deixou filhos, como fica a fé do pai em Jesus Cristo? É fácil falarmos que acreditamos em Deus e que temos fé nele nos momentos de consolação. Nos momentos contrários, quando a fina peneira das provações, tribulações e dificuldades passa pelo meio de nós, senão estivermos agarrados em Cristo, não ficaremos de pé, nossa casa desabará por ter sido feita sobre a areia. Peçamos a Deus as graças necessárias para podermos suportar nossa realidade uma vez que nossa condição humana é muito frágil e sozinhos não damos conta de tudo e como disse Jesus, não damos conta de nada (João 15,5).


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Detesto passar vontade

Desde o início de nossa existência humana somos movidos por termômetros que sempre se encarregam de nos alertar sobre o que se passa dentro e fora de nós. Quando pequenos, ainda sem podermos falar aos nossos pais, tudo que nos acomete instintivamente nos colocamos a chorar. A mãe sabe que o choro da criança é sinal de aviso. Mais tarde, vamos descobrindo nossa autonomia em reconhecer e lidar com os mais variados alertas que nosso corpo emite. Se a hora de se alimentar está passando, sentimos fome. Se a hora de beber está passando, sentimos sede. Se a hora de dormir está passando, sentimos sono. Se existe alguma desordem interna em nosso corpo, sentimos um mal-estar. Se temos alguma infecção, temos febre. Enfim, se alguma coisa não anda bem conosco, a área envolvida dá sinal de alerta. Assim, com o passar do tempo se dermos valor e aprendermos a “ouvir” o nosso corpo, iremos trata-lo como convém e manter sua saúde e dignidade em patamares corretos.

Agora, eis um detalhe que é muito importante e que não pode nunca passar batido; nós somos um composto de corpo e alma e, por isso, não devemos apenas dar ouvidos ao que o corpo diz, precisamos ouvir nosso coração, nossa alma. Deus, em sua infinita sabedoria, plantou neste ato criador uma sementinha dentro de nós que contém a seguinte informação: retorne para mim. Por isso Santo Agostinho vai dizer que a alma é inquieta enquanto não voltar para junto de Deus. A felicidade que todos procuram e não encontram porque procuram nos lugares errados, e pecam dessa maneira, somente existe em Deus. Isso, porém, também é sabido pelo nosso arqui e cruel o inimigo, a antiga serpente, satanás. Sendo assim, ele se mete onde lhe convém e passa a pulverizar corações e mentes com suas lorotas afim de adulterar a verdade libertadora.

Desde o início, lá no jardim do Éden, ele insinuou que Eva não precisava “passar vontade”, ela poderia comer do fruto proibido porque não iria morrer. Percebam quão ardiloso foi o diabo nesse momento. Bastou um jogo de palavras e Eva caiu na armadilha. Quando Deus disse que se comessem do fruto iriam morrer, se referia ao acontecimento da morte como o conhecemos hoje. Adão e Eva achavam que comer o fruto seria como comer algo envenenado, pois não entenderam a profundidade daquilo que Deus disse. Nem era, na verdade, necessário que entendessem porque era cobrado deles a “obediência” ao seu criador. Se Deus disse para não fazer, não se deve fazer. Se a morte seria instantânea como um envenenamento ou ao final de uma vida terrena, para voltar ao pó, não existia importância pois importante era obedecer. Nessa confusão toda o diabo usou a verdade celeste dando ares de meia verdade, iludindo o casal e deu no que deu. Vejam nas escrituras que ele nem precisou mentir tanto assim, bastou enrolar com jogos linguísticos e meias verdades.

Pois bem, infelizmente as coisas são assim até hoje. As pessoas não querem passar vontade. Os inimigos da alma fazem uma forte promoção de tudo para que as pessoas consumam tudo que quiserem e jamais passem vontade. Tudo gira em torno daquilo que querem ser, ter e fazer, e o dinheiro e os prazeres da carne e sensoriais são ingredientes que existem na vida de muitos. A pessoa quer ter um bem e não consegue comprar, ela rouba. Não consegue comprar um produto à vista e que está além de suas possibilidades orçamentárias, ela parcela. Não consegue ter uma relação sexual satisfatória na vida matrimonial, ela adultera. E assim, as pessoas não medem esforços para fazerem suas vontades. Espiritualmente falando, e é preciso sempre colocar um olhar espiritual sobre tudo, nunca se trata de nossa vontade e sim da vontade de Deus. Não podemos rezar a oração do Pai Nosso e sair por aí sem medirmos esforços para fazermos nossa vontade. Não que seja errado almejarmos as coisas, o que não podemos é priorizarmos o eu em detrimento do Reino de Deus e do próximo. Já dizia Jesus: buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 31 de julho de 2017

As imundícies da missa católica

Pois é, caros leitores, já não se fazem católicos como antigamente, nos tempos áureos da santa igreja católica apostólica romana. Cada vez mais os católicos dos tempos atuais que se prezem, estão perdendo o vigor cristão que um dia foi imbatível, quando o assunto se relaciona com a participação na santa missa. Não preciso nomear ninguém porque correria o risco de deixar muitas pessoas de fora, até porque o nome dessas pessoas é um só: legião. Quanto mais o tempo passa mais a igreja fundada por Cristo se comporta como os tão criticados por ele, fariseus. É o famoso faça o que eu falo mas não faça o que eu faço.

É muito difícil sentir-se bem dentro de uma igreja e na santa missa nos dias de hoje. Muitas coisas contribuem para que esse acontecimento que deveria ser sagrado, pois une o céu à terra, acontecem praticamente durante toda a celebração. Muitos são os culpados e como Jesus não sai do sacrário com um chicote para colocar ordem na casa do Pai, que é um lugar de oração, maus comportamentos hierárquicos acabam incentivando o mesmo na comunidade. É raro hoje dia, mas realmente muito raro, participarmos de uma missa que seja realmente santa. Em muitos casos ela é dessacralizada e profanada em algum aspecto da celebração.

Primeiro que não se faz mais silêncio dentro de uma igreja, as pessoas não conseguem ficar com suas bocas fechadas e deixar o bate-papo com os amigos para depois da missa, fora da igreja. Não, qualquer coisa é motivo para tagarelarem e nem vou comentar dos smartphones, que são frequentadores assíduos das missas. Quem pode ser mais importante do que Jesus durante uma santa missa? Ao ponto de precisarmos estar com o aparelhinho ligado?

A missa nem começou ainda e o anda anda na frente do presbitério e nele é uma verdadeira farra, um corre corre desenfreado, parece que nunca organizaram uma celebração. Enfim, quando os atabalhoados protagonistas, sim são o que parecem com seus ares agitados, sossegam um pouco e a missa vai começar, Deus nos acuda se for um padre moderninho. Simplesmente a diretiva da instrução geral do missal romano é deixada de lado e o sinal da cruz é substituído por uma musiquinha ridícula e com aplausos e gestos. É uma ofensa gravíssima a Deus e o povo vai atrás porque são ignorantes ou tem vergonha de dar bom exemplo, que seria o exemplo correto. A oração do santo e do glória não deve ser substituída, pelo amor de Deus, são orações que fazem parte do ordinário da missa, no máximo podem ser cantadas. Mas o que fazem os profanadores? Cantam músicas que falem de glória, ou de santo e o mesmo também acontece com o ato penitencial. É um lixo e uma nojeira o que acontece e fica por isso mesmo. Cada um faz sua parte como quer e não como deve ser, valei-me Jesus!

Padres que querem que a comunidade reze junto a oração pela paz, própria dos sacerdotes, músicas na hora da paz de Cristo, ausência do silêncio no pós-comunhão, depois dos avisos da missa, comemorações, homenagens, parabéns para você aos aniversariantes do mês e é melhor eu parar por aqui, porque a lista poderia ser bem maior. Existe cada vez mais inserções do mundo misturadas ao sacro acontecimento que é a santa missa. As missas não são mais santas como eram em seus primórdios. Muitas missas são shows particulares paroquiais. Pobres dos católicos que querem se esforçar em viver o que Jesus Cristo deixou em seus evangelhos. São taxados e perseguidos por causa Dele. O consolo é que Jesus disse que serão bem-aventurados. Devemos nos comportar como diz o apóstolo, “não vos conformeis com o mundo” e como dizia Santa Catarina de Gênova, “chega de pecado, chega de mundo”. Como que Maria Santíssima se comportaria dentro de uma celebração da santa missa nos dias de hoje, tendo a missa o propósito que ela tem e servindo para o que ela serve? Eis um excelentíssimo termo de comparação.

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fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Veneno não faz mal

Olá caros leitores, neste artigo vamos refletir um pouco sobre o aceite que muitas pessoas têm acatado em relação àquilo que é prejudicial para elas. Se alguém nos oferecer um montinho de pedras para comermos, ou nos oferecer um copo de gasolina ou um copo de ácido sulfúrico para ingerirmos, facilmente iremos recusar e poderemos dizer que essas coisas são para nós como veneno. Elas irão nos fazer mal. Sabemos que nosso organismo não está preparado para consumir pedras e tampouco os líquidos que eu mencionei. Nosso critério é tão acertado neste aspecto que nem precisamos ter experimentado de fato a ingestão dessas substâncias para defendermos nosso ponto de vista de que não iremos consumi-las porque irão nos fazer mal. Sabemos o suficiente a respeito da natureza delas para não aceitarmos sequer a hipótese de que pedras, gasolina e ácido sulfúrico não irão nos fazer mal.

Mas e então, se alguém publicar alguma pesquisa dizendo que após muitos estudos descobriu-se que é saudável consumir pedras, gasolina e ácido sulfúrico? E nos oferece um copo ou um prato para comermos ou bebermos? Certamente não iremos comprar de bate pronto essa afirmação porque o que conhecemos a respeito não pode ser refutado e por conta disso, muito provavelmente não iremos arriscar na ingestão dessas substâncias. Acho que até aqui estamos todos de acordo. Falando por mim, posso dizer que nem com reza brava me farão por espontânea vontade dar uma dentada numa pedra colhida na beira da estrada ainda molhadinha por acabar de ter saído de uma chuva. Ou então beber um delicioso copo de gasolina aditivada premium que foi filtrada duas vezes. Menos ainda beber uma taça do reconfortante desengripante de garganta e limpador de cordas vocais chamado ácido sulfúrico. Não tem como, meu corpo não foi achado no lixo, foi Deus que me concedeu o direito a ele até o dia do meu julgamento. Não posso sair por aí prejudicando ele e em consequência disso também a minha alma.

Ora bolas, parece até uma conversa meio óbvia e um tanto sem sentido mas se as coisas fossem assim então por que as pessoas dão ouvido ao diabo? Explico. O diabo não tem nada de bom para nos oferecer. Ele nos odeia com todas as suas forças e só quem já esteve frente a frente com uma presença maligna, mesmo que não a tenha visto, pode dar testemunho do que é sentir ser profundamente odiado. Ele, que odeia a todos os herdeiros do reino dos céus e como já disse, repito aqui, não tem nada de bom a nos oferecer, precisa disfarçar suas ofertas do mal em lindos pratos saborosos. Ele passa a defender a tese de que esses pratos saborosos (os venenos da alma) não nos fazem mal e não irão nos roubar a salvação.

Aos poucos as pessoas vão dando ouvidos, provando uma porçãozinha aqui, outra ali e em doses homeopáticas muito pequenas. Com isso não percebem o mal que aceitaram em suas vidas, não percebem que deram permissão para satanás escravizar suas almas através dos vícios e dos prazeres. Muitas vezes não percebem por causa da sutileza e da natureza do pecado. Ele, que é uma realidade espiritual é um veneno destruidor e mortífero para a nossa alma. Atua como um câncer e como a diabetes. É silencioso, quando tomar proporções incontroláveis já terá envenenado muitos continentes dentro de nós.

Veneno não faz mal, ensina o diabo. Isso é imposição divina para que não possamos ser felizes aqui na terra e fazermos aquilo que queremos, assim alardeia nosso inimigo. O diabo é bom em aplicar golpes, ele sempre está com novidades, sempre com novas maneiras de tentar romper nossas defesas. Ai dos desatentos e distraídos. Não devemos proceder assim. Assim como a verdade do Cristo é imutável por sua natureza, os venenos nunca serão bons, porque é da natureza deles nos fazerem mal, seja no corpo ou na alma. Nada de retrucar o inimigo ou ficar dialogando em forma de bate-boca, precisamos sim nos aproximarmos de Jesus e nos colocarmos em suas santas chagas e dentro do seu sagrado coração. Dessa forma a vitória é certa e quero ver se o diabo tem peito para arrancar dos braços de Jesus, o bom pastor, alguma ovelha que o segue porque ouve sua voz, a voz do ressuscitado.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 25 de julho de 2017

Nossa irmã, a Morte

Caros leitores eis aí um tema que é evitado sempre que possível até que ele entre pela porta da frente de nossas vidas. O ser humano se sente bem convivendo com ela quando esta não passa apenas de uma notícia. De fato, até estamos acostumados com ela pois todos os dias é possível assistirmos no noticiário da tv que alguma pessoa morreu. Não sabemos se centenas ou milhares de pessoas morrem todos os dias. Tudo não passa de cálculos e estimativas. De vez em quando o mundo trata de endeusar a morte de alguma celebridade e a mídia secular, por conta da audiência, passa dias em cima do acontecimento e não me venham dizer que é por solidariedade aos envolvidos ou por apreço a quem morreu. Somente por causa disso não é mesmo! Certa vez, num congresso que participei, todas as emissoras de tv da região foram convidadas a participar e de forma um tanto soberba e com seus egos inflados, alguns dos representantes dos canais abertos confirmaram que o que “vende” é a notícia polêmica e trágica.

Noves fora isso, não há como negar a realidade que aguarda a todos no final da linha, quando esta etapa de nossa existência eterna se encerrar. “Pensa constantemente em seus novíssimos e jamais pecarás”, nos alertam as sagradas escrituras em Eclesiástico 7,40. São Francisco chamava a morte de sua irmã pois entendia que ela tinha para consigo um propósito libertador. Como bem sabemos, a morte na grande maioria das vezes irá nos pegar de improviso, desavisados e o inesperado poderá, conforme nosso grau de fé, nos tirar o chão. Quando olhamos para alguém que gostamos nem cogitamos imaginar perder essa pessoa, nem sequer queremos conceber que a morte tire essa pessoa de nossa vida.

Alguém já teve enquanto dormia aquele pesadelo com alguém que faz parte da sua vida onde a pessoa veio a falecer? Pois é, não se acorda com aquela sensação bem desagradável? Parece verdade não é mesmo! Pois bem, é uma pitadinha, uma amostra grátis do que pode acontecer conosco, é uma possibilidade real. Não devemos virar as costas para a realidade da morte. Claro que não temos como nos preparar de forma completa para a experiência da morte com nossos entes queridos e tão pouco com a experiência da nossa própria morte. No entanto, precisamos fazer o nosso melhor esforço e mantermos nossa consciência voltada para essa veracidade que vai nos acometer, queiramos ou não.

A mala de viagem do católico deve sempre estar pronta, porque a qualquer momento nossa irmã distante irá chegar muitas vezes sem nenhum aviso prévio. Poucas vezes ela avisa que está próxima quando é o caso de uma grave doença que já vai colocando o enfermo de frente na reta final de sua jornada neste vale de lágrimas. Tanto o doente quanto os que o cercam são brindados com essa graça divina se Deus concede esse período de penitência final e conversão para todos que estão a conviver com esse enlace que é crucial.

Em verdade até podemos dizer que a cada dia morremos um pouco. Essa etapa de nossas vidas nada mais é que uma contagem regressiva para a passagem. Somos tentados a achar as vezes que é uma injustiça de Deus não sabermos quando morreremos, pois, se assim fosse poderíamos dar conta de nossa salvação. Mas, muito pelo contrário, o que Deus nos concede, nos privando desse conhecimento é algo muito melhor. Se não sabemos quando a contagem regressiva vai terminar, devemos nos comportar como se esse ano fosse o último, como se esse mês fosse o último, como se esse dia fosse o último, como se essa manhã fosse a última, como se essa hora fosse a última, como se o próximo minuto não existisse para nós.

Se temos fé, sabemos que iremos encontrar nossos entes queridos que se esforçaram para alcançarem a glória eterna e que nos esforcemos para ajuda-los a alcançarem isso, no paraíso para vivermos eternamente na comunhão com Deus, a Santíssima Trindade, a Virgem Maria e os anjos e santos de Deus. Se cremos iremos entregar o medo da morte aos cuidados divinos e com isso iremos receber do Espírito Santo o dom da fortaleza e da ciência, e precisamos pedi-los, pois são dons que nos ajudam a aceitarmos a necessidade de passarmos pela purificação final nesta etapa da vida que é a nossa morte assim como a morte dos que nos rodeiam. A morte é tratada como algo comum pelo mundo, mas o mundo tenta retirar dela a sua importância. Não é assim que devemos encara-la. Se negligenciarmos o fato corremos o risco de deixar incompleto aquilo que fazemos em vida e a morte quando chegar nos pegará como as mulheres imprudentes do evangelho que não tinham óleo para suas lamparinas.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Um Olhar Isento

É impressionante a quantidade de filtros que o ser humano utiliza com relação as questões comportamentais. Não que elas sejam proibidas, ao contrário, são até necessárias pois do contrário, como iríamos distinguir entre o bem e o mal, entre o certo e o errado, se não emitíssemos juízo a respeito das coisas? Temos que conhecer a verdade para podermos distinguir a não verdade. Se conhecemos a cor preta podemos dizer de qualquer outra cor que ela não é preta. Não iremos titubear frente a qualquer cor ficando em dúvida se ela é preta ou não. O cinza mais escuro possível ainda continuará sendo cinza, por mais que se pareça aos olhos de alguns com o preto, ainda assim nunca será preto, será um cinza bem escuro. Esse pequeno exemplo que dei sobre as cores serve muito bem para ilustrar o que tanto aprendemos de Jesus.

Ele nos ensina que não existem meias verdades, nem verdades alternativas, nem verdades adaptáveis, nem verdades maleáveis, nem verdades parciais. Uma verdade não abre espaço para possibilidade porque ela apresenta fatos. Fatos não permitem possibilidades. Por isso a verdade libertadora de Jesus é assim. Ela não abre possibilidade alguma. Seu caminho é único e não poderia ser diferente porque do contrário Deus seria um mentiroso e injusto se houvesse várias formas de se chegar ao céu. Se para uns existisse um caminho vip, um caminho menos difícil e menos sinuoso ou, se a cada geração, Deus mudasse as regras da salvação, quanta injustiça e ditadura imperialista seria da parte do criador, sua conduta.

Mas as coisas não são assim. Quando Jesus disse “eu sou o caminho” ele lacrou definitivamente qualquer chance de existir outro caminho para o céu. Ele também disse “eu sou a verdade” lacrando definitivamente qualquer possibilidade de haver outra verdade que nos leve até o paraíso. Assim devemos ser em nossas vidas. Devemos ser e agir como é e age Jesus (1ª Coríntios 11,1). Nós que somos pessoas perfectíveis pela graça de Deus, senão não teríamos como chegar a estatura de Cristo querida pelo Pai, somos também, para nosso pesar e por permissão divina, influenciáveis.

Essa é uma grande batalha que temos que travar a todo o tempo. Nossos sentidos, coração e mente sofrem a avalanche perfurante e incessante das insídias do inimigo cruel e dos inimigos da alma em todo o tempo. Quase em tempo real e vinte e quatro horas por dia. Um descuido apenas e lá estamos nós, de quatro na lama do pecado e ainda achando, convencidos pelo inimigo, que estamos fazendo a coisa certa. Que miséria reveladora de nossa fraqueza é agir assim. Existe um remédio deixado por Jesus: vigilância e oração. Se não houver um policiamento ostensivo em nossa vida o leão que anda à espreita buscando a quem devorar vai encontrar a oportunidade que espera. Não podemos correr um risco dessa magnitude, um risco que cobra nada menos que a salvação da alma. O erro que resulta em pecar, seja por pensamentos e palavras, atos e omissões, sempre será grave não importando sua natureza, porque Jesus, temos sempre que lembrar, irá nos julgar sobre os critérios dele e que ele nos ensinou. Ninguém estuda uma apostila de português para fazer uma prova de matemática. Da mesma maneira não é a nossa verdade que irá nos conduzir ao céu se essa verdade não for a mesma do Cristo. Quando ele disse que quem não está comigo está contra mim fica muito claro que estarmos vivendo sobre uma verdade que não é a mesma de Jesus é estarmos contra ele. Isso não pode acabar bem porque no dia do julgamento não iremos defender nenhuma tese que procuramos montar para recebermos a coroa da glória eterna. Como Deus conhece os corações e nossa vida por completo, estando ela para ele descoberta de qualquer tipo de véu, nesse momento da sentença da condenação ou da premiação, quando o tempo estiver acabado, a oportunidade de alcançar a salvação terminou, a contagem regressiva cessou. Que esse acontecimento, iniciado com a morte não nos pegue de improviso. Que a morte seja motivo de alegria e não um lamento eterno porque não tivemos mais tempo para nos endireitarmos na vida. Já que não sabemos quanto tempo Deus nos deu, nos cabe bem usarmos o tempo que ele nos concede.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Agarradinho

Todo casal que se preze já passou pela experiência de dormirem juntos nas mais variadas posições. Antes do início da sua vida matrimonial, seus hábitos de solteiros incluíam dormir nesta, naquela ou nestas posições e sempre se ouviu dizer que eu durmo melhor assim ou melhor assado, não consigo dormir desse jeito ou daquele jeito. E por aí vai. Também é possível se observar que ao longo da vida as pessoas vão mudando seus hábitos noturnos e isso inclui também as posições para dormir. Vai se descobrindo uma melhor forma de aconchego, melhor combinação de roupas para dormir, melhor combinação de cobertores, melhores horários e até uma melhor posição da cama dentro do ambiente.

Porém, se ao longo da vida vamos descobrindo pela vivência todas essas coisas, uma grande guinada nisso tudo acontece quando passamos a viver a dois. Dormir, atividade que tem por objetivo principal colocar o corpo em repouso para a restauração das suas energias físicas e químicas, passa então a ser exercida num ambiente diferente, numa cama diferente, compartilhando o acontecimento com a pessoa amada. Agora, como acontece em todas as áreas da vida a dois do momento a partir da transição em diante, dormir será uma coisa a se fazer de forma compartilhada, cedendo um pouco aqui e ali. Cada membro do casal sente frio ou calor de modo diferente, precisa de horas diferentes de sono para restaurar as forças, dorme em posições diferentes, tem rituais diferentes antes de deitar para dormir, enfim, agora com as trouxinhas de roupa juntadas é hora de partir em viagem a dois.

Uns se batem mais, outros se batem menos, outros roncam, outros falam dormindo, outros puxam cobertores e tantas outras coisas acontecem na cama. Se um sente mais calor que o outro dorme com menos cobertores ou por cima deles. Se sente mais frio é aquela montanha de cobertas ou muitas roupas por debaixo delas para resolver a situação. Seja como for as coisas são assim mesmo e, vale sempre lembrar, fazem parte de um mandato bíblico (Gênesis 2,24). Os dois se tornarão uma só carne. Pois bem, todo o dia é assim, marido e mulher dormem juntos. As vezes um dos dois dorme na sala. As vezes dormem na mesma cama mas um quase caindo de um lado da cama e outro quase caindo do outro lado. Quando possuem filhos pequenos, não é raro algumas noites serem dormidas a três. Filho junto com o casal.
No entanto de todos os momentos da vida a dois passados nas horas de sono, um deles é muito agradável de ser vivido. Dormir agarradinho, seja de lado ou não. O casal que deita e se aconchega para dormirem juntos dão prova em comum de que muito se amam, se querem e se respeitam. Aproveitam o momento necessário do descanso para descansarem juntos e abraçados. As vezes o cansaço do dia a dia não permite muitas delongas antes do sono bater a porta, é deitar, se aconchegar no calor do outro, se ajeitar para não ficar numa posição desconfortável para ambos, agradecer a Deus pelo dia que passou e por mais uma oportunidade de ter onde morar, onde deitar, tomado banho e alimentado e com a pessoa que Deus nos deu para vivermos até o fim de nossos dias. Dormir agarradinho não é só um ato físico e sentimental, é também uma expressão de carinho e amor que demonstra a preocupação em querer fazer o bem a pessoa amada, aconchegando-a em nossos braços para que ela, segura e feliz, possa descansar tranquila na certeza de que seu marido ou sua esposa aceitou o compromisso da aliança de sangue que é viver em família, enfrentando todas as tribulações da vida. É na alegria e na tristeza. Se o casal está de bem se despedem para irem ao trabalho e dormem abraçados. Se estão com alguma desavença saem de casa sem se falarem e no meio da cama surge uma muralha de ressentimentos e mágoas que separam os dois cada vez mais. Que nunca seja assim. Que cada vez que marido e esposa estiverem deitados e abraçados para dormir pensem que este lugar que Deus lhes deu, lhes deu para ser levado a sério. Mais do que o gostoso prazer de deitar para dormir aconchegado com quem se ama é ter consciência de que essa atitude, que é santa pois é querida e aprovada por Deus, existe e deve ser conversada para o bem do casal, dos filhos e para cumprir o mandato do Pai (Gênesis 2,24)


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Testemunhos

É muito fácil de compreendermos caro leitor que, em meio a este mar de pessoas que existem no mundo, aconteçam os mais variados casos de vida que nem sequer possamos imaginar. Normalmente nosso raio de ação não alcança a globalização em todas as esferas existentes. Popularmente, ainda que façamos um esforço para estarmos “antenados” e “conectados” a tudo e a todos, acabamos por viver de certo modo no que se costuma chamar de “nosso mundinho”. Fazemos da nossa vida um caminhar que segue, percentualmente falando, uma listagem de regras que não raramente priorizam primeiro nossos interesses, depois os interesses do próximo e depois ainda os interesses dos não tão próximos, ficando praticamente fora da lista os interesses dos que nem próximos estão.

No entanto, um olhar atento, mesmo que ao redor do “nosso mundinho”, nos permite enxergar que existem histórias e histórias de vida. O mundo com seu impulso sufocador não quer de nós essa preocupação, uma preocupação com as outras pessoas. Este tipo de preocupação que era ensinada por Jesus se chama compaixão. Não se trata de ter pena ou dó, se trata de se colocar no lugar da outra pessoa e, se não podemos fazer nada por ela, materialmente podemos sempre e sem dúvida alguma, rezar por ela, além de aprendermos com seu testemunho de vida. Certamente sempre existe a tentação de acharmos que a cruz do vizinho é mais leve que a nossa. Isso não existe, a cruz de cada um é sob medida e intransferível. Não sabemos ao olharmos superficialmente para alguém, para sua aparência ou atitudes, como é a vida dela.

Como exemplo cito a experiência que tive num desses dias que de ônibus seguia cedo para o trabalho. Sentado no banco de trás de onde eu estava, conversavam um senhor e uma senhora. Ambos não eram naturais de Curitiba, local onde resido e o estopim da conversa foi o clima frio com baixas temperaturas que estamos atravessando. Até aí tudo bem mas em certo ponto do bate-papo, a senhora começou a falar de sua vida. Disse que se casou com trinta e seis anos, tem dois filhos e hoje é viúva, vindo a contrair a viuvez ainda na dezena dos trinta anos. Ela após a morte do marido não contraiu novas núpcias e seguiu sozinha na criação do seu casal de filhos. Era viciada em cigarro. Hoje, seu filho homem está bem encaminhado e trabalhando e sua filha tornou-se religiosa. Ela estava se preparando para exercer um apostolado missionário fora de nossa cidade. A viúva, hoje com sessenta anos bradou em alto e bom som para quem quisesse ouvir todo o seu testemunho de vida, e ainda completou: “eu sou católica!”

Falou da dificuldade que foi conviver com um homem alcoólatra, da dificuldade de se criar sozinha os filhos, da vitória sobre o vício do cigarro e concluiu, entre outros assuntos, dizendo que ela buscou a Jesus e se voluntariou nas pastorais da igreja católica. Por fim, Deus em seu cuidado aproveita todos os momentos de nossas vidas para nos mostrar que nunca devemos deixar de agradecer a ele por tudo que temos. Devemos primeiro agradecer, depois pedir e jamais colocar um olhar invejoso sobre as vidas das outras pessoas. Vamos lembrar? Não devemos cobiçar as coisas alheias e sob este prisma até nossa pequena vida, que é finita e passageira, uma vida de servos inúteis como nos recorda o evangelho, também pode ser tratada como coisa. Na oração original de consagração a Nossa Senhora rezamos a ela: “ e como assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e defendei-me, como “coisa” e propriedade vossa, amém!

Façamos a nossa parte que consiste em sermos imitadores de Cristo e vivermos segundo as petições do Pai Nosso. Nos falta vontade? Estímulo? Um empurrãozinho? Aproveitemos os testemunhos, bons e maus, para que eles nos abram os olhos a fim de que possamos nos configurar ao Cristo desfigurado.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A mulher do próximo

Uma coisa é muito clara para aqueles que buscam percorrer o difícil caminho que nos leva para a porta estreita do paraíso: nossa vida é cheia de “pode” e “não pode”. Bem sabemos também, que os bons costumes e o bom senso, aliados ao pudor e a modéstia muito contribuem também, inclusive para os que não seguem qualquer religião, para uma conduta que tem como embasamento não prejudicar o próximo sobre algum pretexto egoísta. No entanto, para muitos de nós, a questão das proibições e permissões não é algo que está acima do nosso julgamento. Digo dessa forma porque muitos querem definir para si mesmos o que se pode ou não se pode fazer, baseados apenas em suas próprias crenças, verdades e comodidades, fazendo de maneira completamente errada, uso do seu livre arbítrio.

Como bem aprendemos na bíblia, nos é apresentado o bem e o mal, nos cabendo uma escolha. Jesus nos ensinou que o que escolhermos isto irá gerar nossa recompensa por conta de nossas obras. Por isso, é muito importante para a vida de cada um e para a salvação de sua alma, escolhas muito bem realizadas porque, como sempre gosto de mencionar, só temos uma vida e uma chance para salvarmos nossa única alma. Visto que esta situação se apresenta a todos, cabe a cada um não agir por conta própria seguindo uma regra de vida que não condiz com a universalidade divina imposta pelo criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Gosto de colocar na pauta a palavra “imposta” porque é isso mesmo que acontece em nossas vidas. Não que Deus imponha algo, mas quando decidimos segui-lo aceitamos que seja feita a vontade Dele e, sua vontade, nos impõe um modelo de comportamento a seguir dignos de ser seus filhos se, vale recordar, almejamos a vida eterna.

Entretanto a humanidade parece se esforçar para não dar valor devido para a gravidade do pecado, destruidor de almas e passaporte para as chamas eternas. Insiste em se convencer que ser feliz pecando não é pecar! Cada uma viu! Jesus é bem taxativo e sem rodeios. Além de bem exigente e com um alto padrão de julgamento. Como dizia o Padre Kemphis, autor do livro A Imitação de Cristo, “não é raro desagradar a Deus, aquilo que agrada aos homens”. Quando Jesus recordou nos evangelhos que tudo brota no coração, inclusive o estímulo a pecar e mesmo o próprio pecado, ilustrando com o exemplo do adultério, ele nos mostrou que o padrão comportamental que espera de nós, é um comportamento de alta envergadura.
Se olharmos para uma mulher, desejando-a, já cometemos adultério, assim nos ensinou Jesus. A mensagem é, se desejarmos o que é errado já estamos cometendo pecado. É preciso então, com a ajuda celeste mortificar o corpo e seus sentidos, é preciso colocar cabresto mesmo e mantê-lo em rédeas curtíssimas. Nada de consentir sequer com ocasiões de pecado, Santo Antonio Maria Claret já ensina que a própria ocasião de pecado por sua natureza já se constitui num pecado. Nada de cultivar amizades improprias, nada de fantasiar o que é proibido com alguém que não é quem Deus nos deu. Quando Jesus falava sobre arrancar alguma parte do corpo para que pudéssemos entrar no reino dos céus, o que ele dizia não era literal, mas espiritual. É preciso um autopoliciamento, ele mesmo disse: vigiai e orai sem cessar. Algo que é do próximo não nos pertence, isso é muito fácil de compreender. E Jesus ainda vai mais longe, diz que aquilo que não nos pertence, nem devemos desejar ter. O alcance do que o Cristo nos ensina é muito amplo. Quem deseja algo do outro pode roubar, como é o caso dos ladrões, pode dar um jeito de que aquilo acabe em nossas mãos, como é o caso dos invejosos que querem algum cargo na empresa e fazem de tudo para consegui-lo passando por cima de tudo e de todos. Quem deseja algo de alguém e não pode ter para si, termina por desejar que esse alguém perca o que tem. Quem deseja ter um carro novo como o do vizinho pode acabar ficando muito feliz se o carro do vizinho for roubado ou ele sofrer um acidente e seu carro ficar completamente destruído. Quem deseja uma mulher que não é a sua, para realizar seus prazeres e vontades egoístas, joga seu corpo na lama do pecado, usa a outra pessoa como um produto de consumo, se deixa usar, fere a dignidade de ambos, peca contra os mandamentos, rompe sua amizade com Deus, fica fora das graças santificantes e se persistir nesses tipos de atitudes que são impróprias para a salvação, terminarão na ladeira dos ímpios onde irão rolar para a condenação eterna. Em vista dessas realidades tão claras é uma maluquice que ainda assim as pessoas busquem pecar. Por isso os grandes santos diziam, por não se conformarem com os pecadores, que deviam existir muitos hospícios para que se internassem os pecadores, porque pecar é um ato de extrema loucura. Pecar é como ingerir conscientemente um veneno que sabemos ser mortal. As pessoas em sã consciência não fazem isso quando se relaciona o fato ao corpo, mas, por que fazem isso quando o veneno é espiritual? Cuidam do corpo e dão ouvidos a ele enquanto sua alma fica à deriva, escravizada. É preciso olhos abertos pois nossa vida é uma constante contagem regressiva e não sabemos em que estado iremos nos apresentar diante do justo juiz se levarmos uma vida deixando a conversão para amanhã; pode não existir amanhã.


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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Não deixe acontecer

Já publiquei neste blog um artigo intitulado "Não deixe a vaca ir para o brejo". Nele, refletimos de uma maneira mais geral a respeito da conduta esperada por Deus de cada um de nós, que como bem sabemos deve, no mínimo, ser o máximo do nosso esforço. De forma um pouco mais direcionada queremos neste artigo dar mais ênfase ao ditado popular da vaca que vai para o brejo, relacionando sua mensagem em nível de relacionamento a dois, especificamente na vida matrimonial.

Não deixar acontecer significa diretamente não se vencer pela rotina. Aí reside o problema porque o mundo se esforça e muito para promover uma ideia de que rotina não é uma coisa boa, que é preciso diversificar. Vamos aos exemplos? O mundo oferece a moda, a moda muda em cada estação, a moda muda a cada ano. Saem a cada ano novos modelos disso e daquilo. Pessoas são transformadas em objetos consumíveis e descartáveis onde se pode driblar a rotina matrimonial com aventuras aqui e ali, tudo para manter aceso o fogo carnal e pecaminoso que ainda, dizem alguns (acreditem), faz com que seu casamento melhore. Tenham vergonha na cara isso sim. Como pode um casamento melhorar se o marido ou a esposa tem um caso com um(a) amante? Em casa é mesa e banho e lá fora é cama? Sacanagem das grandes, pessoa de duas caras, hipócrita, sem vergonha e extremamente abominável aos olhos de Deus. Sempre por conta do egoísmo e dos desejos próprios quer viver uma vida ao seu modo e ao seu gosto não querendo aceitar o fardo e as responsabilidades da santidade através do matrimônio.

A dura realidade do matrimônio é evitada porque as pessoas não querem aceitar que se casam para se ajudarem mutuamente a se santificarem; elas gostariam que o casamento fosse uma realidade para faze-las felizes e não é assim que Deus colocou as coisas. Jesus disse buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será acrescentado. Aí está a chave de leitura para o matrimônio. É preciso se casar pelos motivos certos pois só assim a felicidade já aqui na terra acontecerá! Como vemos casamentos mal começados que naufragam tão facilmente. Não são capazes de caminharem juntos mesmo em meio as brigas que fazem parte da vida do casal. Brigas são ajustes de contas, fugir delas ou adia-las não adianta, é como varrer a sujeira para debaixo do tapete.

O lugar da esposa é no colo do marido, o lugar do marido é no colo da esposa. As diferenças não fazem diferença alguma quando se ama e se não se ama o bastante que peçamos a Deus um amor maior e verdadeiro. Do contrário ao invés de colocarmos nosso cônjuge em nosso colo iremos acabar empurrando-o para o lombo da vaca. Uma vez lá em cima corremos o risco de ver a vaca indo para o brejo carregando consigo um dos maiores presentes que Deus nos deu e que nos serve de meio para santificação. Nosso cônjuge. Que lástima e que pesar. Deus ao mesmo tempo que nos presenteou com ela ou com ele e ainda nos brindou com os filhos, também nos cumulou de responsabilidade perante essas almas que devemos ajudar a chegarem ao céu.

Rotina não é desculpa porque tudo gira em torno dela. Escovar os dentes não é rotina? Tomar banho não é rotina? Dormir não é rotina? Se alimentar não é rotina? Tudo isso e muito mais faz parte sim da rotina de nossas vidas e da mesma forma acontece na área espiritual. Rezamos a Deus só uma vez na vida? Claro que não! Comungamos só na primeira comunhão e pronto? Nunca mais? Claro que não, nem deve ser assim. As práticas religiosas devem ser rotina em nossas vidas. Quem não reza se condena ao inferno sem a ajuda dos demônios, dizia Santa Teresa de Ávila; quem reza está com a alma em risco e quem reza muito se salva. Sábias palavras desta grande santa e doutora da igreja. Peçamos a Deus que a cada dia nosso esforço seja sempre o máximo em nossa vida em família, com nossa esposa e marido, com nossos filhos, dentro das quatro paredes, na hora do lazer em família e nos momentos de reunião na mesa do jantar, para que sempre seja nossa casa, assim como a igreja, o melhor lugar para estarmos e querermos estar.


fonte: Jefferson Roger
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Antes e Depois

Assim como nos recorda o catecismo da igreja católica só existem duas maneiras de corresponder ao amor de Deus: pela castidade ou pela virgindade. Jesus nos evangelhos falou da grande importância para Deus que é aquele que dedica sua vida a ele através da virgindade. Por outro lado, também encontramos nas sagradas escrituras o ensinamento de como se deve proceder para agradar a Deus através da castidade. Para que as coisas fiquem bem claras é preciso ter em mente a diferença entre as duas vertentes. A virgindade se relaciona a não colocar o corpo em relação sexual. A castidade se relaciona a colocar o corpo em relação sexual apenas com o cônjuge. A virgindade é oferecida a Deus por amor. A castidade é oferecida a Deus através do compromisso firmado no matrimônio.

Não existe outra forma de expressar um amor que volta para Deus que não seja por estas duas opções. Qualquer tentativa que busque uma terceira alternativa não irá encontrar embasamento sagrado para se sustentar. Antigamente os presbíteros podiam se casar e essa sempre foi uma permissão bíblica que não foi vetada, só foi elevada à condição de celibato, fato este que também se faz presente nas sagradas escrituras. Seja como for, toda a questão de corresponder ao amor de Deus esbarra num chamado, numa vocação. Vocação essa que apresenta uma linha divisória. Em algum ponto da vida de cada um essa linha irá aparecer. Será um marco, um divisor de águas. Esse acontecimento reflete em nossa existência que chegou a hora de escolhermos para onde vamos levar nosso caminhar. Nesse momento Deus está dizendo que aguarda uma resposta. Uma resposta que denota amadurecimento e crescimento não apenas físico e mental mas, também, espiritual.

A pessoa que não quer amadurecer, insiste em viver quando adulto, como se fosse uma eterna criança, um verdadeiro Peter Pan. Fugindo das responsabilidades e de toda a seriedade que a vida nos impõe em cada atitude que tomamos. Parece ao que não quer arcar com o ônus de se viver conforme as exigências de que é possível passar dia após dia num alegre festejo como se aqui neste vale de lágrimas fosse um parque de diversões, um paraíso sem Deus. Não é assim. As pessoas querem uma vida como se fosse um mar de rosas e muitas pessoas tem essa vida. Só que não enxergam isso porque esquecem que até as rosas possuem espinhos. Faz parte da natureza humana as consolações e tribulações.

Quando solteiro, a pessoa goza de uma vida pautada em um tipo de regra. Quando casado, a pessoa goza de uma vida pautada em um tipo de regra diferente. Muitas coisas permanecem, muitas coisas se modificam, muitas coisas dão lugar a outras, muitas coisas não mais existem e muitas coisas agora existem. É uma grande transformação que mesmo tendo linhas gerais sempre será diferente para cada envolvido porque cada pessoa é única, com suas experiências únicas de vida que o trouxeram até ali.

No momento das escolhas e decisões a sabedoria nos ensina que nunca devemos escolher sozinhos (João 15,5) pois não damos conta de fazer sempre o que nos convém. Assim como num jogo de videogame, quanto mais aumenta a dificuldade da partida, maior é a recompensa quando se supera o obstáculo, da mesma forma é em nossas vidas. O crescimento do amor até alcançarmos a estatura de Cristo vai passando por degraus. Vamos lembrar, é sempre subida o caminho da porta estreita do paraíso. Como é bom termos consciência disso para que, compreendendo com clareza os porquês, possamos suportar qualquer como e sempre vivermos uma vida repleta de desafios e dificuldades, mas também muitas alegrias. Querer se acomodar numa posição confortável na vida não querendo progredir, é ficar em cima do muro, é fugir das decisões que precisam ser tomadas. É uma atitude de quem é morno e para o morno Jesus disse: Apocalipse 3,15-16 – “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 11 de julho de 2017

Não existe amizade entre homem e mulher

Caros leitores, muita calma nessa hora. Vou colocar alguns argumentos que invalidam qualquer possibilidade de existir de fato uma amizade entre homem e mulher excetuando-se é claro a condição de que existe a rara exceção. Antes de mais nada vamos recordar, é sempre bom, a definição acadêmica e prática que encontramos sobre a expressão “amizade”.

1- "Amizade: É a afeição recíproca entre dois entes. Boas relações."

2- "Amizade é a relação afetiva entre os indivíduos. É o relacionamento que as pessoas têm de afeto e carinho por outra, que possuem um sentimento de lealdade, proteção, etc."

3- Amizade: É a relação que se estabelece entre dois indivíduos, cujo o afeto um tem pelo outro, mas sem interesses amorosos ou sexuais.

Podemos a partir daqui conhecermos e entendermos o que vou expor lembrando de que não é opinião só do autor, mas de muitas pessoas. Existem as que defendem que é possível e as que defendem que não é. Vamos em frente. Inicialmente vamos relembrar alguns tipos de amizades? Existem amizades entre homens, entre mulheres, entre namorados, entre cônjuges e entre homens e mulheres. O quê? Entre homens e mulheres? Santa Teresa de Ávila ensinava às suas dirigidas que em circunstância nenhuma devia uma mulher se relacionar em amizade com um homem sob nenhum pretexto, nem para a oração porque a concupiscência, a proximidade e beleza física trabalham em prol do inimigo da alma. Tenha em mente caro leitor que estou falando da maioria e não da totalidade.

Pois bem, dentre as formas conhecidas de amizade, falando-se num contexto natural, conforme encontramos no livro do Gênesis, somente a amizade entre homem e mulher pode sofrer segundas intenções sexuais. Lembre-se, estamos no campo da natureza das coisas, pois é claro que, em tempos em que vivemos, se houver homo afetividade o mesmo irá acontecer. Pensar, portanto, em amizade entre pessoas do sexo oposto remete a:

a)- "Existe amizade sim. Homem e mulher podem ter interesse de amizade um pelo outro sem a possibilidade deste interesse ser sexual"

b)- "Não existe não. Uma hora ou outra existe a possibilidade de alguém ter interesse sexual"

Bingo! É por aqui que entramos com este artigo. Por mais que alguém bata nesta tecla de que tem algum amigo verdadeiro do sexo oposto isso nunca irá invalidar a possibilidade de haver segundas intenções. Quando um homem e uma mulher começam uma amizade e ela começa a ficar muito forte, a possibilidade de um começar a gostar do outro ou ter interesse sexual no outro é muito grande. Logo o ombro amigo irá evoluir para o campo da sexualidade e o desabafo será afogado nos prazeres de uma relação adúltera, de fornicação e extremamente prejudicial para a alma. O diabo é muito sutil em promover isso porque ele sempre se mete onde enxerga oportunidades de queda para os pobres pecadores que, vamos ser sinceros, estão por toda a parte. A amiga do trabalho sempre vai estar bem vestida, perfumada, maquiada e tudo o mais. A esposa sempre vai estar em casa como é, ao natural. Vale o mesmo ao contrário. Em casa o marido está largado no sofá, mal arrumado, sem tomar banho, com barba por fazer. O amigo do trabalho está alinhado, é charmoso, galanteador, se barbeia com frequência, usa perfumes e mantém o corpo atlético. Qualquer cenário pode facilmente virar ocasião de pecado. E Jesus ensinou que isso brota no coração, depois o corpo contribui com maior ou menor intensidade para agravar o erro que já está em andamento dentro da pessoa. Será que existe algum casal de amigos que após muitos anos de amizade nunca tiveram em algum momento sentindo alguma atração ou balançado pelo outro? Ou então aqueles casais de amigos que acabaram se apaixonando ou ainda aqueles que pecaminaram a relação cultivando uma amizade colorida? De colorida só o laranja do fogo do inferno que virá depois do marrom e cinza da lama dos pecados.

Portanto, nenhuma pessoa de fora do seu relacionamento e do sexo oposto pode ser seu amigo, pois no momento em que você brigar com seu parceiro(a) e encontrar um "ombro amigo" para chorar, vai acabar traindo quem você ama. E nessa muitos casais se separam, pois pensaram que realmente "era só amizade". Repito: amizade entre homem e mulher não existe, se você acredita nisso, aproveite para começar a acreditar em papai noel, fada dos dentes e coelhinho da páscoa. Encerro enfatizando que não se pretende aqui desprezar o valor de uma amizade verdadeira, muito pelo contrário. Mas, aprendemos em 1ª Coríntios 10,12 que “quem pensa estar de pé, veja que não caia”.


fonte: Jefferson Roger
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Aconteceu outra vez

Nossa! – Comigo aconteceu a mesma coisa! Já não aconteceu alguma vez caro leitor de você ter ouvido essa expressão ou mesmo a dito? Quanto mais vivemos e mais nos socializamos a chance de acontecer alguma coisa conosco que já aconteceu a alguém é possível ou então o contrário. Essas coisas não são acontecimentos fabulosos ou artimanhas do destino. Nem fatos isolados e extraordinários que nos acometem para nos engrandecer ou diminuir.

1ª Pedro 4,12-14 – “Caríssimos, não vos perturbeis no fogo da provação, como se vos acontecesse alguma coisa extraordinária. Pelo contrário, alegrai-vos em ser participantes dos sofrimentos de Cristo, para que vos possais alegrar e exultar no dia em que for manifestada sua glória. Se fordes ultrajados pelo nome de Cristo, bem-aventurados sois vós, porque o Espírito de glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós.”

Como vimos através das palavras do apóstolo São Pedro os acontecimentos podem se repetir nas vidas das pessoas trazendo com isso o que chamamos de “comum”. Dizemos que existe algo em “comum” quando nos deparamos com pessoas que passaram por algo igual ou muito semelhante ao que passamos. Certa vez um pai se viu numa situação onde sua filha tornou-se a única numa turma de catequese que frequentava no período da tarde. Simplesmente a catequista não achando mais “valer a pena” dar catequese apenas para um, seguindo o ensinamento de Jesus da ovelha perdida, mandou avisar ao pai que ele tinha que colocar a filha no turno da manhã. Como não era possível isso devido a outros compromissos já assumidos não houve escolha e nem diálogo por parte da coordenação forçando o pai a colocar sua filha em outra igreja para continuar seu aprendizado. Anos mais tarde, novamente ocorre a mesma coisa. Um catequista queria continuar com sua turma na etapa seguinte e ainda queria surpreender a coordenação se dispondo a assumir mais uma turma. O planejado pela coordenação era dividir a turma ao meio. Arguida sobre o porquê de se dividir, já que havia comprovada falta de catequistas, a coordenação achou não “valer a pena” sequer responder o questionamento e com isso ficando vetada a possibilidade de diálogo onde, por esta imposição ditatorial e nada democrática, mais uma vez na mesma paróquia mas por pessoas diferentes e em diferentes épocas, outra pessoa teve que sair e procurar outras paragens.

O exemplo, que é verídico, serve para ilustrar o que muitas pessoas já passaram, passam ou irão passar em suas vidas: pessoas estão sempre nos fechando portas e Deus abrindo outras. Se gostamos de um emprego e acabam nos demitindo, Deus pode estar nos preparando um emprego melhor. Não melhor em termos financeiros mas melhor em qualidade de vida e tempo disponível para a família. Se aconteceu de estarmos indo para algum destino de carro e ele quebra nos atrasando ou até impedindo que façamos o que planejamos, pode Deus estar nos poupando de algo pior. Portanto é preciso pararmos de forçar as coisas segundo nossa vontade porque cada vez que fizermos isso Deus prontamente pode nos mostrar que as coisas não são como queremos e sim como ele quer. Cada vez que isso acontecer devemos encarar o fato como uma oportunidade para oferecermos a Deus por conta das ofensas dos pecadores, exatamente como Nossa Senhora nos ensinou em sua terceira aparição em 13 de julho de 1917 em Fátima-PT. Ela disse:

“Sacrificai-vos pelos pecadores e dizei muitas vezes, e em especial sempre que fizerdes algum sacrifício:

Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”.


fonte: Jefferson Roger
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Esse é "o cara"

Desde que o Estado Islâmico atingiu seu maior alcance em 2014, de lá para cá sua dominação vem caindo ao preço de muitas vidas e de uma crise humanitária que será sem dúvida uma consequência desses eventos. Quem vos fala já foi advertido em tempos passados para tomar “cuidado com o fundamentalismo”. E também advertido a me colocar no meu lugar e ficar quietinho porque “santo de casa não faz milagre”. Ademais, os mesmos acusadores se reservam ao direito de nem “sequer responder a perguntas” e manterem em riste o estandarte de que o que vale é a sua verdade. Em tempos como os que vivemos e arrisco dizer que todo tempo é o tempo em que vivemos, alguém sempre irá tentar impor sua verdade e modo de pensar e agir sob nenhuma abertura para diálogo.

Abu Bakr al-Baghdadi, hoje com 46 anos pertencia ao grupo de Osama Bin Laden em 2003, denominado Al-Qaeda. Chegou naquela época até a ser capturado, mas considerado um alvo civil foi libertado. Se as forças militares da época pudessem conceber o que viria pela frente, não o teriam solto pois mais tarde em 2013, ele rompeu com a Al-Qaeda e passou a comandar o Estado Islâmico, falando-se de forma muito resumida. Existem boatos de sua morte devido a um ataque russo num local de reunião dos líderes do estado islâmico mas a informação não foi totalmente confirmada. Seja como for, morto ou não, Abu Bakr leva ou levava em frente, proclamando-se califa (líder de todos os muçulmanos) o ideal religioso de seu povo, promovendo aos contrários de sua “fé” (e que fé em caros leitores) a morte por não seguirem a doutrina da forma como eles pregam. Uma coisa seria dizer para Abu Bakr em vista de tudo que ele faz, que devia tomar cuidado para não ser fundamentalista, outra coisa completamente diferente, penso eu, seria dizer para mim ou para você caro leitor. Claro que existe sempre o termo de comparação para salvaguardar os apontamentos e de fato precisamos crer nisso para vivermos na verdade.

No entanto os termos de comparação podem ser manipulados, assim como uma pessoa pode andar na verdade de Cristo, na verdade do outro ou na sua verdade. O estado islâmico caminha segundo sua verdade e seus termos de comparação. Quanta morte o mundo assistiu e assiste pelos noticiários e pela internet. Quem sabe isso tenha fim, essa passagem, mesmo que devastadora do estado islâmico um dia termine. Outrossim, hoje, esse que “é o cara”, e que tem os olhos do mundo e das autoridades militares sobre ele, tem sim a devida atenção por tudo que faz, porém, mais atenção precisa ser dada a um inimigo maior. O inimigo de nossa alma, aquele que não mede esforços para nos perder no fogo do inferno. Aquele que quer nos facilitar toda forma de alegrias, prazeres e luxúrias aqui na terra, fazendo dela um paraíso sem Deus, para mais tarde ter nossa companhia na eternidade das penas. Não enxergam que, aqueles que aderem à sua rebeldia, são usados como papel higiênico.

Diferente de Abu Bakr, o diabo não promove um ataque direto, querendo impor por força militar uma ofensiva para subjugar, persuadir e converter pelo medo as pessoas ao seu redil. Satanás faz boa política, paga propina, concede favores e todo o tipo de regalia para aqueles que querem uma vida diferente da que Deus propõe. Deus propõe a eternidade com Ele em troca de uma vida aqui na terra sob sua vontade. Satanás propõe a eternidade com ele em troca de uma vida aqui na terra sob nossa vontade. Um coloca as cartas na mesa, o outro deixa debaixo da manga. Na hora “h”, o que já estava às claras é confirmado, o que não estava recebe a cartada de mestre. Por isso não foi à toa que Jesus nos mandou sermos vigilantes e seus imitadores. Com uma chance apenas para salvarmos nossa alma não podemos nos meter em confusão que não podemos sair. Não é como num jogo de videogame em que podemos, se morrermos, retomar do ponto que caímos ou recomeçar do início da fase. Na vida real temos que escolher qual “cara” iremos seguir. Deus e os seus ou o diabo e os seus.


fonte: Jefferson Roger
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