terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Beata Imelda e São Tarcísio

Nossa Senhora em algumas de suas aparições nos diz: “aprendam com a vida e o exemplo dos santos”. E não se trata, embora algumas pessoas sejam tentadas a achar, que isso é uma novidade. Primeiro porque Nossa Senhora já deixou muito claro em toda a história de suas aparições que ela nunca traz nada de novo, suas aparições são queridas por Deus porque a humanidade não segue o evangelho de seu filho Jesus. Segundo porque, como boa conhecedora do que nos ensina seu filho, ela apenas está, com suas palavras, nos recordando uma passagem da carta aos Hebreus 6,12 – “sejais imitadores daqueles que pela fé e paciência se tornaram herdeiros das promessas”. E aqui muitos podem perguntar: “que promessas?”. Ora bolas, querido cristão, as promessas de Jesus! Tanto as misericordiosas quanto as de justiça. As promessas da glória eterna para os perseverantes (Mateus 10,22).

Pois bem, se assim, comprovadamente bíblico e atestado por Maria Santíssima e pela santa tradição católica, haja vista esta crença ser inclusive professada em todas as missas dominicais (no creio rezamos: “não comunhão dos santos”), este desejo de Deus, que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, pois quer que todos os que confiou a Jesus não se percam, nos concedeu essa graça especial da comunhão dos santos.

A Igreja de Jesus Cristo (Mateus 16,18) é uma realidade que ultrapassa a matéria. Se divide em igreja padecente (situada no purgatório), igreja militante (situada aqui na terra) e igreja triunfante (já na glória dos céus) e onde estão nossos queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus que já trilharam o caminho deixado por ele. Os santos e santas de Deus. E porque, como diz Nossa Senhora aprender com eles? Simples, estudar a vida dos santos nos faz compreender que a salvação se destina a todos. Pessoas de todos os tipos e situações, todas as classes e etnias, todos os níveis sociais, enfim, Deus não faz distinção de pessoas (Atos 10,34). Com o maravilhoso exemplos dos santos, que se iniciam já nos livros da bíblia, podemos comprovar que também somos capazes de conseguir. Afinal, com o auxílio e intercessão deles, que já estão na presença da Santíssima Trindade e próximos de Maria Santíssima, podemos de mãos desatadas e corações e mentes abertas, nos entregarmos aos desígnios divinos.

Todos somos convidados a sermos imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1). Tantas pessoas ao longo de nossa história já o fizeram. E a história nos mostra que não existe idade para isso. Como a parábola dos operários da vinha que foram chamados ao trabalho ao longo de todo o dia, assim é em nossas vidas. Toda hora é hora de trabalharmos pela salvação de nossas almas e a dos outros. E de forma contrária, o que não pode acontecer é que a vida deles, os santos, sirva para nos desanimar, muito pelo contrário. Se rezamos a Deus pedindo o sufrágio para as almas do purgatório (igreja padecente), se rezamos a Deus pedindo pelos que vivem aqui conosco na terra (igreja militante), se rezamos a Deus pedindo que nos conceda na comunhão com os santos a assistência e o auxílio deles para não nos desviarmos do caminho de Jesus (igreja triunfante), não devemos jamais desanimar. Só estaremos sozinhos nessa batalha se desistirmos de acolher toda a ajuda celeste, providenciada e querida por Deus.

O jovem Tarcísio e a pequena Imelda Lambertini, ainda muito novos foram chamados por Jesus e inspirados por ele, a nutrir um amor grandioso pela santa comunhão. O pão da vida que nos protege aqui e nos concede meios de evitar o mal e buscar o reino de Deus levou Tarcísio a entregar sua vida para protege-lo dos profanadores, e levou Imelda a morrer (literalmente) de amor por recebe-lo dentro de si. Com exemplos assim percebemos que não podemos ficar longe nem diminuir a importância em nossas vidas dessa graça que para nós não deve ter preço. Comungar de forma frutuosa o Corpo de Cristo, como diz Nossa Senhora, vale mais que mil aparições dela. Santos choravam quando por alguma grave enfermidade eram impedidos de irem à missa e comungar. Enquanto isso muitos, confortavelmente, vão adiando seu encontro máximo com o ressuscitado através da eucaristia simplesmente dizendo que não podem comungar porque estão em pecado. Mas o que é isso? Toma-se vergonha na cara, arrepende-se, se converte e confessa! “Ah... mas não vou me confessar porque logo estarei pecando de novo.” Essa então, que já ouvi de muito católico é pior ainda. É um atestado de fraqueza completo. A pessoa admite que não consegue se livrar do veneno do pecado ou não quer se livrar dos seus pecados de estimação e fica apostando todas as “suas fichas” em Jesus Misericordioso, que vai os levar ao céu de qualquer jeito, pois dizem que está escrito na bíblia que “quem crer e for batizado será salvo”. Pobres cristãos, tentam viver um cristianismo sem cruz, um cristianismo analgésico, algo que simplesmente não existe (Lucas 9,23).

Sejamos sinceros em nossa realidade e humildes quanto a nossa situação (João 15,5) pois virar as costas para Deus e abraçar os ensinamentos do mundo e suas modas só nos afasta dos céus (Tiago 4,4).

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fonte: Jefferson Roger

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