quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Castidade, Obediência e Pobreza

Quando muitos ouvem falar estas palavras, mais precisamente se pronunciadas juntas, já remetem o seu entendimento ao voto religioso que uma pessoa consagrada faz ao entrar para uma determinada ordem. Tanto homens como mulheres assumem esse compromisso ao se entregarem a este estilo de vida celibatário e casto que é a vida de um religioso. Todavia, o que os católicos esquecem é que esta entrega feita através dos votos, para ingresso numa congregação, nada mais é do que uma entrega, vamos dizer assim, jurídica e, aqui vem o mistério da coisa porque também existe a entrega diária na prática, pedida a todos nós por Jesus.

Para os menos atentos é preciso esclarecermos muito bem uma coisa. Todos aqueles que são batizados, membros do corpo de Cristo e que recebem a economia da salvação através dos sacramentos da Igreja de Jesus e de seu evangelho, é convidado a fazer esta entrega. Vamos esclarecer. O voto de castidade que o cristão católico deve fazer consiste na fidelidade a Jesus. Sim, ser casto significa ser fiel a um apenas. Então ou se está com Jesus ou contra ele (Mateus 12,30). O voto de obediência consiste na obediência da sua palavra, seus mandamentos e seu evangelho (Deuteronômio 4,2 – Mateus 5,19). Consiste em assumir a condição de criaturas de Deus e viver segundo a sua vontade, assim como rezamos na oração que o próprio Cristo nos ensinou.

Já o voto de pobreza, confundido por muitos, consiste no desapego as coisas do mundo. Não se trata de adotar uma vida como os monges do deserto. Este estilo é uma atitude voluntária a mais. Trata-se de, estando no mundo, mas não sendo dele, usufruir do que Deus criou para nosso bem-estar sem colocar essa criação acima do criador. Também neste voto de pobreza encontramos o desapego pelas coisas materiais. Mais uma vez é preciso clareza. Este tipo de desapego não proíbe a bonança material, pelo contrário, ela evita que o espírito deixe de viver as coisas do espírito e passe a viver segundo as coisas da carne. Sobre isso a todos Jesus tratou de enfatizar quando disse em Mateus 5,2 – “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre (pobres de espírito em algumas traduções), porque deles é o Reino dos céus!”.

Pois bem caro leitor, mais claro que as sagradas escrituras não pode haver. E este fato foi comprovado em inúmeros testemunho na vida dos santos. Quantos se entregaram heroicamente a estes três convites que Deus nos faz ao ponto de entregarem até suas vidas em martírio para não ofender, trair e desgostar aquele que nos criou por amor. Já na bíblia encontramos nos dois testamentos alguns exemplos de martírios e a lista dos que lavaram suas vestes no sangue do cordeiro aumenta a cada dia. Mesmo em tempos como os que vivemos hoje. Basta lembramos do estado islâmico que inutilmente se vê obrigado a decapitar cristãos que não deixam Jesus Cristo de lado por medo da morte e para abraçar a “religião” destes terroristas.

Pobres de nós, quando fraquejamos por simples tribulações e dificuldades na vida e como crianças que mal aprenderam a andar, caímos mui facilmente perante pequenas tentações. Vamos acordar. Sabemos que não é fácil, nunca foi para ninguém e nunca será porque a cruz de cada dia (Lucas 9,23) não é a exceção, é a regra. Se sabemos que não podemos sozinhos (João 15,5) é porque insistimos em tentar sem o Cristo em nossas vidas.


fonte: Jefferson Roger

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