quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Maria, intercessora sublime

Ela, como Rainha do Céu e Mãe da Igreja está sempre presente em nossas vidas, inclusive no momento da renovação do Sacrifício do Calvário, sempre de modo especial. Ninguém acompanhou Nosso Senhor como ela, nenhum dos apóstolos, absolutamente ninguém, desde a concepção até a morte pavorosa. Por isso mesmo, muitos católicos pedem a ela que os acompanhe o tempo todo, durante toda a vida e até na Celebração da Santa Missa. Mas esse carinho filial para com a Mãe de Deus não muda o fato de que toda a Celebração da santa Missa é feita "por Cristo, com Cristo e em Cristo", dirigida a Deus Pai, em Comunhão com o Espírito Santo. Sim, podemos rogar pela presença de Maria a todo instante, mas o católico que não concentra todas as suas atenções em Nosso Senhor Jesus Cristo durante o sublime momento da Comunhão está perdido; precisa de ajuda urgente!

É mais do que evidente que não é a Maria que adoramos e nem é a ela que suplicamos pela salvação das nossas almas. Cremos que ela intercede, mas sabemos que é sempre Cristo Quem concede. Não é o corpo dela que oferecemos a Deus e nem é a ela que pedimos perdão. Também não é do corpo de Maria que somos membros, mas do de Cristo, o nosso (como gostam de dizer os protestantes) "único e suficiente Salvador".

Citamos a Missa porque, como já foi dito (leia no artigo abaixo relacionado a reflexão sobre a santa missa) e é patente, trata-se do culto cristão católico por excelência. Todavia, indo além, veremos que todos os atos realizados, de modo geral, no culto católico, possuem apenas um único fundamento: adorar e bendizer o Nome santo de Deus. Maria, por vontade do mesmo Deus, tem uma participação ativa importantíssima em todo o culto divino. Cremos que os santos do Céu rezam conosco, e também os anjos de Deus. Assim, Maria está presente, como poderosa intercessora, e cremos que sua presença é um auxílio excelente.

Ainda assim, mesmo nas solenidades de exaltação da Virgem santíssima, todas as orações, ainda que em reverência e homenagem a ela, são, no fundo, sempre dirigidas a Deus. O papa Francisco, em sua visita ao Brasil, rezou assim diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida: "Mãe Aparecida, assim como vós, um dia, também eu me sinto hoje diante do vosso e meu Deus, que nos propõe para a vida uma missão...". Por maior que seja a santidade de Maria, e por mais agraciada, assim como nós ela serve a Deus. Quando Nossa Senhora das Graças apareceu a Sta. Catarina Laboré, diante do Altar da capela à Rue du Bac, a santa viu a Mãe de Cristo, toda gloriosa, humildemente ajoelhar-se diante do Santíssimo, assim como nós fazemos (e ainda que tantos de nós, miseráveis pecadores, não o façamos!). Num Mistério de proporções incompreensíveis, o Cristo, seu Filho, que um dia lhe foi submisso, é ao mesmo tempo seu Pai e Senhor.

Artigo relacionado:

Será que os católicos adoram Maria?


fonte: adaptado de ofielcatolico

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