terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Maria Santíssima e a Eucaristia

A palavra Eucaristia significa agradecer, dar graças. Por isso receber a santa comunhão, receber a eucaristia é receber o hóspede da alma, com um coração e alma profundamente “agradecidos” a Jesus e dispostos a renunciar as coisas que passam. Do contrário inúmeras comunhões recebidas não terão em nós um efeito eucarístico e toda a grandeza do amor de Deus, não passará de um rito. Mas, e Maria Santíssima, que meditava tudo em seu coração? (Lucas 2,19 e 51)

Deus quis enviar seu filho Jesus por meio dela, não quis que ele chegasse na terra já como adulto. Como Deus poderia, mas não quis, quis servir-se Maria para a salvação e redenção dos homens. Maria, que é mãe da igreja nos entregou seu filho, gerou em seu ventre o salvador. Com o seu sim, nos abriu a possibilidade de nos encontrar com aquele que veio para nos salvar. Ela, toda agraciada por Deus, bem nos ensina que devemos fazer tudo o que ele nos disser. E mais ainda. Sua vida toda reclusa e diminuída, para conservar o propósito de Deus para a humanidade nos traz uma essencial verdade. Onde está o filho, aí está sua mãe. Ela esteve presente na concepção em seu ventre e na morte de cruz. No céu intercede por todos junto ao seu filho. Sua intercessão poderosa já era sentida ainda em vida, quando já no cenáculo os apóstolos, reunidos em torno dela estavam em oração. Por isso é que aproximar-se da Virgem Santíssima só resulta numa coisa: ela irá nos levar ao seu filho Jesus, não existe outra coisa que ela faça, como submissa que é ao seu filho, pois também é criatura, embora paradoxalmente seja sua mãe na ordem da graça, Maria não fica com nada para ela. Tudo ela entrega para Jesus.

Sendo assim, Maria Santíssima que também recebe o título de Mãe da Eucaristia, assim o é porque nos ensina a sermos configurados ao Cristo para podermos, com um coração semelhante ao dela, recebermos a hóstia santa para podermos colher os frutos e graças que o céu tem a nos conceder para nosso bem eterno. Se um rapaz se interessa por uma moça, bom negócio é fazer amizade com a mãe, conquistar o coração dela para bem poder ter melhores chances com a filha. Pois a mãe conhece bem a filha e pode ensinar o que a moça espera de um rapaz.

Assim deve ser nossa relação com a mãe de Deus e nossa mãe. Temos dificuldades em nos aproximarmos de Jesus? Recorramos a sua mãe, ela vai nos auxiliar, nos ensinar o que ele quer e espera de nós, vai nos ajudar em nossas necessidades e vai nos apresentar ao seu filho da maneira que lhe agrade, porque, vale mais uma vez lembrar, Maria não fica com nada para si, entrega tudo para Deus. Amar Maria é reconhecer o amor de Deus por seus filhos, que com sua delicadeza nos entregou Maria, a cheia de graça, para ser a estrela guia que sempre irá nos apontar para Jesus. Não existe medo em seguir Maria, porque ela está sempre com seu filho. Quem ama Maria não deixa de amar seu filho Jesus. Quem recorre a ela não irá receber nada diferente a não ser Jesus.

Já dizia São Filipe Neri: “A devoção ao Santíssimo Sacramento e a devoção à Santíssima Virgem são, não o melhor, mas o único meio para se conservar a pureza. Somente a comunhão é capaz de conservar um coração puro aos 20 anos. Não pode haver castidade sem a Eucaristia.” E também São Francisco de Sales: “Duas espécies de pessoas devem comungar com frequência: os perfeitos para se conservarem perfeitos, e os imperfeitos para chegarem à perfeição.” E completa Santo Ambrósio: “Eu que sempre peco, preciso sempre do remédio ao meu alcance.” E para confirmar, Santa Teresa de Ávila: “Não há meio melhor para se chegar à perfeição”. “Não percamos tão grande oportunidade para negociar com Deus. Ele [Jesus] não costuma pagar mau a hospedagem se o recebemos bem”.


fonte: Jefferson Roger

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