quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Nosso tempo e os filhos

Enquanto pequenos colhemos a experiência de nossas relações com nossos pais. Indiferente a situação que passamos, todos sem exceção tivemos alguma experiência dentro do contexto pais e filhos. E aqueles que não tiveram essa experiência ou julgam não a ter tido, saibam que isso é sim uma experiência. Crescíamos dentro de um lar tradicional, pensado e desejado por Deus. Pai, mãe e filhos. Ou crescemos numa estrutura diferente, com a presença de avós paternos e maternos. Ou crescemos fora do lar em que nascemos. Não importa o cenário. Importa sim, como agimos se a vida nos concedeu sermos pais e mães, genitores ou não.

Todo o exemplo que adquirimos em nosso primeiro lar, mesmo que esse lar não tenha sido onde nascemos e sim onde fomos acolhidos, todo o exemplo traz sempre uma lição. Se o exemplo é mau, aprendemos com ele a não fazermos igual. Se o exemplo é bom, aprendemos com ele que devemos fazer igual. Por isso, este ponto de vista, coloca até mesmo satanás como um evangelizador em favor do evangelho. Isso mesmo, caros leitores, e nem precisamos nos escandalizar. Porque se os maus exemplos nos instruem basta olharmos para a conduta do demônio para aprendermos como não se deve agir, porque até sabemos onde isso vai parar. Ao lado dele, esquentando a bundinha no fogo eterno do inferno preparado para satanás e os seus. Em contrapartida percebemos o quanto o inimigo se esforça para disfarçar sua reputação e suas reais intenções e digamos, tristemente, ele faz um bom trabalho. Quantos não caem nas tentações e nas ofertas saborosas dos pecados disfarçadas em pratos saborosos. Pobre povo, rezemos pelos pecadores e nos incluamos.

Pois bem, dizia eu que crescíamos aprendendo com os exemplos. Depois quando adultos chega a hora de colocarmos em prática tudo. Outros tempos, novos desafios, porém, o que muitos esquecem é de que um pecado sempre será pecado, não muda de geração em geração pois do contrário Deus seria um mentiroso e não seria justo para com todas as gerações da humanidade se a cada século “mudasse as regras” (Malaquias 3,6 – Isaías 45,23).

Eis então que somos pais, padrastos ou responsáveis, não importa, somos chamados a dedicar nosso tempo aos filhos, enteados ou tutelados. Não temos, quando assumimos essa responsabilidade, um tempo que é somente nosso. Olhem para as mães. Não existe uma verdadeira mãe que não se doe pelos filhos. Tudo é por eles, seu salário, seu tempo, sua dedicação, seus pensamentos, tudo. A mãe ama e por isso se importa primeiro com o que é melhor para os filhos. Mães deitam tarde da noite depois que todos foram para a cama. Algumas ainda trabalham o dia todo e precisam aguentar o marido que pensa que é o rei do lar, sentado em seu trono egoísta esperando que a mulher o sirva em toda as suas necessidades afetivas, materiais e é claro, egoístas. Nada disso. Não temos mais um tempo que é nosso quando nos tornamos pais. Agora temos sim, por quem vivermos. Se são filhos em idades diferentes, precisam de cuidados e atenções diferentes, mas o amor é capaz de preencher a cada um com uma medida transbordante. Assim não fica nenhuma criança, nenhum adolescente, nenhum jovem e nenhum jovem-adulto sem o amor necessário e divinamente inspirado.

Como os filhos são um dom de Deus (Salmos 126,3) e não uma bagagem e uma fonte de prejuízo financeiro, não devemos nós nos afastar do juramento feito no altar por ocasião do matrimônio, onde dissemos o nosso sim a Deus para educarmos os filhos na doutrina e temor (Efésios 6,4).


fonte: Jefferson Roger

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