quinta-feira, 30 de março de 2017

Quem é digno?

Caros leitores, eis aí uma grande questão que deve permear toda a nossa vida, toda a nossa existência, todas as nossas atitudes e todos os nossos comportamentos. Porém, quanto a Deus, várias passagens bíblicas nos afirmam que ele é digno de todo o louvor. Vejamos apenas algumas:

2º Samuel 22,4 / Salmos 17,4 – “Invoco o Senhor digno de todo louvor, e fico livre dos meus inimigos.”

1º Livro de Crônicas 16,25 / Salmos 95,4 – “o Senhor é grande e digno de todo o louvor, o único temível de todos os deuses.”

Salmos 47,2 – “Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus.”

Pois bem, o que nos sobra então é que, perante a infinita grandeza de Deus, que é digno de todo o louvor, nos cabe reconhecer o nosso nada, a nossa pequenez diante dele, nos humilharmos (Mateus 23,12) e proferirmos, num exercício de humildade, essas verdades. Pois ele espera de nós que alcancemos a estatura de Cristo. Vejamos:

Mateus 10,37-38 – “Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim, não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Como vemos precisamos nos esforçar para chegar a este ponto descrito pelo nosso salvador. Precisamos de um esforço para ser dignos das coisas boas e não das coisas contrárias, pois está escrito que “aqueles que recusam a advertência de Deus sofrerão um castigo digno Dele – Sabedoria 12,26”. Por outro lado, confirma-se na carta aos Hebreus 11,38 que aqueles que possuem um comportamento que convém aos santos, meta de qualquer um que almeje o céu, não será considerado digno pelo mundo. Eis aí a razão das dificuldades e tentações que o mundo empurra sobre nós com sua avalanche de porcarias mundanas disfarçadas em ótimos prazeres.

Também é fato de que, muitas vezes nosso esforço para sermos santos e dignos do céu, esbarra em provações ferrenhas, como foi o caso bíblico relatado em Daniel, onde o rei Nabucodonosor condenou a fornalha Sidrac, Misac e Abdênago por não deixarem o Deus verdadeiro e eles, jogados às chamas ainda entoaram uma oração em forma de cântico de louvor em honra a Deus. Por sua fé no Deus vivo, um anjo os protegeu das chamas e por esse acontecimento foi convertido o rei Nabucodonosor – Daniel 3.

Então como vemos precisamos ser humildes como João Batista que se proclama não ser digno de desatar o calçado de Jesus – Atos 13,25 / Mateus 3,11 / Marcos 1,7 / Lucas 3,16 / João 1,27, porque Deus que “és digno Senhor, nosso Deus, de receber a honra, a glória e a majestade, porque criaste todas as coisas, e por tua vontade é que existem e foram criadas – Apocalipse 4,11”, “vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo a sua verdade – Salmos 95,13”. Portanto, como lemos na 2ª Timóteo 2,15 – “Empenha-te em te apresentares diante de Deus como homem digno de aprovação, operário que não tem de que se envergonhar, íntegro distribuidor da palavra da verdade.”

Empenha-te, esforça-se, esmera-se e por aí vai. É preciso andarmos pelo caminho que permita a Deus sobre nós falar assim como falou a respeito de São José; que ele era um homem justo, um homem de bem – Mateus 1,19. Nosso proceder precisa seguir pelo reto caminho estreito e pedregoso que sobe até os céus. Nosso termômetro é nossa consciência, o próximo e Deus. Se não andamos direito Deus nos corrige porque nos ama, se faltamos com a caridade e nos comportamos indevidamente, o próximo nos exorta, se vivemos de forma hipócrita como os fariseus, cedo ou tarde nossa consciência irá nos apontar em riste a falsa escusa de nossas atitudes, pois como diz Santa Teresa de Calcutá, “no fim das contas é tudo entre nós e Deus”.


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 28 de março de 2017

Quero? Devo? Posso?

Pois bem, já foi dito por muitos e entre estes destaco que, tanto os adeptos como os contrários, que a bíblia, revelação divina inspirada por Deus, é um livro que possui um conjunto de princípios morais, que apontam para um caminho a se seguir. Estranho é, que, como disse, católicos e não católicos, ou ainda, pessoas que seguem alguma religião ou não, apontam para esta mesma conclusão. E porquê? Ora, de cara vemos com pouco esforço que a natureza do que está contido nas sagradas escrituras, por ser de origem divina, coloca ao chão todo o joelho humano, quer fisicamente ou espiritualmente. A sua atualidade sempre presente em gerações endossa a realidade de que, de fato, é preciso sim haver um autor celeste, pois isso decreta de uma vez por todas a sua veracidade tão comprovada ao longo da história da humanidade. Bem verdade também é, que mergulhar em seus textos não é tarefa simplesmente executada sem um mínimo de esforço. Ler por ler, de forma intelectual, sem compreender o contexto da época e seus ensinamentos que perduram até hoje, atualizados na pessoa de Jesus, não leva o leitor para a direção esperada por Deus e não atinge o seu propósito. O ponto é, que os pensadores da humanidade que se dedicaram aos estudos humanos, éticos, morais e comportamentais, professaram em suas vidas muito do que nela existe. E aqui trago um exemplo atual de um palestrante nacional chamado Mario Sérgio Cortella, que descreve o conceito de ética da seguinte maneira:

“Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: (1) quero?; (2) devo?; (3) posso? Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.”

Tomando como base essa boa definição sobre ética, vamos biblicamente desconstruir a definição para comprovar que existe sim, uma origem divina que deve ser seguida para o bem comum das pessoas e sua relação delas para com Deus e o próximo.

1ª Coríntios 6,12 – “Tudo me é permitido, mas nem tudo convém.” – Como vemos aqui esta é a origem bíblica da afirmação de que não podemos e não devemos tudo que queremos.

Romanos 7,18 – “Eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita o bem, porque o querer o bem está em mim, mas não sou capaz de efetuá-lo.” – Aqui nesta passagem está a origem constatada da nossa concupiscência em ação, que reflete o dito de que nem tudo que eu devo eu quero.

Caros leitores, como vemos as disciplinas comportamentais nada fazem a não ser endossar verdades celestes que há muito tratam de apontar para o tipo de comportamento que Deus espera de cada um. Para o bom cristão, a definição de ética transcrita neste artigo não soa como novidade, porque ela está inserida no contexto bíblico. Estas passagens que vimos acima são apenas dois exemplos porque muitos outros podemos encontrar nos escritos sagrados.

Bem verdade é, porém, que a conclusão dessa definição ilustra com muita clareza que a verdadeira paz, que só vem de Jesus, podemos receber quando aquilo queremos é ao mesmo tempo aquilo que podemos e devemos. Verdade tão pedida à Deus na oração do Pai Nosso. Se não seguimos por esse caminho terminaremos querendo o que não podemos, fazendo o que não devemos e por conta de atitudes assim, nos tornamos amigos do mundo e inimigos de Deus – Tiago 4,4.


fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Não posso dispor do meu corpo

Já dizia, caros leitores, o Padre Pio, que as almas “custam sangue”. E bem sabemos, que se refletirmos com calma, isso é uma verdade extrema, e por quê? Porque Jesus derramou algumas gotas de sangue por cada um de nós. Não foram muitas, é verdade, mas essas poucas gotas de sangue “pagaram”, por direito divino a nossa pertença eterna aos céus. Falo de algumas e poucas gotas em tom de protesto, porque para muitas pessoas parece que foi exatamente isso que Jesus fez por elas, parece apenas um pequeno ato tudo o que ele passou. Triste de quem pensa assim porque seu dia de se explicar vai chegar e será preciso dizer para Jesus porque não levou a sério “a prova de amor” que ele deu. Tanto é, que numa das aparições que Jesus fez a Santa Brígida, ele atendeu um desejo dela que lhe disse que gostaria de saber a dimensão da sua paixão crucificadora pois, por querer melhor e mais honrar e glorificar seus sofrimentos por cada um de nós, desejava saber mais. E Jesus assim o fez, disse para Santa Brígida que seu sofrimento durante sua paixão soma a quantia de 5480 golpes. Por isso, uma das devoções a Jesus, é a oração do Pai Nosso, feita 15 vezes por dia, durante um ano, para honrar seu sofrimento por nós. O leitor atento poderia cair na curiosidade de fazer algumas contas para entender esse número 15. Vou facilitar porque a curiosidade é antiga, remonta a séculos passados e o próprio Cristo a explicou. 15 (Pai Nosso) x 365 (dias do ano) = 5.475 + 5 (Pai-Nosso em honra às suas 5 chagas) = 5.480. Exatamente o número dito por Jesus. Se é mero acaso matemático ou não, pouca importância tem, porque se foi ele quem falou, e como sabemos Jesus não costuma mentir, tudo tem a sua razão divina de ser.

Pois bem, Jesus passou pelo que passou para que cada um de nós voltássemos a ter o direito de entrar no céu. A salvação objetiva aconteceu, agora cabe a cada um, viver o segmento apresentado por ele para alcançar a salvação objetiva, que é de caráter individual. Mas existe aí, um pouco de algo que parece paradoxal. Pertencemos a Deus, fomos comprados por alto preço porém, recebida a graça do livre arbítrio, esse dom de Deus que é o corpo de cada um, que deve ser cuidado e nunca profanado, pois ele é santo, veio das mãos do criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis, não pode ser feito dele o que bem entendermos porque, vale lembrar, no fim, ele vai ressuscitar, no dia da prestação de contas de cada um, para ser transformado num corpo glorioso ou para receber a segunda morte. Mas tem mais, além de não nos pertencer e estar sob nossos cuidados, nosso corpo está a serviço de outrem. Vamos acompanhar:

1ª Coríntios 7,4 – “A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa.”

Aqui vemos o que Deus espera de nós, aqueles que recebemos a vocação matrimonial. Se a sério fosse levado este ensinamento ou ao menos lembrado dele a cada vez que as pessoas são confrontadas pelas tentações, fugiriam delas por amor a Deus e ao seu cônjuge. Pois pensariam, não posso cometer esse pecado porque meu corpo, primeiro pertence a Deus e segundo pertence ao meu marido, ou a minha mulher. E estamos aqui a tratar do assunto sexual e afetivo. Meu corpo não é um objeto que posso usar como bem entendo, fazer com ele o que bem quero. Tão pouco o corpo de minha esposa, ou de meu marido é um objeto, que posso utilizar para satisfazer necessidades sexuais e depois empurrar para o lado, exatamente como acontece no mundo animal. Nada disso, nosso composto de corpo e alma, nossa origem divina e nossa condição adquirida e recebida nos coloca numa posição onde não nos cabe sequer uma ofensa contra Deus e contra o próximo. E a questão vale também para os não casados. Se não estão casados, vivem o chamado a fidelidade a Deus através da virgindade, que significa a doação de si a Jesus Cristo. Ao passo que os casados vivem a castidade, que significa ser fiel a um só e neste caso, fiel a Jesus Cristo, assim como os solteiros mas também ao seu cônjuge. Seja como for, solteiros ou casados, não podemos sair por aí promovendo todo tipo de maluquice sexual, sadomasoquista ou práticas entorpecentes contra esse corpo que nos foi concedido nesta etapa de nossas vidas porque, ele ainda não nos pertence e como lemos na primeira carta aos Coríntios 6,13 – “O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo. E sendo assim lemos também na mesma carta que “não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.”

“Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne”, está escrito no Gênesis 2,24. O comando é para que se una com sua mulher, não com a amiga do trabalho, não com alguma conhecida, não com seja lá quem for, tudo que vai além disso, não glorifica a Deus (1ª Coríntios 6,20) e atrai para si o pecado, que como salário não nos oferece nada além do que satanás pode nos dar.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 17 de março de 2017

Como andam as coisas?

Todos nós vez por outra já ouvimos o dito que diz que os olhos são a janela da alma. E também é de comum acordo entre a maioria que, quando pessoas se conhecem bem, algum traço comportamental logo deixa transparecer algum sentimento para a plateia, que por bem conhecermos o outro, logo percebemos o que se passa. Como dizem, dá pra ver na cara do sujeito! E isso bem verdade é, cada um de nós já viveu, não uma, mas várias vezes essa experiência, seja como solteiros, como casados e no meio social entre nossos amigos. Sempre é possível perceber como andam as coisas com a pessoa que conhecemos através de seu comportamento. Chegue o marido em casa, cantarolando e assobiando, coisa que ele nunca faz, pra ver se a esposa já não fica com a pulga atrás da orelha! Somos assim, percebemos o nosso redor e deixamos transparecer o que está dentro dos corações e mentes. Isso é também fato atestado e comprovado por especialistas e psicólogos. Até na cama, vamos ver?
Casais que costumam dormir de costas, porém encostados demonstram que respeitam o espaço individual, mas sem perder o contato. Não são estáticos, levam a vida de forma independente, mas sua relação é estável e saudável. Segundo especialistas, essa posição reflete confiança entre o casal sem necessidade de que um esteja na presença do outro.
A posição do casal que dorme afastados e de costas é um alerta de que algo não está bem na relação! Há uma necessidade de se manter distância e um desejo de maior liberdade na vida de cada um. Essa posição pode indicar que houve uma forte discussão ou que um dos dois está buscando total independência. É preciso, nesses casos observar se as mãos estão fechadas e o corpo tenso, pois denota sinais de que o casal não quer se comunicar e, inclusive, sentem que a presença um do outro é insuportável. Porém, se os corpos estão mais soltos, não há um clima tenso na convivência e isso pode indicar que ainda há confiança e respeito pelo espaço um do outro.
Essa posição, do casal que dorme de frente um para o outro mas sem se tocarem, indica uma busca por intimidade e reflete que existe um desejo de estar perto do outro. Cada um sabe respeitar os momentos de intimidade do outro, mas tem uma conexão que os impede de se distanciarem. Em geral, esse tipo de casal assume a rotina e os problemas diários mais facilmente.
Dormir nessa posição (entrelaçados), segundo concordam os especialistas, é sinal de uma paixão muito forte. É muito comum quando a relação está começando. Esse entrelaçamento pode revelar desejo, mas, ainda segundo especialistas, é possível que o casal que se acostuma com essa posição possa vir a apresentar situações de ciúmes.
Segundo estudos, a pessoa que costuma abraçar nessa posição (dormir de lado) tende a guiar e proteger o outro. Aquele que é abraçado, por sua vez, se sente mais cômodo e seguro ao lado de quem abraça e é possível que quando não é abraçado durante o sono se sinta desprotegido. Essa posição reflete a harmonia perfeita entre o casal. Porém, em certas ocasiões também pode indicar a existência de certa insegurança na relação.
Estudiosos em linguagem do corpo explicam que essa posição (de dormir abraçados) demonstra compromisso, amor e carinho entre os dois. De forma geral, significa que as coisas estão muito bem. Também afirmam os especialistas comportamentais que dormir com a cabeça no ombro do outro é um indício de que a pessoa se sente muito segura com seu parceiro.
Essa posição (onde um dos parceiros se esparrama na cama), de acordo com especialistas, demonstra que a pessoa espaçosa na cama não costuma demonstrar afeto pelo outro. Inclusive, demonstra que a relação está passando por um momento difícil, na qual a pessoa que ocupa menos espaço está sofrendo de baixa autoestima e insegurança, enquanto que a que ocupa o maior espaço ainda acredita que a relação está indo bem.
Essa posição é um alerta (onde acontece um toque apenas entre o casal), significa que ambos se amam, mas é preciso prestar atenção na relação. De acordo com especialistas é uma combinação entre amor, paixão e diferenças na relação. O fato de dormir com os pés entrelaçados ou um tocando no outro é um símbolo de compromisso com o outro e cumplicidade entre o casal.

Pois bem caros leitores, já que Jesus disse que tudo brota do coração, é preciso bem cuidarmos dele, porque o Cristo nos disse que ele e o pai querem fazer morada em nós. É preciso cuidarmos também do coração do outro, você pode estar morando lá. Se aprendemos com Jesus que devemos ser imitadores dele, que é manso e humilde de coração, significa que precisamos sempre estar vigilantes e atentos em todos os sinais que possam demonstrar princípios de que alguma coisa precisa de maior atenção.


fonte: Jefferson Roger e catholicus.org.br
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O desequilibrio do casal

Gênesis 2,18 – “O Senhor Deus disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada.” – Pois é, e assim fez Deus, mas parece que esqueceu de avisar a mulher desse detalhe. E ainda disse em Gênesis 2,24 – “o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” – Grande dádiva, sem dúvida alguma unir através de laço de intimidade homens e mulheres mas, é preciso frisar, aqui não ficou estabelecida a frequência dessa união. Aí começam os problemas. Vamos aos poucos:

Tito 2,2-5 – “Os mais velhos sejam sóbrios, graves, prudentes, fortes na fé, na caridade, na paciência. Assim também as mulheres de mais idade mostrem no seu exterior uma compostura santa, não sejam maldizentes nem intemperantes, mas mestras de bons conselhos. Que saibam ensinar as jovens a amarem seus maridos, a quererem bem seus filhos, a serem prudentes, castas, cuidadosas da casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja desacreditada.” – Aqui já percebemos que o ensino do mandamento de amar a Deus sobre todas as coisas, de todo o teu coração, alma e entendimento e ao próximo como a ti mesmo, presente tanto na antiga como na nova aliança, mesmo sendo uma graça á algo que precisa ser aprendido e cultivado. Por isso existe a caminhada, que na maioria das vezes é pedregosa e cheia de intempéries pelo caminho. Se alguém quer pegar um caminho diferente, lhe é possível, mas adianto que Jesus deixou claro que para se chegar a porta estreita do céu, só existe um caminho, o caminho que ele deixou. Qualquer outro caminho, como ele mesmo disse, provém do maligno. Muito bem, vamos continuar com os problemas? Sigamos adiante:

Colossenses 3,19 – “Maridos, amai as vossas mulheres e não as trateis com aspereza.” – Bem verdade, não é mesmo caros leitores, quantas são as queixas de mulheres que “batem” no marido comparadas as queixas de maridos que “batem” nas mulheres? Parece cômico, mas o buraco é mais embaixo. O bater aqui consiste em machucar o outro não só fisicamente, mas espiritualmente também. A aspereza, que tem a haver com falta de bom trato abrange toda a esfera humana, corpo e alma. Ou por acaso alguém pensa ser como um animal, que não tem alma? Pois bem, vimos em poucas linhas que a palavra de Deus que “é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça onde por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra (2ª Timóteo 3,16-17), atinge tanto homens e mulheres, atinge a todos. Não disse que haviam problemas? O abençoado povo de Deus tem bíblia em casa para enfeitar a estante da sala e juntar poeira. Se o casal não convidar Deus para seu relacionamento íntimo e familiar as coisas não vão dar certo. Mas tem mais, vamos em frente:

1ª Coríntios 7,2-8 – “Todavia, considerando o perigo da incontinência, cada um tenha sua mulher, e cada mulher tenha seu marido. O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e depois retornai novamente um para o outro, para que não vos tente satanás por vossa incontinência. Isto digo como concessão, não como ordem. Pois quereria que todos fossem como eu; mas cada um tem de Deus um dom particular: uns este, outros aquele. Aos solteiros e às viúvas, digo que lhes é bom se permanecerem assim, como eu. Mas, se não podem guardar a continência, casem-se. É melhor casar do que abrasar-se.” Aqui reside um detalhe muito importante, se não houver, como diz a escritura, um comum acordo na continência da intimidade do casal, esse desequilíbrio que chega aos olhos do diabo é forçado se quebrar mediante as tentações, assim confirma a mesma passagem bíblica. Se os apetites sexuais não estão em sintonia, nosso inimigo enxerga a fragilidade na relação e investe pesado na queda da pessoa; pesado e urgente, pois satanás não tem tempo a perder. Então, rapidamente ele providencia as situações de perigo. O homem irá achar alguém que lhe dá tudo que sua esposa não lhe dá, seja como quer, na frequência que gostaria ou do modo como gostaria. Também a mulher irá vislumbrar em outra pessoa, aquilo que não recebe mais do marido e se entregando a outrem, vai satisfazer sua fome pelo prazer. As pessoas agindo assim estão dizendo para Deus o seguinte: “Deus, o Senhor errou ao me dar como marido/esposa ele(a). Como vemos, se o mandamento de Deus, que fala do amor, não for colocado em prática, vivido e cultivado em todas as suas esferas, o desequilíbrio se ocorrer não poderá ser vencido e contornado e com isso, a parte que se sente prejudicada na relação, por conta desse desequilíbrio, irá correr em busca de uma solução egoísta e com isso dar o seu sim ao diabo, virando suas costas para Deus. Já sabemos qual é o resultado: famílias destruídas, relacionamentos destruídos e sempre uma possibilidade de se cometer os mesmos erros numa provação futura, pois o problema não foi resolvido, foi adiado. Nenhum esforço foi feito e nenhum diálogo aconteceu, nem com o outro e nem com Deus, então se é assim, não adianta reclamar para o Altíssimo, é preciso se ajustar ao seu projeto de amor e salvação pois do contrário, não irá dar certo.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 15 de março de 2017

O cabo de guerra

No meio os filhos, de um lado os pais e de outro lado o mundo. Esta é a configuração que a modernidade urbana imposta pelo mundo coloca para o enfrentamento das famílias. E o mundo joga sujo e de forma desleal tentando colocar nas mentes das crianças, jovens e adolescentes que Deus e toda a sua parafernália religiosa, onde aí se inclui os pais, trata-se de uma escolha, uma imposição da igreja católica que insiste em escravizar a população e se manter com suas regras medievais, ostentando uma posição de autoritária e soberana, fazendo frente ao paraíso que o bondoso mundo quer oferecer, mas que a maldosa igreja quer atrapalhar.

Pois bem, o que fazer, o que fazer, o que fazer? Existem pais que dizem assim: “fazer o quê? – eu falo, falo, falo e ele não me ouve...” Coitadinho desses pais, será que querem que fiquemos com pena deles? Puxa vida, olhem só, eles chamam a atenção, mas as crianças não escutam, não dão a mínima. Pobres desses pais, fazer o que não é mesmo. “Eu ensino, mas eles não acatam”, afinal cada um tem sua personalidade e decide por si o rumo que quer levar da vida. Pensam assim alguns pais e responsáveis. No fundo há alguma verdade nisso, na questão da personalidade, mas se uma análise mais profunda acontecer iremos enxergar que os evangelhos superam a questão pessoal, que neste caso é uma questão egoísta e concupiscente.

A educação mais antiga, tradicional e familiar de décadas passadas formou pessoas que na atualidade não sofrem nenhum tipo sequela em seu caráter. Ninguém que levou umas boas palmadas, puxões de orelha, que ficou de castigo em seu quarto, que tinha hora para fazer deveres escolares, hora para comer junto à mesa com sua família, hora para ir dormir, afazeres dentro de casa enquanto membro da família e uma série de outras regras, obrigações e responsabilidades, hoje tornou-se um adulto transtornado. Muito pelo contrário, a disciplina faz bem, ela é saudável e unida a outras práticas de igual teor como a organização pessoal, o zelo pelo corpo e pelo espírito, pautados nos ensinamentos de Jesus, a obediência à palavra de Deus e um bom proceder que supere todo o egoísmo e as tentações que conduzem aos pecados capitais e veniais, sem dúvida alguma não trarão prejuízos em nenhuma instância para a vida daquele que, almeja um dia, viver na felicidade eterna do paraíso.

Claro que o ser humano com pouca idade, ainda não enxerga a dimensão do que ele vive. Deus, é um detalhe que é colocado de lado. Deus se entristece com isso mas sabe que estes filhos seus ainda estão na tenra idade e por isso, os entregou para tutela material e espiritual. Cada um de nós adultos, mesmo que não tenhamos filhos não estamos isentos de evangelizar em todas as idades. Porque se fizemos a experiência de Deus em nossas vidas, nos convertemos e encontramos o sentido para tudo que vivemos, essa alegria irá afastar para longe de nós qualquer sentimento egoísta e com isso nos mover para que levemos a boa nova aos outros. Os pais sempre dizem que os filhos estão naquela fase. Que estão dando trabalho, que só querem moleza, que não querem coisa com coisa. É tudo verdade, os pais e/ou responsáveis sabem o que estão falando, só não sabem em algumas situações como devem agir. Não sabem ou esqueceram, ou ainda querem implantar uma educação que não é a educação que receberam ou implantar uma educação que receberam e claramente não está dando resultados ou ainda uma educação que tomaram conhecimento nos dias de hoje.

Mas Deus é quem nos revela: Deuteronômio 6,6 – “Os mandamentos que hoje te dou serão gravados no teu coração. Tu os inculcarás a teus filhos, e deles falarás, seja sentado em tua casa, seja andando pelo caminho, ao te deitares e ao te levantares.” E ainda em Efésios 6,4 – “Pais, não exaspereis vossos filhos. Pelo contrário, criai-os na educação e doutrina do Senhor.” Como vemos é Deus quem nos fala como devemos agir. Está difícil? Ao ponto das lágrimas? Será que não é porque estais tentando educar sozinhos? Sem Jesus (João 15,5)? Santa Mônica, ao se queixar para seu pároco, por causa das tantas orações e lágrimas que rogava a Deus pela conversão do seu filho Agostinho, ouviu por inspiração divina, sem dúvida, a seguinte resposta: “Não se preocupe, o filho de tantas lágrimas não ficará desamparado por Deus”.

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Salmo 126,3


fonte: Jefferson Roger
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Prostituir-se

Encontramos em Eclesiástico e Coríntios as seguintes exortações: “Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada. Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo. Não olhes para a mulher de outrem; não tenhas intimidades com tua criada, e não te ponhas junto do seu leito. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gênesis 2,24). Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis? Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo.”

Pois bem, caros leitores, satanás anda por essas veredas porque sabe que as pessoas podem se abrasar (1ª Coríntios 7) e como bem disse o Padre Kemphis, autor do livro “Imitação de Cristo”, quando uma pessoa deseja uma coisa, ela torna-se inquieta enquanto não a obtém. A concupiscência não a deixa em paz e sua alma, coração e mente cedem aos desejos carnais promovendo as mais variadas quedas. Não cuidamos estando de pé (1ª Coríntios 10,12).

E o apóstolo é bastante claro, “fugi da fornicação” – 1ª Coríntios 6,18 e “enquanto viver o marido, se (a mulher) se tornar mulher de outro homem, será chamada adúltera – Romanos 7,3. Como vemos caríssimos, não existe saída para aqueles que almejam servir-se do sétimo sacramento, o sacramento do santo matrimônio. E como muitos também sabem, eles santificam porque pelas graças de Deus, recebemos o auxílio necessário para bem podermos vive-lo em todo o seu contexto.

Casamento não é como um buffet onde a pessoa se serve somente daquilo que gosta. No casamento a pessoa recebe um combo completo e não pode descartar nada, tem que ficar com tudo. Quando assumem perante a sociedade o contrato civil do casamento, embora muitos católicos não saibam, ali já aconteceu o sacramento uma vez que o desejo de unir-se “como uma só carne” já brotou dentro do coração dos nubentes. Perante Deus, na cerimônia acompanhada pelo sacerdote, testemunha oficial da igreja, estes, os nubentes recebem a benção matrimonial que é dirigida para a mulher, desde os princípios da tradição e assumem, atenção; assumem perante Deus o compromisso de viver o sacramento para a vida toda, com tudo que ele consiste. Pois é, vamos recordar? É um combo completo. Portanto, não devemos dar ouvidos ao canto da sereia promovido pelo nosso inimigo cruel, que se aproveita de nossos momentos matrimoniais difíceis para nos oferecer suas “saídas” de mestre.

E encerro o artigo com esta oração retirada do livro de Tobias – “todo aquele que vos honra tem a certeza de que sua vida, se for provada, será coroada; que depois da tribulação haverá a libertação, e que, se houver castigo, haverá também acesso à vossa misericórdia. Porque vós não vos comprazeis em nossa perda: após a tempestade, mandais a bonança; depois das lágrimas e dos gemidos, derramais a alegria.” Como vemos, “paciência” com o próximo, é amor, “paciência” consigo mesmo, é esperança em Deus e “paciência” com Deus, é fé.

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Porque os casamentos santificam

Motéis

Os pecados da carne

O prazer no adultério e na fornicação fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 13 de março de 2017

Partir o coração de alguém

Caros leitores, sem dúvida muitos de nós já ouvimos a expressão que encabeça o título deste artigo. Seja nos noticiários, na fantasia cinematográfica, nos contos poéticos, nas histórias alheias e verídicas que nos chegam aos ouvidos e de tantas outras formas. Porém, uma coisa é tomar conhecimento de um fato que está externo a nossa vida e outra, completamente diferente, é fazer parte desta realidade, seja como aquele que faz ou aquele que recebe. Pois bem, ditados populares nos recordam que quem sofre a ofensa não se esquece facilmente ao passo que quem ofende, logo esquece. Ainda mais se tem uma natureza que faça a pessoa emitir um parecer de que suas atitudes estão certas e seu comportamento é normal. Assim sendo, o agressor sempre continuará agindo de uma maneira que ofende ao próximo. Eis o perigo das relações.

Aquele que está mais próximo de nós é quem mais irá nos ofender. Seja por suas intenções ou por suas fraquezas e defeitos. Aqui, já é possível inserir, dentro de um contexto cristão católico, duas obras de misericórdia brilhantemente ensinadas por Jesus. Sofrer com paciência as fraquezas do próximo e perdoar as injúrias por amor a Deus. Comportamento bem diferente da lei do talião – olho por olho, dente por dente. Não se pode, segundo o discipulado que Jesus espera de cada um, que almeja passar pela porta estreita, agir movidos por impulsos completamente contrários aos princípios evangélicos.

E quando falamos que não se pode, é porque não se pode mesmo. Os insistentes pecadores que ficam arrumando um jeito para criar exceções. Atitudes assim, que são contrárias ferem os desígnios e o amor de Deus para conosco, dão desgosto ao criador e a muitas pessoas. A fila é imensa de pessoas que não esperam de nós uma ofensa. Quanto mais nos amam, menos esperam de nós que a ofendamos. Seja de que forma for. Seja uma ofensa aberta ou uma ofensa que é escondida, menos aos olhos de Deus. Ofensas assim, escondidas, trazem como resultado a decepção, o desgosto e o coração partido.

Ninguém aprecia dedicar sua vida, sua atenção e seu amor para uma pessoa para depois receber como recompensa e gratidão uma espada que transpasse a alma e o coração. A dor é muito grande porque dentro daquele coração que acabamos de partir, esquecemos que morávamos dentro dele. Chega a ser burrice e estupidez, é o próprio tiro no pé. Uma pessoa que sabe que tomar veneno irá lhe fazer mal com certeza não irá ingerir nenhum tipo de substância dessa natureza. Afinal, se faz mal a mim, porque beber?

Pois é, usando uma analogia se passa algo muito semelhante quando machucamos, magoamos, ofendemos e desgostamos alguma pessoa que gosta de nós. Sim, porque o resultado não irá ser bom, também a nós mesmos. Física e espiritualmente falando. Se em alguma parte do coração do outro existe um pedaço de nós, ferir esse coração irá também ferir uma parte do agressor. E quanto maior a entrega que fazemos por alguém, as flechas da ingratidão, desavenças, desgostos e pecados que cometemos transpassam e permitem escorrer tudo que plantamos.

É atitude gravíssima e vergonhosa e se não enxergamos a altura de nossas atitudes que não coincidem com o que nos pede Jesus, é porque estamos com a mente, coração e alma embotadas pelo pecado e pelo mundo. Nossa Senhora disse em suas aparições que embora seu filho seja misericordioso ele também é o justo juiz e, portanto, irá querer a prestação de contas de todos os nossos erros, pecados e atitudes. É muito salutar e confortante lermos nos evangelhos quando Jesus diz que nem um copo de água que for dado a alguém, por ser seu discípulo, ficará sem recompensa, mas é de se atentar para o fato que o tempo da graça irá passar, ele antecede a prestação de contas do juízo e a proclamação da sentença, segundo nossas obras – Apocalipse 22,12. É preciso lembrar que Jesus também disse que tudo que fazemos a alguém é a ele que fazemos. Então não esqueçamos que partir o coração de alguém é algo mais sério do que se pensa porque é ao próprio Cristo que estamos ofendendo. Somos corpos de Cristo na unidade do Espírito Santo. Partir o coração de alguém é desgosto para uma fila muito grande. Ofendemos a pessoa, os que a conhecem, os santos e santas, Maria Santíssima, a Santíssima Trindade e os anjos de Deus. Se assim não for, Jesus seria um mentiroso e essa história de membros do corpo de Cristo não valeria. Mas, e o que já foi feito de mal a alguém? Uma cicatriz irá ficar, nunca é hora para se arrepender e pedir perdão para com Deus e para com o próximo. Afinal, sempre estamos a ser perdoados na mesma medida com que perdoamos, assim aprendemos de Jesus na oração do Pai Nosso. Portanto, precisamos pedir a graça de não sermos capazes de partir o coração de ninguém assim como não queremos que partam os nossos corações. Não devemos, se queremos ser santos e salvos, deixarmos de ser imitadores de Cristo – 1ª Coríntios 11,1.

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fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 10 de março de 2017

A Arma

Caros leitores, existe uma realidade que qualquer pessoa possui em sua condição de devoto. Trata-se do “grau”. Especificamente falando fala-se aqui do grau de envolvimento que o fiel tem com a devoção que pratica e professa. Em linhas gerais podemos facilmente encontrar uma pessoa que se diz devota de alguma coisa, mas exerce uma devoção segundo o seu grau de conhecimento e envolvimento. Vejamos bem, não estamos a debater quem é mais devoto ou menos devoto porque parte de Deus não se fazer distinção de pessoas. Tanto verdade é que encontramos esse ensinamento em Atos 10,34, Colossenses 3,25, Efésios 6,9, Romanos 10,12-13 e 1ª Pedro 1,17. Ora, se está muito claro isso e até Jesus nos disse que devemos olhar primeiro para nossa realidade, no sermão da montanha, quando falava do cisco e da trave, não devemos medir nossa devoção pelo grau que outra pessoa tem. Não esqueçamos, cada um com sua cruz.

Sendo assim, é possível uma pessoa ser exímia oradora e passar horas em meio a fórmulas e depois sair se vangloriando que reza tantas horas por dia. Jesus já falou sobre isso, usando o exemplo dos fariseus hipócritas, nos alertando que nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no reino dos céus e que muitos apenas o honram com os lábios mas seus corações estão longe dele. Como vemos, se queremos mais em nossa devoção, o objetivo tem que ser o mesmo dos santos. Saber mais para melhor poder amar e honrar a Deus e tudo que dele procede. Pois ninguém dá aquilo que não tem e ninguém ama aquilo que não conhece, já diziam também os santos.

Pois bem, o devoto de Nossa Senhora, de forma especial me dirijo a ele para contar um pouquinho mais sobre o apelido que o Sacratíssimo Rosário carinhosamente recebeu da própria Virgem Maria. Acompanhemos um trecho do livro de São Luiz Maria, o Segredo do Rosário, que relata esta passagem: “Vendo São Domingos que a gravidade dos pecados dos homens estava obstruindo a conversão dos albigenses, adentrou-se numa floresta perto de Tolosa onde orou incessantemente por três dias e três noites. Durante este tempo, ele não fez nada a não ser chorar e fazer duras penitências a fim de apaziguar a ira do Poderoso Deus. Ele se utilizou de disciplina tão drástica que seu corpo estava dilacerado e finalmente caiu em coma. Nesta hora Nossa Senhora apareceu-lhe, acompanhada de três Anjos, e lhe disse:“Querido Domingos, você sabe de que “arma” a SANTÍSSIMA TRINDADE quer usar para mudar o mundo?” São Domingos respondeu:

“Oh, minha Senhora, vós sabeis bem melhor do que eu pois, depois de vosso Filho JESUS CRISTO, vós tendes sido sempre o principal instrumento de nossa salvação.” Nossa Senhora respondeu-lhe: “Quero que saibas que, a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para DEUS, com a oração do meu Saltério.”

Como vemos caros leitores, o “poder de fogo” do Rosário está endossado pela Virgem Santíssima e está claro que é um desejo do próprio Deus em sua trindade santa, a menos que alguém queira discordar da Mãe de Jesus e chamá-la de mentirosa. Depois no dia do juízo é só se acertar com o filho dela e explicar porque não acreditou na sua mãe que dos céus trouxe para a humanidade está graça tão grande, que só é superada pela santa missa com a eucaristia. Padre Pio, grande devoto que era de Maria sempre se dirigia aos seus confrades em relação ao Rosário como “a arma”. Quando as vezes ele ia para o confessionário para atender os fiéis e acabava por deixar em sua cela o seu santo objeto, sempre dizia aos seus irmãos: “vá até o meu quarto buscar “a arma”. O casal de demonologistas, Ed e Lorraine Warren, sempre ensinavam aos sacerdotes que com eles recebiam aprendizado prático sobre o combate contra as forças demoníacas, que não se devia abrir mão do Rosário. Quando os sacerdotes exorcistas atuam, os leigos que os auxiliam são orientados a exercerem a oração do santo terço para ajudar os possuídos e assim por diante. É fato comprovadíssimo a eficácia divina desta potente oração. Cientes dessa realidade nunca deixemos de lado essa “arma”, precisamos sempre andar armados quando o assunto envolve a salvação de cada fiel. Porque lutar de mãos vazias se podemos lutar armados? Não negligenciemos pois está grande graça, nada de tratar essa bela e simples oração com diminutas artimanhas, como reparti-la durante o dia, fragmenta-la em dezenas ao longo do dia ou recitá-la atropelando as palavras apenas para satisfazer a consciência, bem ao estilo lavar as mãos, igualzinho Pilatos. Nossa Senhora mesmo diz que a graça vem, mas se a oração for meditada e recitada a graça será ainda maior e muito agradará a Deus. Falta tempo para se rezar o terço ou o rosário? Tempo não é desculpa porque tempo é questão de prioridade. Quando oramos queremos ser atendidos mas nossa parte não queremos fazer, rezamos “seja feita a vossa vontade” mas queremos que nossa vontade seja prioritariamente atendida. Devemos ter cuidado com o nosso proceder, para não se tornar maus hábitos que poderão se transformar em condutas que levem aos pecados.

Peçamos a Deus a graça de não descuidarmos de nossas devoções, de nos aprofundarmos em suas verdades e de não tratarmos as coisas que vem de Deus como se fossem pesados fardos.

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Rosário

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Padre Duarte Sousa Lara - Confissão, Comunhão e Terço
Duração - 7min59s


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 9 de março de 2017

Parte pra outra

Ninguém é obrigado a ficar com ninguém, não deu certo segue em frente, arruma outra pessoa. Você merece ser feliz, filho não segura casamento. Ele(a) não te merece, você merece coisa melhor. Deixa de ser bobo(a) e vai viver a vida. Ele(a) não quer, tem quem quer. Esse relacionamento já deu o que tinha que dar, parte pra outra. E com certeza, caros leitores, poderíamos ainda acrescentar tantas outras frases nessa lista que parece nunca diminuir quando o assunto é resolver o problema varrendo ele para debaixo do tapete. Sim, porque convenhamos, problema é algo que não se conhece a solução e, portanto, assim permanece, sendo um problema, enquanto a solução não for encontrada e aplicada. O problema, no entanto, reside no fato de que as pessoas pensam que atitudes evasivas sempre irão resolver um problema, mas isso nem sempre funciona dessa maneira, ou ao menos como esperamos que funcione.

A catequese do mundo, em linhas gerais, prega que a cultura do descartável é uma coisa boa, ela soluciona para você praticamente todos os seus problemas. Quer ver? De tempos em tempos ela te diz que o celular que você tem, não te serve mais, que para você se satisfazer, ser atendido em suas necessidades e ser feliz, você precisa trocar por um mais moderno, com mais funções e recursos. O que você faz? Troca? De tempos em tempos ela te diz que seu carro não te serve mais, que você precisa trocar por um carro mais novo, com maior conforto, autonomia, itens adicionais e tudo o mais, se, veja bem, você quiser ser mais feliz e melhor atendido pelo conforto dos prazeres do mundo. De tempos em tempos, ela te diz que sua roupa não te convém mais, você precisa trocar por roupas mais novas e modernas, mais atuais, que te insiram melhor na selva de pedra. Ora, aqui também poderíamos elencar itens e mais itens não é mesmo? Mas nos atentemos para apenas mais um. Os relacionamentos.

O mundo insiste que a cultura do descartável vale também para as pessoas. Você pode se relacionar sexualmente com quem quiser, viva o sexo seguro. O detalhe da castidade, que significa ser fiel a um só, e no campo espiritual significa ser fiel a Deus, é um detalhe que querem rotular como medieval, como algo do passado, que precisa ficar nas catacumbas. Casamentos não estão dando certo? Ora pra que sofrer o martírio doméstico, arruma outra pessoa. Comece com um caso extraconjugal, vai suprindo a falta daquilo que não recebe do marido ou da esposa, do noivo ou da noiva, do namorado ou namorada, não importa o grau de envolvimento. Depois quando você perceber que estava certo(a), troca em definitivo, deixa tudo para trás, viva sua vida e seja feliz. Acabou o relacionamento sexual em casa? A coisa esfriou? Deixa ele(a) para lá e vai viver um romance quente, picante, renovador e cheio de vida com alguém que te queira de verdade.

Nossa vida, percebem amigos leitores como são as coisas? Não é assim que o mundo espalha seus valores? As famílias não são atacadas, minadas, perseguidas ainda quando estão germinando? Pois é, tudo culpa da batalha eterna que nós, que somos um composto de corpo e alma, precisamos travar até o fim dos tempos. Por não haver a busca pelo equilíbrio entre essas duas naturezas, a balança fica pendendo para um dos lados e com isso fica constantemente tentando corromper nossa vontade. Eis aí a concupiscência, um desejo interno e nato, herdado do éden, que nos inclina a fazer o mal, já nos recordava São Paulo em suas cartas. O que fazer? A resposta é “não fazer”. Não fazer e seguir o que mundo prega com relação a nós porque São Tiago já nos disse que quem quer ser amigo do mundo, torna-se inimigo de Deus – Tiago 4,4. O mundo não pode ser ouvido quanto as questões do espírito, porque isso é uma intromissão de sua parte. Dai a Cesar o que é de Cesar, e a Deus o que é de Deus, disse Jesus. Portanto, é do espírito que precisamos viver e não da carne pois dessa forma, quando as coisas não derem certo poderemos dizer: “não deu certo, parte pra outra tentativa, mas não fuja das provações, tribulações, dos problemas e dificuldades pois em Deus, o Deus do impossível, tudo podemos, pois ele nos fortalece, amém. Em Deus, não varremos o problema para debaixo do tapete e sim o varremos para fora de nossas vidas. Pessoas não são coisas e não são descartáveis. Assim como Jesus não foi descartado no alto da cruz e ele não descarta ninguém quando o assunto é oferecer a salvação, quem somos nós para agir diferente? A família é um laço de sangue onde significa dizer que “eu derramo o meu sangue, mas eu não desisto de você”, exatamente como Jesus fez por cada um de nós.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 8 de março de 2017

O diabo é meu amigo

Os santos diziam que bastaria apenas a pregação constante sobre o inferno para levar todos os fiéis ao céu. E não poderiam estar mais acertados nessa afirmação, haja vista Jesus ter sido a pessoa que mais tocou no tema do inferno, justamente para nos ensinar e alertar a respeito dessa realidade que, infelizmente, até os dias de hoje, ainda existam pessoas que não acreditam na questão do inferno. Defendem a tese de que Deus, ser amoroso, não iria criar o inferno para colocar suas criaturas nele, condenadas ao fogo eterno sendo então destinado apenas aos anjos caídos. Dessa forma, todo mundo vai ao céu, defendem esse tipo de gente, pois Deus irá dar um “jeitinho” de purificar sua criatura para poder admiti-la no paraíso. Errado! Triste linha de pensamento porque recebemos do criador a liberdade para escolher viver a eternidade com ele ou sem ele. Eis aí o gancho pelo qual o diabo entra em cena. Como Jesus disse que não se pode ter dois senhores e que aquele que se faz amigo do mundo se torna inimigo de Deus, conforme atesta São Tiago 4,4, o papel de satanás é se produzir para esse encontro. O encontro que tem o objetivo de conquistar aquele que é do seu interesse.

Se uma moça irá se encontrar com um pretendente seu, certamente ela vai bem se arrumar, se pentear, se maquiar, se perfumar e, se for mais dedicada ainda, irá procurar aprender de antemão sobre o rapaz, porque o conhecimento é de estimada valia pois ele pode atingir os detalhes da situação. Assim faz o maligno. Para nos conquistar quer se fazer nosso amigo. Mas um amigo do tipo que nos leva para as festanças, para as algazarras. Um tipo de amigo que serve para os momentos de “alegria”, mas a alegria pregada pelo mundo. Um tipo de amigo que conhecemos como o “amigo da onça”, aquele que vai te entregar. Ele é o acusador e pai da mentira, por isso precisa de grandes artifícios para iludir os sentidos, alma e coração humanos, para bem promover a prática da sua “amizade” conosco. Porém, para aqueles que não se deixam enganar, como está escrito nos evangelhos, a “amizade maligna” toma outra direção. Basta recorrermos a vida dos grandes santos para entendermos do que estou a falar. Na vida dos santos é comum conhecermos que as tentações chegavam ao ponto de grandes embates espirituais e até físicos. Para exemplo basta Padre Pio, São João Maria Vianney e Santa Gema Galgani. Sendo assim, no entanto, existe um fato, não importa o modo de ação do diabo, a finalidade dele é uma só: perder a nossa alma no fogo eterno. Ele não se distrai e investe todo o seu ódio, força, inteligência e tempo para levar cada um para junto de si para todo o sempre.

Ora, também precisamos enxergar que, por outro lado, se cedemos e queremos viver no erro, seja de que tipo for, prontamente satanás irá te prover tudo de que desejas para seu intento. Mas, problema; cada vez o diabo concede menos e exige mais, na medida em que você se aprofunda na escravidão dos pecados e prazeres mundanos. Ele é o amigo duas caras, não se esqueça, no dia do teu juízo se de mãos dadas com ele decidir viver, sua “cara sorridente” cederá lugar a sua “cara de acusador”, daquele que irá apontar todos os seus voluntários erros e decisões no sentido oposto do evangelho.

Pois bem, caros leitores, a escolha pela amizade com Deus ou com nosso inimigo deveria ser uma coisa óbvia, até fácil de decidir não é mesmo? Com Deus no paraíso ou com o diabo no inferno. O problema reside na meia verdade que o diabo usa em seu favor, que é esta: Sofrer agora ou sofrer depois, é uma realidade, que ele fala de outra forma: feliz agora e infeliz depois. Ou, como ele muito faz: feliz agora e o depois deixe para lá, vamos viver a vida. Lembremos, a felicidade divina, que na verdade é a alegria espiritual, se mostra também nas dificuldades ao passo que a felicidade do corpo, que é bem diferente porque é uma realidade apenas do corpo, se mostra nos prazeres. Por isso, cabe ao inimigo confundir com suas mentiras as verdades usando-as pela metade, para fazer cada um errar o alvo querendo ser feliz, que no fundo deve sempre ser, querendo encontrar o sentido de tudo, que sempre virá de Deus. O diabo quer nos vender sua “amizade” aqui neste tempo, uma amizade falsa já que ele nos odeia com todas as suas forças. Essa oferta é como um remédio que se faz doce na boca e quando desce pela garganta deixa um gosto amargo, amigo assim, já está claro, para quê? Portanto eis o remédio: Tiago 4,7 – “Sede submissos a Deus. Resisti ao demônio, e ele fugirá para longe de vós.”


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 7 de março de 2017

Destruição das famílias

Não é de hoje que nosso inimigo cruel tenta arruinar os planos divinos para sua criação. No início da criação enxergamos a inveja satânica que, ao querer ser como um deus instigou os primeiros humanos a terem uma visão do seu criador que os colocava meio que como seus inimigos. Era o jardim do Éden e toda a criação feita nos seis dias seria então colocada para os cuidados da obra prima de Deus: o ser humano. Mas, tem quem não gostou e por conta disso promoveu toda a balburdia que se desenrola até os dias de hoje. Pela invenção angélica, ao entrar o pecado no mundo, toda a descendência passou a sofrer as consequências trazidas pela desobediência em comer o fruto da árvore da sabedoria e do conhecimento do bem e do mal. De fato tem sido sempre assim. Mas a criação desejada, planejada e concebida por Deus segue o seu curso, afinal, pode Deus infinitamente muito mais que o diabo. No entanto, mesmo podendo pouco, o anjo caído e toda a sua caterva infernal, fazem um estrago daqueles no meio dos homens. Sem dúvida alguma bate de frente na preciosidade divina denominada família. Deus quis a realidade da família e se fez família vindo ao mundo para nos redimir pelo ventre virginal de Maria Santíssima.

Destruir famílias sem dúvida é um bom negócio para satanás. A família constitui, na visão do estado, a célula básica da sociedade. Pudera não é mesmo, não há como não se render a esta realidade. Dentro da família brota de tudo, e espiritualmente falando, brotam as vocações. Como, segundo o próprio catecismo da igreja católica confirma, só existem dois modos de se responder ao amor de Deus, pela castidade e pela virgindade, a família se coloca numa posição de prover para a igreja de Jesus Cristo as vocações celibatárias e matrimoniais. Então, é claro que a turma do maligno precisa investir pesado contra essa igreja doméstica. E assim o faz. Metendo-se no meio de seus membros, confundem as mentes e corações de maridos, esposas e filhos.

Se os filhos não encontram refugio, segurança, amor, carinho e atenção em seus pais, irão procurar fora de casa, preencher esse vazio. Porém, muitas vezes em tempos modernos como os que vivemos, o fora de casa significa começar essa busca pela internet, onde várias portas aguardam serem abertas para oferecer toda a imundície do mal. Se o marido não se satisfaz com a esposa, procura aquilo que falta (que na verdade pensa erradamente faltar), em outra ou em outras mulheres. Se a esposa perdeu o encanto pelo marido e ele não corresponde mais aos seus desejos femininos em todas as esferas, ela abre sua retaguarda e seu coração para buscar fora do seio do lar, reviver ou viver experiências que não acontecem mais no cotidiano de sua vida.

Só que existe um probleminha aí, coisa pouca, só um detalhe. Quando buscamos a felicidade onde ela não se encontra, erramos o alvo na tentativa de sermos felizes e com isso pecamos. Como as pessoas não são do jeito que queremos que sejam e a vida nos apresenta mais dificuldades do que gostaríamos de ter, nos revoltamos com a realidade da cruz de cada dia que exige de nós, se queremos um dia chegar ao paraíso, uma renúncia diária e com isso partimos de peito aberto em busca do merecimento que achamos que temos de sermos felizes. Mas o “felizes” que queremos esbarra num desejo que a felicidade passageira deste mundo oferece. Por isso é que não dá certo nunca. Se uma terceira pessoa entrar no relacionamento do casal, “a casa cai”. Se algum entorpecente entrar na vida de um dos membros da família, “a casa cai”. Porquê? Disse Jesus em Mateus 7,24-29 – “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína. Eis aí, caros leitores o porquê, Jesus deve ser a rocha de nossas vidas e nossas famílias.


fonte: Jefferson Roger
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Preparação para Comunhão

No evangelho de São João, no capítulo 06, vemos Jesus dando um “puxão de orelha” na multidão que o seguia. O motivo era que ao procurarem não estavam atrás dele, mas do alimento que ele concedeu num encontro passado. E o próprio Cristo os desmascarou: João 6,26 – “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos". E dessa forma aprendemos que as pessoas em seu egoísmo podem procurar Jesus pelos motivos errados, não para servi-lo mas para ser servido por ele, não procurando o reino de Deus e a sua justiça e sim, fazendo da religião um meio para cuidar de si e de seus negócios. E é por isso que é fato, que muitas pessoas vão a igreja, rezam e comungam, mas fazem todas essas coisas pelos motivos errados, não procurando Jesus par servi-lo, volto a dizer, mas para ser servido por ele.

Então fica a pergunta, como mudar essa condição interior e bem nos prepararmos para irmos ao encontro do Jesus Eucarístico nesse belíssimo sacramento? Vamos entender, porém uma coisa. Na mesa eucarística é o mesmo Jesus que se oferece por igual para todos os fiéis. Ele se derrama com suas graças por inteiro para todos. Mas vejamos. Se colocarmos numa cachoeira uma piscina redonda de plástico, daquelas de cor azul, colocarmos uma bacia, colocarmos um balde, colocarmos uma jarra, colocarmos um copo e colocarmos uma tampinha de um frasco, todos irão ser cheios numa medida transbordante de água por estarem debaixo da cachoeira. Ora, é a mesma água que preenche cada recipiente, mas o estado de cada um limita a quantidade de água que ele pode receber. Assim é em nossa situação espiritual quando frente a santa comunhão. Se algumas pessoas aproveitam mais a comunhão que outras, a razão disso não deve ser procurada em Deus, é uma questão pessoal de disposição interior.

Nossa alma precisa de uma grande transparência se quer colher os frutos divinos. Assim como uma janela que não está bem limpa, bloqueia a claridade para dentro de uma casa, também nós, se estamos com o coração e alma soterrados pelas coisas do mundo, pecados e outras mazelas que nos afastam de Deus, não iremos receber a plenitude das graças. É como Nossa Senhora disse em suas aparições em Paris à Santa Catarina Labouré, que existem graças que os homens não recebem porque estão impedidos de recebe-las e por não as pedir.

Dessa forma, ao limparmos os vidros de nossas almas, a primeira coisa a ser feita é livrar-se das faltas mortais, as quais impedem a própria comunhão sacramental (1ª Coríntios 11, 27-29). No entanto, se buscamos a perfeição, sabemos que isso não é o suficiente. Compreendemos bem que uma pessoa no início de sua caminhada rumo a pátria celeste se preocupe em combater os grandes males, não dando tanta atenção para os menores. Mas, de quem já está há mais tempo perto do Senhor é esperado e necessário um cuidado muito maior, como por exemplo, evitar e desapegar-se dos pecados veniais. Quem não tiver esse cuidado, diz São João da Cruz, inutilmente irá pretender chegar num estado de perfeita união com Deus. E Padre Pio nos alerta que quanto maior a tentação, mais perto a alma está de Deus.

Nessa caminhada rumo aos céus, igualmente importante é combatermos nossas próprias imperfeições. Se queremos ser santos, e precisamos ser se queremos passar pela porta estreita, não devemos combater fazendo apenas o obrigatório, atuando para com Deus numa política de "salário mínimo". Progredir na caridade, significa ir além, é preciso esmero e perfeição. Uma pessoa que assiste à missa dominical inteira, por exemplo, está "em dia" com os mandamentos de Deus e da Igreja; se, além disso, ela participa não apenas de corpo presente, mas mergulhada de corpo, alma e coração, deixando durante aquela hora todas as coisas do mundo do seu lado de fora, a sua comunhão certamente será diferente e produzirá mais frutos. Em suma, para comungarmos bem, é preciso termos fome e sede do Santíssimo Sacramento, pois, como nos ensina Jesus, "quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede". O jejum eucarístico, que nos tempos de São Tomás de Aquino se iniciava a meia noite do dia anterior, depois foi modificado por Pio XII por três horas antes e finalmente Paulo VI alterou para uma hora antes, excetuando-se água e remédios, assim mantido até os dias atuais, é pedido pela Igreja para antes de se comungar, para justamente procurar despertar nas pessoas essa fome física, a qual, por sua vez, aponta para a sede espiritual que todos devem ter para receber com ardor a Santa Comunhão.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 2 de março de 2017

A beleza divinal

A natureza do que é belo, criado por Deus, existe para nos lembrar a todo o instante o quão maravilhoso é o poder divino que pode conceber coisas e criaturas de um magnifico esplendor. Como faz bem aos olhos contemplar com o dom da ciência, concedido pelo Espírito Santo, toda a ordem da criação, mantendo-a no seu devido lugar. Não amando a criação em detrimento do seu criador pois isso, se constitui em idolatria. Seja algo ou alguém, colocado em primeiro lugar em nossas vidas substituindo o senhorio divino, claramente aprendemos na bíblia que esta conduta fere o primeiro mandamento da lei de Deus, amar a Deus sobre todas as coisas com todo o teu coração, alma e entendimento. E como nos alerta Jesus, tudo que provém além disto, vem do maligno. Nem poderia ser mentira, facilmente constatamos que é o diabo que quer que coloquemos coisas e pessoas no lugar de Deus. Ele mesmo quis ser como um deus, e deu no que deu. Agora quer muitos de nós unidos à sua causa contra os planos de Deus para a humanidade. E ele se esforça fazendo as pessoas preencherem todo o seu tempo com tudo que passa em detrimento daquilo que não passa.

De muitas formas as tentações investem pesado sobre os corações humanos através dos sentidos, colaboradores nos atos de morte resultantes do pecado. E é através dos sentidos que o homem é fortemente tentado. A beleza criada por Deus é utilizada pelo demônio para derrubar no mínimo duas pessoas. E isso, é claro, é desaprovado por Deus em toda a sagrada escritura. Vejamos apenas um pequeno trecho:

Ezequiel 16 - “Essa beleza era perfeita, graças ao esplendor que te havia eu preparado. Tu, porém, te fiaste na beleza, aproveitaste da tua fama para te prostituíres e ofereceste a tua sensualidade a todo transeunte, a quem te entregaste. À entrada de cada rua erigiste um lugar alto, e desonraste a tua beleza, dando teu corpo a todos os que vinham, multiplicando as tuas depravações. Tu te prostituíste ... e multiplicaste as prostituições para me irritar. Como é frouxo o teu coração. Em vista de tudo isto, Eu infligirei o castigo às adúlteras e às criminosas.” Aqui o profeta retrata a irritação de Deus com a cidade mas o seu modus operandi se estende a todos como vemos em Eclesiástico 9 – “Não lances os olhos para uma mulher leviana, para que não caias em suas ciladas. Não freqüentes assiduamente uma dançarina, e não lhe dês atenção, para que não pereças por causa de seus encantos. Não detenhas o olhar sobre uma jovem, para que a sua beleza não venha a causar tua ruína. Nunca te entregues às prostitutas, para que não te percas com os teus haveres. Não lances os olhos daqui e dali pelas ruas da cidade, não vagueies pelos caminhos. Desvia os olhos da mulher elegante, não fites com insistência uma beleza desconhecida. Muitos pereceram por causa da beleza feminina, e por causa dela inflama-se o fogo do desejo. Toda mulher que se entrega à devassidão é como o esterco que se pisa na estrada. Muitos, por haveres admirado uma beleza desconhecida, foram condenados, pois a conversa dela queima como fogo.”

Dessa forma vemos que não devemos ceder pelos sentidos e devemos sim, fazer violência contra nosso corpo e resistirmos até o sangue na luta contra o pecado para não abandonarmos a esperança que irá nos apontar para as belezas divinais do paraíso.

Que possamos sempre, através de uma forte vida de oração, nos tornarmos capazes de contemplar as belezas criadas por Deus com um olhar como o do Cristo, que vê os corações, amém.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 1 de março de 2017

Quando eu posso te ver de novo?

Não se pode deixar o egoísmo tomar conta de nossa vida. Facilmente ele vai minando o sentimento que as pessoas podem ter por nós. Se não formos o herói, o salva-vidas, o porto seguro de alguém, que porcaria estamos fazendo com nossas vidas que não estão seguindo nenhuma direção que preste? Que “porcaria” estamos fazendo com o tempo que nos foi concedido por Deus? Estamos desperdiçando como o resto de comida que com nosso olho maior que nossa barriga, gulosamente colocamos num prato e nem damos conta de comer. Nos afundamos facilmente no lamaçal dos pecados, no lodo fedorento que são os prazeres do diabo e ainda queremos achar que nossas atitudes não exalam o fétido odor da morte em nossas vidas. E o que é pior, odor do salário do pecado que com sua gravidade irá, sabemos muito bem, impregnar outras vidas, próximas as nossas e quando mais grave ainda se tornar, irá também impregnar vidas que não estavam tão próximas, mas que foram atraídas para junto de nós por conta de nossas más atitudes. Então não devemos de modo nenhum nos escandalizarmos se lemos um artigo com palavras “menos polidas” ao passo que na prática nos comportamos exatamente como o significado delas.

Ora, todo pai e toda mãe sabe que, se entregar os pontos nessa batalha espiritual, onde o que está em jogo não é mais apenas a sua salvação, mas a salvação de sua família, de cada membro que mora junto de si, um a um irão cair por terra e a derrota de um pai e uma mãe é algo gravíssimo porque significa que não resistiram até o sangue – Hebreus 12,4, e por isso se permitiram cair nesta luta contra o pecado. Se perdermos é porque consentimos em lutar sozinhos (João 15,5) e sem armas (Efésios 6,10-17) e então, de peito aberto, encaramos desamparados uma empreitada que passa a ser injusta.

Do mesmo modo e também por esse motivo, aqueles que de nós dependem, também espiritualmente, não podem ficar desamparados, primeiro por Deus e depois por nós. Cabe a nós então fornecer essas duas realidades. Do contrário filhos e filhas irão crescer e escapar pelos nossos dedos, roubados pelo mundo que não conseguimos enfrentar sozinhos, Jesus já nos avisou que temos desvantagem se assim quisermos fazer. Portanto, não esqueçamos, tem que ser até o sangue! O título desse artigo intitula também uma música que reflete a alegria em podermos encontrar alguém que gostamos, do jeito que queremos, encoraja-la, abrir seus olhos e ajudá-la a seguir seu caminho. "When can I see you again - filme da Disney Detona Ralph". É salutar refletirmos no título e pensarmos. Quando eu posso te ver de novo? Ou seja, quando eu posso contar com você de novo? Quando eu posso te ajudar de novo? Quando eu posso me alegrar com você de novo? Quando eu posso estar ao seu lado de novo?

Até mesmo um trecho da música diz que a vida é curta e não podemos ir com calma. Melhor ainda é pensar que nem sabemos qual a sua duração, então porque nos conformarmos com uma vida egoísta e pairarmos nessa calmaria? Vencidos pelos prazeres egoístas? Nada disso, como diz são João Maria Vianney, agora é hora de trabalharmos pela salvação de nossas almas, depois é que vem o paraíso. Acordemos todos, Jesus é paciente, misericordioso, mas é justo e seu braço pesado no dia do juízo de cada um anunciará a medida justa que nossas obras trouxeram para nossas almas a sentença eterna (Apocalipse 22,12). Se não renunciarmos a nós mesmos e não resistirmos até o sangue cairemos por terra e a fortaleza da nossa família, isso inclui nossos maridos, esposas e filhos, ficarão desguarnecidos se algum alicerce cair. O diabo não derruba os membros de uma família todos de uma vez. Ele começa pelos mais fortes, porque os mais fortes irão sustentar os mais fracos. Não caiamos, antes da salvação própria temos que lutar para levar aos céus os outros, pois não existe amor maior do que aquele que dá a sua vida pelo irmão, disse Jesus, amém!


fonte: Jefferson Roger
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