terça-feira, 7 de março de 2017

Destruição das famílias

Não é de hoje que nosso inimigo cruel tenta arruinar os planos divinos para sua criação. No início da criação enxergamos a inveja satânica que, ao querer ser como um deus instigou os primeiros humanos a terem uma visão do seu criador que os colocava meio que como seus inimigos. Era o jardim do Éden e toda a criação feita nos seis dias seria então colocada para os cuidados da obra prima de Deus: o ser humano. Mas, tem quem não gostou e por conta disso promoveu toda a balburdia que se desenrola até os dias de hoje. Pela invenção angélica, ao entrar o pecado no mundo, toda a descendência passou a sofrer as consequências trazidas pela desobediência em comer o fruto da árvore da sabedoria e do conhecimento do bem e do mal. De fato tem sido sempre assim. Mas a criação desejada, planejada e concebida por Deus segue o seu curso, afinal, pode Deus infinitamente muito mais que o diabo. No entanto, mesmo podendo pouco, o anjo caído e toda a sua caterva infernal, fazem um estrago daqueles no meio dos homens. Sem dúvida alguma bate de frente na preciosidade divina denominada família. Deus quis a realidade da família e se fez família vindo ao mundo para nos redimir pelo ventre virginal de Maria Santíssima.

Destruir famílias sem dúvida é um bom negócio para satanás. A família constitui, na visão do estado, a célula básica da sociedade. Pudera não é mesmo, não há como não se render a esta realidade. Dentro da família brota de tudo, e espiritualmente falando, brotam as vocações. Como, segundo o próprio catecismo da igreja católica confirma, só existem dois modos de se responder ao amor de Deus, pela castidade e pela virgindade, a família se coloca numa posição de prover para a igreja de Jesus Cristo as vocações celibatárias e matrimoniais. Então, é claro que a turma do maligno precisa investir pesado contra essa igreja doméstica. E assim o faz. Metendo-se no meio de seus membros, confundem as mentes e corações de maridos, esposas e filhos.

Se os filhos não encontram refugio, segurança, amor, carinho e atenção em seus pais, irão procurar fora de casa, preencher esse vazio. Porém, muitas vezes em tempos modernos como os que vivemos, o fora de casa significa começar essa busca pela internet, onde várias portas aguardam serem abertas para oferecer toda a imundície do mal. Se o marido não se satisfaz com a esposa, procura aquilo que falta (que na verdade pensa erradamente faltar), em outra ou em outras mulheres. Se a esposa perdeu o encanto pelo marido e ele não corresponde mais aos seus desejos femininos em todas as esferas, ela abre sua retaguarda e seu coração para buscar fora do seio do lar, reviver ou viver experiências que não acontecem mais no cotidiano de sua vida.

Só que existe um probleminha aí, coisa pouca, só um detalhe. Quando buscamos a felicidade onde ela não se encontra, erramos o alvo na tentativa de sermos felizes e com isso pecamos. Como as pessoas não são do jeito que queremos que sejam e a vida nos apresenta mais dificuldades do que gostaríamos de ter, nos revoltamos com a realidade da cruz de cada dia que exige de nós, se queremos um dia chegar ao paraíso, uma renúncia diária e com isso partimos de peito aberto em busca do merecimento que achamos que temos de sermos felizes. Mas o “felizes” que queremos esbarra num desejo que a felicidade passageira deste mundo oferece. Por isso é que não dá certo nunca. Se uma terceira pessoa entrar no relacionamento do casal, “a casa cai”. Se algum entorpecente entrar na vida de um dos membros da família, “a casa cai”. Porquê? Disse Jesus em Mateus 7,24-29 – “Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha. Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína. Eis aí, caros leitores o porquê, Jesus deve ser a rocha de nossas vidas e nossas famílias.


fonte: Jefferson Roger

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