segunda-feira, 3 de abril de 2017

Homossexualismo e as Sagradas Escrituras

Embora o tema seja elevado à categoria de polêmico e muito estardalhaço se faça sobre ele, sempre promovido pelo pessoal que é adepto da catequese do príncipe do mundo (João 12,31 e 14,30) que insiste em pregar que essa liberdade é uma consequência natural da humanidade contra a qual não se pode lutar, a questão é muito simples de ser tratada. E não é necessário aqui nenhum tipo de espanto porque o tema tem, antes de tudo, um tratamento bíblico que é comprovado pelo catecismo da igreja católica. É evidente, porém, que humanamente falando, enfrentar e encarar a situação de frente é tarefa que não pode ser feita com a ausência de algum esforço. É preciso, em qualquer instância, uma renúncia da pessoa, na esfera física e espiritual. Existem ainda, aqueles que combatem a questão defendendo com unhas e dentes de que os homossexuais têm direito de liberdade e de expressão quanto a sua opção sexual. Cada vez mais se percebe pelas ruas casais homossexuais de mãos dadas, publicamente aos carinhos e com um ar de peito estufado como quem quisesse mostrar que assumem seu papel e ai de quem for contra; fazem o maior auê e empunham suas bandeiras em favor de suas causas e ideais.
Pois bem, o grande problema deles, ou melhor dizendo, o grande problema que eles criaram para si, é o fato de que essa rebeldia e essa atitude e postura de se colocar contra aqueles que não defendem o homossexualismo esbarra numa fila muito grande de pessoas. Mas, o que é pior, e por isso falo de uma rebeldia, é que a lista começa por Deus. Vamos compreender.

Deus criou o homem e a mulher, viu que isto era bom e lhes deu o mandato de crescerem e se multiplicarem e abençoou o fruto da multiplicação (Salmos 126,3). Deus pensou na história de sua criação uma humanidade constituída pela capacidade de colaborar em seu projeto de amor, estando aberta para a criação. Deus pensou a realidade de homem, mulher, como marido, esposa e sua prole, os filhos. Nem precisa de muito esforço para compreender isso, basta ler o livro do Gênesis em seus primeiros capítulos. Sendo assim, se fosse necessário ainda alguma comprovação cientifica ou biológica disso, bastaria colocar duas pessoas de mesmo sexo durante 30 anos para viverem juntos com a missão de constituírem uma família. Simples fracasso, pois qualquer pessoa que iniciou seu aprendizado sobre sexo saberá que não será gerada nenhuma vida a partir desta união. Não será gerada uma família. Se não for marido, mulher e filhos não é família. E não me venham dizer que dois homens que adotam uma criança constituem uma família. Ou duas mulheres que adotam um cachorro constituem uma família. A parte da sociedade que serve ao mundo e seu príncipe insistem que sim. Insistem que hoje existem vários tipos de famílias. Pois bem, que pensem assim porque agora, no tempo da misericórdia, no tempo da igreja, corpo de Cristo, é o tempo da graça, onde se pode pedir a Deus pela conversão e seu auxílio para deixar o mal, porque depois o leite já derramado não adianta ser chorado.

Mas vamos adiante, estava eu a falar das sagradas escrituras e de como elas embasam esse desejo do criador. Continuemos: Levítico 18,22 – “Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é uma abominação.” Levítico 20,13 – “Se um homem dormir com outro homem, como se fosse mulher, ambos cometerão uma coisa abominável. Serão punidos de morte e levarão a sua culpa.” – Aqui, ser punido de morte e levar a sua culpa significa a segunda morte, a morte da alma que por culpa própria condena a pessoa ao inferno. Vamos em frente agora dando uma passadinha pelo novo testamento. Lá no novo testamento iremos perceber que esta atitude que Deus define como abominável no antigo testamento, afinal se trata de um ato de impureza, uma vez que nosso corpo, que já não nos pertence, pois foi comprado a preço de sangue na cruz e é templo do Espírito Santo (1ª Coríntios), é um corpo destinado para as coisas do céu, para as coisas do espírito, nosso corpo é santo e não pode ser manchado pela luxúria que vem dos pecados da carne que são impuros contra a santidade predestinada por Deus. 1ª Coríntios 6,9-10 – “Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os IMPUROS, nem os idólatras, nem os ADÚLTEROS, nem os EFEMINDADOS, nem os DEVASSOS, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus”. Gálatas 5,16-21 – “Digo, pois: deixai-vos conduzir pelo Espírito, e não satisfareis os apetites da carne. Porque os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que quereríeis. Se, porém, vos deixais guiar pelo Espírito, não estais sob a lei. Ora, as obras da carne são estas: FORNICAÇÃO, IMPUREZA, LIBERTINAGEM, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, ORGIAS e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus!” E para ilustrar com mais uma passagem cito Romanos 1,26-32 onde Deus diz que mulheres que deixam seu uso natural para se entregarem a paixões vergonhosas, homens que ardem de desejo por outro homem e aqueles que além de praticarem isso, incentivam e ensinam outras pessoas, são considerados por Deus, dignos de morte e mais uma vez aqui, fala-se da segunda morte, a morte da alma (Mateus 10,28).

Muito bem, já vimos biblicamente que a questão é pecado. Mas e aí, o que diz a igreja católica? Ela diz no catecismo nº 2357, 2358 e 2359 que é preciso acolher em seu seio essas pessoas que querem superar o homossexualismo, sem preconceito, porém, diz que esse acolhimento visa ajudar a pessoa, mostrando-lhe a verdade e auxiliando em sua caminhada de conversão e renúncia de si mesmo, conforme fazia e nos pede Jesus (Lucas 9,23). Pois ele nunca teve preconceito e acolheu a todos, mas não foi para passar a mão na cabeça de alguém ou para endossar algum comportamento ou conduta, pelo contrário, seu acolhimento sempre foi com o objetivo de pregar a boa nova do Reino, a mando do pai. Ele mesmo disse que para isso que ele foi enviado (Marcos 1,38). Deus que é amor e que não espera nossa conversão para nos amar, merece de cada um, no mínimo o máximo de esforço, e para retribuirmos esse amor de forma plena, precisamos renunciar por completo a nós mesmos, afinal também nos foi dito pelo salvador que devemos pedir ao pai que “seja feita a vossa vontade” e não a nossa. Renunciar significa aceitar que seja feita a vontade do pai. Difícil? Claro que sim, ainda mais se a tentativa for feita sem Jesus (João 15,5), porque ele nos ensina que não podemos nada sem ele e nos ensina que ou estamos com ele ou contra ele. Contra ele é estar contra o seu evangelho. E isso vale para tudo em nossas vidas, se almejamos um dia morar no paraíso.

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Duração = 08min53s


fonte: Jefferson Roger

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