quarta-feira, 3 de maio de 2017

Em meio ao caos...

Aproveito caros leitores o gancho e o gosto por filmes de terror para escrever uma pequena reflexão a respeito do contexto do filme A Invocação do Mal 2. Como todos já sabem, logo nos primeiros momentos do filme é passada a informação de que o ele é baseado em fatos reais. E nada mais justo esta afirmação porque ao se ler o livro do casal Ed e Lorraine Warren se toma conhecimento com muito mais profundidade a respeito de tudo que envolveu esse caso de Einfield. Portanto, para os amantes e leitores do gênero, recomendo a leitura. Pois bem, para nós católicos de plantão, além das horas de entretenimento que o filme brilhantemente oferece, podemos ainda extrair, já que fatos reais inspiraram o filme, algumas mensagens a respeito da batalha entre o bem e o mal onde todos nós estamos inseridos. Em certa altura do filme, a família que sofre os tormentos confessa que “não dão importância para esse negócio de se batizar os filhos”. Claro que o assunto tem profundidade muito maior e sabemos que o mal, sempre tão organizado, ataca a todos; e se assim o faz o que dizer daquelas pessoas que viram as costas para Deus? Pois é!

Deixado de lado o pequeno e verídico parêntese me volto agora para um momento muito belo do filme onde o personagem Ed Warren, para levar um pouco de paz e tranquilidade para a família interpreta uma canção do famoso cantor Elvis Presley chamada “Can't Help Falling in Love” (Não posso ajudar a me apaixonar). A mãe das meninas conta para Ed que eram fãs do cantor, mas que sua coleção de discos havia sido levada embora por conta da separação do casal. De mãos dessa informação, em meio as turbulências que passavam, um pouco de alívio lhes foi oferecido, para se voltarem entre si, perceberem que ainda são uma família e que o amor existe. É realmente tocante a cena, se o espectador está imerso no enredo do filme. Com uma letra muito bonita, a canção fala da impossibilidade de se apaixonar quando algo para esse fim se destina, sendo até errado (pecado na letra da música), não se apaixonar quando isto está para ser assim. Agora interpretando um pouco além e para nossa realidade sobrenatural, a mensagem da música muito bem serve para nossa conduta cristã frente ao evangelho. A bíblia nos diz que somos predestinados para a santidade e para sermos santos é preciso amarmos. Amarmos a Deus e não o fazer, exatamente como diz na música é até um pecado, porque rejeitar seu amor é se fazer amigo do mundo (Tiago 4,4), virar as costas para o plano de amor e salvação de Deus e tornar-se coadjuvante na rebeldia e revolta do diabo.

A mensagem subliminar que pode ser retirada da canção é a de que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos! São os mandamentos de amor deixados por Jesus. Embora a música tenha cunho de amor humano fruto de uma paixão que seria um erro não fomentar se os caminhos naturalmente se cruzaram, quanto mais essa verdade em nossas vidas, já que Jesus cruzou o nosso caminho, mostrou-se por onde caminhar, deu sua prova de amor por cada um e foi adiante nos preparar as moradas eternas. Um Deus assim, que é trino e puro amor realmente, como diz a canção seria um pecado não amar, pois para isso fomos criados. Criados para amar a Deus, servindo-o e fazendo a sua vontade, assim como rezamos na oração do Pai Nosso e amando ao próximo, sendo para eles um outro Cristo, assim como o casal Ed e Lorraine foram na vida de tantas pessoas, ajudando-os a se voltarem para Jesus e colocarem seus olhares em direção ao sobrenatural, em direção para a eternidade. O mundo está cheio de imitadores de Cristo (1ª Coríntios 11,1), sejamos também nós, imitadores, para que não aconteça no dia de nosso juízo de termos de responder para nosso salvador porque ficamos de braços cruzados, apenas aceitando ajuda e não ajudando os outros (Ezequiel 3,20-21). No filme, em meio ao caos, o alívio acontece. Assim é em nossa vida, vinde a mim, nos disse Jesus e eu os aliviarei. Assim precisamos ser para os outros, que eles saiam de nossa presença melhor do que chegaram, como nos recorda Santa Teresa de Calcutá.

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fonte: Jefferson Roger

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