sexta-feira, 19 de maio de 2017

Eu vos dou a minha Paz

João 14,27 – “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize!”

A primeira fonte de paz em nossas vidas é Jesus. Ele somente é capaz de nos conceder a paz verdadeira. Paz não é ausência de problemas, ausência de dificuldades, ausência de tribulações e nem ausência de provações ou o oposto da guerra. Estamos, percebam, a refletir sobre a paz que vem de Deus, não a paz do mundo que é outra coisa, como bem recordou Jesus em seu evangelho.

Portanto, o que devemos entender por paz? A paz que Jesus tem a nos oferecer faz com que tenhamos plena confiança nele e nos entreguemos totalmente, fazendo do Cristo o senhor de nossas vidas. Dessa maneira, essa paz nos concederá a possibilidade de passarmos com tranquilidade por todas as adversidades de nossas vidas. As vezes as pessoas dizem que não tem paz mas estão referindo ao sossego que gostariam de ter. Não está errado porque o que elas querem nesse caso é a paz do mundo.

A paz que vem do céu, nos dá a possibilidade de agirmos como os santos faziam. Em meio a todas as diversidades eles ofereciam seus sofrimentos, dores e todas as situações ruins que passavam para Deus, e por vários motivos. Pela conversão dos pecadores, almas do purgatório, com ato de reparação, por alguém e em última instancia por eles próprios. Essa paz celeste recompensa quem a tem e pratica com a justiça pois quem a possui e cultiva sabe, por causa dessa paz, esperar em Deus:

Tiago 3,18 – “O fruto da justiça semeia-se na paz para aqueles que praticam a paz.”

No entanto, é fato de que as duas formas de paz existem. A paz do mundo que nos lembra, o silêncio, o sossego, a ausência de guerras que pode também ser entendida como a paz no mundo em que vivemos. A paz do céu, a paz de Jesus que nos lembra o livro de Jó, que conseguiu através de sua total entrega a Deus e isso foi possível por causa da paz que vem dos céus, esperar com paciência pelos desígnios divinos.

Tanto uma quanto outra existem em nossas vidas. Somos um composto de corpo e alma e por hora interagimos aqui neste vale de lágrimas. Uma é muito benvinda, a paz do mundo, mas, sem dúvida alguma a outra é essencial, a paz de Jesus. A paz do mundo sempre é passageira, porque se ela traz sossego sabemos que nem sempre teremos sossego. Se ela traz silêncio, sabemos que nem sempre teremos silêncio. Se ela traz ausência de conflitos armados, sabemos que nem sempre a guerra deixará de acontecer pelo mundo afora. E também as guerras menores em forma de conflitos interpessoais conhecidas como discussões.

Por outro lado a paz que vem do céu não nos abandona, muito ao contrário, ela se estiver presente em nossas vidas, como graça recebida irá nos garantir uma boa passagem por esta vida, cientes de que a vitória é certa para todos que estão munidos desse consolo celestial. Queremos paz? Pedimos essa paz para Jesus? A verdadeira paz? Ele está de braços abertos nos aguardando em nossas orações, nos sacrários, nos terços e em qualquer momento do dia. Por que deixar de lado quem derramou seu sangue por cada um de nós e está sempre pronto a nos acudir e nos ajudar na caminhada até nosso encontro definitivo com ele no paraíso? É hora de olharmos para nossas atitudes e nos comportarmos como filhos de Deus, herdeiros do reino e não como filhos do mundo. Ou um ou outro, precisamos escolher. Tiago 4,4.


fonte: Jefferson Roger

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