terça-feira, 30 de maio de 2017

Inseparável Celular

Hoje, caros leitores, lançamos mais um artigo que tem como tema principal um dos vilões tecnológicos do século chamado celular. Para os mais adiantados é o famoso telefone inteligente ou para os modernets de plantão são os smartphones. Que beleza não é mesmo que é ter um aparelhinho desses que nos tempos remotos eram chamados de tijolão. Depois diminuíram de tamanho e em tempos atuais estão novamente maiores. Com muitos recursos e tantos recursos que não são necessários para o dia a dia das pessoas, mal conseguem ficar 48 horas sem precisar de uma recarga de bateria. Com ele, a internet saiu das casas e escritórios para também poder ser acessada através destes portáteis.

Ótima evolução não é mesmo, podemos concordar nisso pois, sem dúvida, você pode resolver muitas coisas de sua vida através de um smartphone com acesso à rede mundial de dados. Porém, qualquer um sabe que esse negócio de estar “sempre online” em suas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas exige um preço a se pagar. Cada vez mais as pessoas falam menos umas com as outras. No início dessa invenção era “moda” falar com alguém ao celular. Agora usam-se os aplicativos mensageiros e as conversas propriamente ditas foram reduzidas e quando muito se transformaram em mensagem de voz. A rede de amigos é online, a vida social é virtualmente social, tudo, quanto mais o tempo avança, está passando pelo crivo da tecnologia, da internet e seus acessórios.

Muitas pessoas não conseguem simplesmente se separar do celular. Ele tem tanta importância como uma peça de roupa íntima. Alguém sai de casa sem cueca ou sem calcinha? Pois é, também não sai sem o celular. Ai se o celular não der sinal, ficar sem internet, sem pacote de dados, sem crédito ou sem bateria, é uma calamidade. Muitas pessoas chegam ao trabalho e vão logo plugando seus cabos usb em seus computadores ou na tomada para poderem dividir suas tarefas entre um clique e um dedilhar nas telas de toque. Em casa não é diferente, chegam em casa e ele vai para a tomada, afinal, precisa sempre estar com carga pois como sobreviver sem a internet e esse aparelhinho?

Vamos repetir outra vez, nada de mal, a tecnologia é benvinda, mas ela precisa ficar no lugar dela que é o de servir ao homem e não de escraviza-lo. Pois tudo que escraviza o homem pode perigosamente se aproximar do campo dos pecados. De forma tão sutil e descaracterizada que as pessoas não conseguem se quer ver o mal que os rodeia assim como o ar que os envolve. Os telefones de linha fixa estão aos poucos deixando os lares e se transformando apenas em transmissores para a internet, por enquanto. Até nos banheiros se escutam as pessoas nas cabines privativas usando o aparelhinho enquanto estão deixando a natureza fazer sua parte, pode isso?! Valei-me ó Deus!

E o vigiai e orai sem cessar? Onde fica? Em tudo dai graças e a todo o tempo, onde fica? Amai a Deus sobre todas as coisas (inclusive sobre o celular e a internet) e ao próximo (fisicamente e espiritualmente) como a ti mesmo, onde fica? Se dirige com o celular na mão, se anda pela rua com o celular na mão, se alimenta com o celular na mão, se vai ao banheiro com o celular na mão, se vai a santa missa com o celular na mão. Até quando se está em casa assistindo algum filme e o celular bipa mais que imediatamente acorremos a ele porque pode ser algo importante. Postar e compartilhar é a mania do momento. Não importa o que é preciso curtir, dar um joinha e passar adiante porque precisamos ficar online ocupando nosso tempo tão escasso e concorrido com coisas que passam, deixando de lado todas aquelas que não passam. Realmente é preciso tanta dedicação e tempo colocado à mercê do smartphone e sua acompanhante a internet? Vamos refletir, estamos no tempo da graça nos disse Jesus Misericordioso através de Santa Maria Faustina Kowalska. Agora é hora de trabalharmos pela nossa salvação nos disse São João Maria Vianney. Aqui não é parque de diversão, aqui é um vale de lágrimas, um lugar de provações, onde por um curto espaço de tempo merecemos o céu. Não queremos provações? Não almejemos o céu.

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fonte: Jefferson Roger

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