terça-feira, 23 de maio de 2017

O ministério

Um lápis é um tipo de instrumento. Ele pode nos servir conforme seu propósito. Sua utilidade não se altera até que, de tão pequeno por termos o apontado ao longo do tempo em que ele foi sendo usado, termina por fim por ser descartado devido ao seu tamanho tão reduzido não permitir mais que possa ser empunhado para se escrever com ele. Por ser inanimado, o lápis só desempenha seu papel de acordo com a vontade e necessidade do usuário.

No entanto, segundo a ciência e o ensinamento dos santos e valho-me aqui de São Tomás de Aquino, no aspecto espiritual também existe a realidade do instrumento. Todos nós já ouvimos falar que as pessoas são instrumentos da mão de Deus. Na verdade, se olharmos mais para o centro da questão, como Deus é o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, sem dúvida também os seus anjos são seus instrumentos.

Agora eis aí a beleza da coisa. Quando um instrumento é inteligente e livre, então ele passa a ser chamado de ministério, porque utiliza sua liberdade para decidir a colocar sua inteligência a disposição e ao serviço de Deus. Embora os dons e os chamados de Deus são irrevogáveis ele nos deu o livre arbítrio, porque não quer escravos e sim filhos. Desta forma, quando abraçamos voluntariamente a vontade do Pai, nos rendendo aos seus desígnios de amor, distribuímos nosso tempo da melhor forma que nos for possível. Encontraremos tempo para nosso lazer, para nossa família, para as obrigações necessárias e para o serviço de Deus: o ministério. Tudo irá concorrer para uma causa só e não haverá desequilíbrio nas relações interpessoais e nas relações com Deus porque agindo assim o foco de todas as ações que fizermos estará sempre direcionado para a eternidade, para a salvação das almas.

Romanos 12,6-7 – “Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine.”

E como diz uma das minhas padroeiras – “Nunca, jamais desanimeis embora venham ventos contrários” (Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus), não precisamos nada temer se colocamos inteiramente nossa vida e tudo que somos e temos nas mãos de Deus. Por não fazermos essa entrega total ficamos lutando uma disputa de cabo de guerra com o diabo, o mundo e nosso corpo. Se a entrega total a Deus acontecer, alguém acha que o diabo vai arrancar alguma coisa das mãos dele? Pois é, não devemos entregar só uma parte por conta de algum namoro com os pecados de estimação porque aquilo que não entregarmos poderá ser nossa ruína.

Sendo assim, quando portas são fechadas pelos homens, portas são abertas por Deus. Se ele nos quer como operários de sua vinha nas linhas de frente, iremos receber da providência divina todo o necessário. Como Deus não quer filhos infiéis e inúteis (Eclesiástico 15,21-22), para todo aquele que se dispõe a trabalhar nos ministérios da igreja de Jesus Cristo ele capacita, ele orienta, ele mostra o caminho e ilumina com sua luz. Se você não tem voz ativa e sua opinião não pode ser considerada, nem ouvida e tão pouco suas sugestões no meio em que exerce suas atividades, seja no trabalho, na escola, na igreja e onde você vive, fique tranquilo porque Deus não desampara um coração que lhe procura com sinceridade. O que te cabe fazer e dizer acontecerá, se a Deus tua vida entregar. É preciso sempre para que essa doação seja total que nossa verdade fique de lado em prol de uma verdade maior, a verdade do Verbo Divino (João 14,6).


fonte: Jefferson Roger

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