sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pense na M@#$%+} que é a vida

Realmente, como temos do que reclamar. Quando é calor, é calor demais. Quando é frio, é frio demais. Se está frio e saímos encasacados e depois esquenta durante o dia, reclamamos porque temos que carregar a roupa excedente. Reclamamos se o remédio é amargo. Reclamamos se o suco que pedimos na lanchonete está doce demais ou falta açúcar. Se vamos almoçar num buffet de comida por quilo, ai da comida se não estiver quentinha, reclamamos que está fria quando na verdade está morna. Se saímos de casa atrasados para nossos compromissos, reclamamos do semáforo que não abre, do trânsito que não “anda”, dos ônibus lotados, da multidão das pessoas no calçadão que estão a nos atrapalhar. Parece que ninguém tem o que fazer a não ser andar devagar e titubeando como um bêbado em nossa frente. Parece que adivinham que queremos passar e dão aquela “fechada”. Nesta pressa, não nos damos conta ao andar apressadamente e pisamos naquele pedaço de calçada solto, viramos o pé ou nos encharcamos com a água que estava debaixo dele. Pronto, iremos trabalhar o dia todo com a meia molhada e pé gelado, além da barra da calça e, adivinhe: reclamamos.

Se é muito serviço que temos em nossos trabalhos ou muitos afazeres escolares, reclamamos do professor, que passa a ser nosso inimigo ou do patrão que pensa que somos seus escravos. Temos um horário a cumprir mas se alguém vem quase no final do dia ou no final da aula nos pedir ou mandar algo, já entortamos a cara.... teve todo o tempo para vir falar comigo, pensamos, mas veio justamente agora que estou de mala ou bolsa pronta. Já até dei aquela passada no banheiro antes de ir embora e o sujeito, que parece não ter horário para nada quer nos mandar mais essa bomba.

Se damos muita atenção, reclamam que pegamos no pé, se não damos tanta atenção, reclamam que somos indiferentes e não estamos nem aí. Se não rimos de uma piada porque realmente não achamos graça, somos antipáticos e desmancha prazer, antes tivéssemos rido, mas com grande pompa teatral, para não parecer que rimos uma risada amarela só para cumprir o protocolo. Se o vizinho do outro lado do muro faz barulho em seu quintal, reclamamos, esteja ele no direito ou não, reclamamos mesmo assim. Se queremos ouvir alguém que está a palestrar e não conseguimos porque tem sempre um engraçadinho que quer ser o centro das atenções e comentar paralelamente sobre tudo, corremos a reclamar, primeiro interiormente e depois, se isso persistir, quem sabe não nos aliamos ao nosso vizinho de mesa para conseguir mais força e cumplicidade na reclamação. Se batemos a perna no canto da mesa, reclamamos da dor. Se as coisas não são como queremos, reclamamos.

Se a vida não é como sonhamos, reclamamos, se as coisas não são do jeito que gostaríamos, reclamamos. Se tanto reclamamos na vida algum motivo tem. E não é o motivo que achamos que é, porque a vida não anda segundo nossos desejos e sim segundo os desejos de Deus. Isso é preciso de forma urgente na vida de todas as pessoas ficar bastante claro. Pois assim, iremos parar de reclamar da vida, parar de reclamar dos outros e parar de reclamar para os outros. Iremos então, conscientes da nossa condição trocar essa reclamação por aclamação e humilhação e súplicas, todos regados com muito agradecimento. Porque, afinal, aquele que nos criou do nada e agora nos propõe a vida eterna ao lado do seu amor nos concede o que precisamos e não o que queremos. Deus não vai nos mimar para nos perdermos ao inferno. Quanto antes compreendermos o funcionamento da vida e o que Ele espera de nós, antes iremos trocar nossas reclamações pelo tipo de reclamações que os santos faziam. Eles reclamavam a Deus por ofende-lo, por desgosta-lo, por não corresponder de volta ao seu amor, por não amar ao próximo como a nós mesmos e por não o amar em primeiro lugar sobre todas as coisas. Esse tipo de reclamação provém de um coração contrito e que não quer se afastar jamais de Deus. Nesta ótica sobrenatural a vida deixa de ser uma M@#$%+} e passa a ser uma oportunidade para se alcançar o céu.


fonte: Jefferson Roger

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