sexta-feira, 19 de maio de 2017

Sempre por Elas

Para uma pessoa que é consagrada a Jesus, caminho, verdade e vida, por meio de Maria Santíssima, tudo se configura ao Cristo, fim último de toda a consagração mariana, pelas mãos da toda cheia de graça, submissa ao seu filho, redentor do mundo, e que não fica com nada para ela, pois Maria é toda de Deus. Ao consagrado cabe, em sua vivência diária fazer tudo por Maria, tudo para Maria, tudo em Maria e tudo com Maria de modo que não seja mais possível desperdiçar munição onde a melhor estratégia aponta em outra direção. Nós somos assim, os soldados de Cristo, como diz a escritura, nem sabemos rezar e pedir como convém, ou seja, gastamos munição em alvos errados, se tentarmos decidir sozinhos o que fazer na questão da salvação das almas.

A devoção mariana se vivida corretamente em nossa humildade, ela nos aproxima de Jesus, por meio de Maria. Digo se vivida corretamente porque muitas pessoas se dizem devotas, lotam santuários marianos, rezam seus terços ou rosários ou ainda dizem que “basta apenas uma oração da Ave-Maria bem rezada” que é suficiente para se considerar um devoto. Se considerar um devoto para si mesmos porque aos olhos de Jesus o ultraje é muito grande. O papel de Maria é nos auxiliar e nos conduzir ao seu filho. Por ter sido especialmente agraciada com a Imaculada Conceição diz-se que Maria é o templo de Deus e não o Deus do templo.

Desta forma fica muito claro para nós que Deus quis nossa aproximação com ele por meio de Maria, pois, como vimos no livro do Gênesis, após a queda de Adão e Eva, o medo de Deus se instalou no meio de nós e em sua infinita sabedoria e amor, nosso criador nos agraciou com a doçura de Maria para nos ajudar a superar esse medo e vivermos em comunhão com o pai. Não é assim na vida das pessoas? Um filho não recorre a mãe para que ela lhe ajude a pedir algo para o pai? A mãe não é a mediadora nos conflitos familiares? Não sai em defesa dos filhos se o pai é ríspido? Não atende as necessidades dos filhos e os orienta para que eles sejam obedientes, agradáveis ao pai e compreendam como procede o amor do pai? Ora, sabemos que é assim mesmo que as coisas acontecem, porque, afinal, a natureza humana imita a natureza divina. Esse é o papel de Maria para conosco e nossas atitudes como os dos filhos em um lar não foge a nenhum princípio celeste, se verdadeiramente somos devotos.

Indo adiante, a nós homens e agora posso falar por mim, Deus espera, aos vocacionados ao matrimônio um olhar, atenção e dedicação toda especial para com a esposa e filhos. Temos, nós maridos, que pensar em nossas esposas. Temos, nós maridos, que pensar em nossas filhas ou filhos. Tem que ser por elas, este é o meu chamado. Pela esposa e pelas filhas e como consagrado, por Maria. Afinal, Maria Santíssima, a esposa e as filhas são quem irão me livrar da condenação se eu abraçar esse dom, concedido por Deus, que são cada uma delas. É sempre urgente, sabemos bem disso, a configuração de cada um de nós, vocacionados ao matrimônio, ao modelo da Sagrada Família de Nazaré, e como maridos configurados ao modelo que está em Efésios 5,25, onde aprendemos que devemos tratar nossas esposas como Cristo trata sua igreja. Não existe outra maneira, tem que ser por elas, por amor a Jesus, exatamente como está ordenado nos mandamentos do amor: Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos, por amor a Deus.


fonte: Jefferson Roger

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