segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tempo para Tudo

Eclesiastes 3,1-8,17 – “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer; tempo para plantar, e tempo para arrancar o que foi plantado; tempo para matar, e tempo para sarar; tempo para demolir, e tempo para construir; tempo para chorar, e tempo para rir; tempo para gemer, e tempo para dançar; tempo para atirar pedras, e tempo para ajuntá-las; tempo para dar abraços, e tempo para apartar-se. Tempo para procurar, e tempo para perder; tempo para guardar, e tempo para jogar fora; tempo para rasgar, e tempo para costurar; tempo para calar, e tempo para falar; tempo para amar, e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz. Deus julgará o justo e o ímpio, porque há tempo para todas as coisas e tempo para toda a obra.”

Pois bem, caros leitores, nestas belas palavras do filho do Rei David, divinamente inspiradas e presentes no antigo testamento, percebemos a grande realidade da questão do tempo em nossas vidas. Bem sabemos e nem precisaríamos tocar nisso, de que temos vinte e quatro horas de tempo por dia, teoricamente. Fala-se teoricamente porque nunca sabemos quanto tempo Deus nos dá, quanto tempo ainda nos resta. Então sempre passamos da premisse palpável de que dispomos do tempo de um dia para podermos negociar no tempo que temos o que queremos fazer. Assim bem nos ensinou Jesus quando no disse em Mateus 6,34 que “Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.”

No entanto, é preciso vigilância e atenção no seguinte aspecto: já que não sabemos de quanto tempo temos, é preciso priorizarmos muito bem o que realmente nos importa. E mais uma vez, Jesus tem as palavras: Mateus 6,33 – “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.” Estes são ensinamentos muito sérios e muito imprescindíveis na vida das pessoas. Tanto é que os pais precisam desde a mais tenra idade de seus filhos transmitirem os ensinamentos celestes tão necessários para a salvação das almas. Não há outra saída, não há outra maneira de chegar aos céus, não existe uma verdade que seja analgésica e não cobre um comprometimento com a cruz. O cristianismo nos concede a cruz, porque a dor é filha do amor. Certa vez Santa Faustina Kowalska impressionada com a grande vida de oração e práticas católicas que uma freira idosa do convento em que vivia praticava, motivada por tão tocante modo de agir com relação as coisas de Deus se dirigiu até sua irmã de convento e lhe transmitiu sua admiração pela vida que levava. Ao que a senhora lhe respondeu: “ninguém está dispensado da luta”. Assim precisamos ser com nossos filhos. Eles precisam aprender e entender que não importa o momento em que vivem, existe o tempo para tudo. Para estudar, para ajudar em casa, para dormir, para se comportar e prioritariamente para se dedicar às coisas do céu, as coisas que não passam, responsáveis por nos levarem ao paraíso.
Uma das maneiras de se fazer com que filhos aprendam sobre as coisas do céu é participando junto com eles das atividades religiosas e relacionadas com a religião. Rezar junto com os filhos, dar-lhes catequese em casa, ler com eles a bíblia, rezar o rosário, participar da santa missa juntos, comportar-se no dia a dia conforme lhes é ensinado em casa. Ser exemplo, não só falar, mas também fazer e juntos. Os pais não devem deixar a cargo da igreja o aprendizado do evangelho aos seus filhos. Este mandato foi dado por Deus, endossado por Jesus e confirmado pelos apóstolos: Deuteronômio 6,6-7, Marcos 16,15 e Efésios 6,4. Eu, catequista que sou a muitos anos, vez por outra nas atividades que exerço pelas paróquias que tenho passado e sobretudo mais recentemente, tenho envolvido a família nas atividades que faço cujo objetivo sempre é levar, como nos disse Jesus, a palavra de Deus a toda a criatura. Nas fotos deste artigo, se retrata o episódio em que eu minha filha mais velha Yasmin, estamos a apresentar um espetáculo de mímica para a turma da catequese da preparação próxima para a primeira comunhão. Apresentação essa que aconteceu no meio do último encontro e por conta disso o ensino não se limitou apenas a atividade cênica. Foram dias de leituras bíblicas para se entender o que se ia representar, ensaios para compreender o que se queria passar. O que era o certo, qual a mensagem nos exemplos interpretados. Um simples encontro que durou cerca de uma hora e trinta minutos gerou um total de muitos dias antes e depois do evento. Exatamente quando vamos a santa missa, quando ela termina o que aprendemos nesse dia devemos praticar durante toda a semana, esperando ansiosos a chegada da próxima páscoa semanal. Assim, pais e filhos envolvidos e como família, podem desfrutar do que o céu tem a nos ensinar em todos os momentos e todas as atividades do dia a dia.

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fonte: Jefferson Roger

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