segunda-feira, 22 de maio de 2017

Uma reflexão sobre o Rosário

Para aqueles que acham que a oração do Santo Rosário ou até mesmo do Santo Terço é uma prática antiquada e monótona por ser repetitiva, iremos refletir um pouco sobre essa questão da repetição para concluirmos que muitas coisas planejadas por Deus em sua criação seguem o fator de continuidade das ações. Vejamos:

Para nos mantermos em estado de vida precisamos respirar, inspirando e expirando continuamente e repetidamente para movimentarmos nosso aparelho respiratório.

Nosso coração bate continuamente e repetidamente do mesmo modo, seguindo o seu ritmo para bombear o sangue que leva a vida para todos os cantos de nosso corpo.

A terra e a lua sempre seguem de forma continuada e repetida sua trajetória designada por Deus, desde os primórdios da criação.

Após o dia, acontece a noite, ano após ano, sempre ao mesmo modo, continuamente e repetidamente.

Ano após ano, passamos a cada três meses por uma estação climática. A primavera, depois o verão, em seguida o outono e depois o inverno, para a partir de então recomeçarmos da primavera, sempre assim, repetidamente e continuamente do mesmo modo.

E assim tantas outras coisas em nossa vida e ao nosso redor seguem o plano divino e muitas das quais, ninguém a seus respeitos as intitulou de monótonas e podem dizer que é porque são essenciais para a vida humana. Pois muito bem, da mesma forma precisa ser em nossa vida espiritual, já que somos um composto de corpo e alma, temos a mesma necessidade de repetir continuamente as mesmas orações, os mesmos atos de fé, de esperança e de caridade, para termos vida, visto que a nossa vida é uma participação continuada da vida de Deus. Quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinassem a rezar e receberam do mestre a belíssima oração do Pai Nosso, muito bem elaborada, diga-se por sinal, e nem poderia ser diferente vindo de quem veio, Nosso Senhor Jesus Cristo não colocou prazo de validade nesta oração ensinando que mais tarde ela deveria ser substituída quando passados um número de vezes que ela foi recitada porque ela teria se tornado antiga e monótona. Não foi isso que aconteceu.

Duas pessoas que se amam sempre estão a repetir as mesmas juras e atitudes de amor. Vão envelhecendo, mas muitas coisas permanecem entre elas. O novo consiste em se fazer de outra forma a mesma coisa e assim, a repetição e a monotonia não dão lugar “ao sem graça” porque o amor se transforma com o tempo, mas nunca deixa de se amor. O que falta, portanto, aos que acham a oração do Santo Rosário ou mesmo do Santo Terço monótona é o Amor. Sem amor tudo o que for feito não tem valor. Por isso, nos diz o Catecismo que os dez Mandamentos da Lei de Deus se encerram num só, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Os que rezam diariamente o seu Rosário são como os membros de uma família que todos os dias dispõem de alguns momentos para ficarem com seus familiares, para uma troca de companhia, para mostrar agradecimento, ajudar e trocar experiências e ensinamentos. É o intercâmbio e a troca do amor, de um para com todos, de todos para com um e entre todos. Na família, o reencontro no lar, depois de um dia de muitos acontecimentos para seus membros não é uma coisa qualquer, é motivo de celebração e agradecimento porque saímos cedo de casa e não sabemos se todos vamos nos reencontrar no fim do dia. O Rosário coloca uma direção e fornece uma disciplina mental e espiritual para quem o recita. O foco é Jesus e nessa meditação sobre seu evangelho vamos recorrendo a Maria Santíssima para que ela nos ajude a nos configurarmos ao seu filho, fazermos tudo que ele nos disser e vivermos segundo a vontade do Pai.

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fonte: Jefferson Roger

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