sexta-feira, 30 de junho de 2017

Tudo Errado!

Olá caros leitores, neste artigo irei colocar alguns comentários (apenas com algumas correções de português como “você” ao invés de “vc”, por exemplo) retirados de vários sites espalhados pela internet de psicólogos, psiquiatras, terapeutas e outras profissões. Realmente são vários pontos de vista e pode-se agrupar os depoimentos em alguns grandes grupos. O assunto em questão é o fato do resfriamento na relação sexual na vida dos casados e o tema teve o estopim partindo do homem. Opiniões diversas apontam para separações, traições, reparações e acomodações. A pesquisa mostrou que existe um equilíbrio muito grande nestes quatro grupos o que, como todos podem imaginar, torna o assunto polêmico. Resolvi neste artigo escolher os comentários de apenas uma linha de pensamento para depois refletirmos:

1- Cristina Mazaki Da Silva – “Invente futebol toda quarta-feira...”
2- Marcelo Galvão – “Situação difícil. Casamento sem sexo é igual um carro sem gasolina. Não vai pra lugar nenhum.”
3- Ronaldopeledentinho – “Cara das duas uma ou você é muito ruim de cama ou ela está fazendo com outro e você ficando na seca.”
4- Jão do pé de feijão – “Acho que 98% dos homens estão assim. Mulher tá parecendo pescador, lança a isca e depois que pega o peixe para de alimentar ele.”
5- RafaMaximo – “Eleve sua auto-estima, faça sua mulher se sentir ameaçada. Não perdoe caso alguma mulher interessante lhe dê condição, não seja fraco como eu. Você vai se arrepender depois.”
6- Ricardo Direto – “Amo minha mulher, porém ela também não me atende no sexo. Daí descobri o amor pelas prostitutas e toda semana procuro referido serviço.”
7- Pkasp – “Cara vou te dizer uma coisa, se sua mulher não gosta mais de você, esquece, sexo vai ser horrível pro resto da vida.”
8- Bocada – “Eu terceirizei, salvou meu casamento, Hoje, 30 anos depois, entrei no ritmo dela, uma vez por semana. As prostitutas foram a solução, aliás, foi a melhor coisa.”
9- Horzt Sievts – “Tenho o mesmo problema da MAIORIA dos casados, o DESINTERESSE SEXUAL por parte dela. Sabe o que fiz? Arrumei uma mulher que adora fazer sexo, e a gente transa muito gostoso, aliás a muito tempo não transava tão bem assim!”
10- Ual – “Tenha uma amante, resolve 100%. Experiência de quem sempre teve...”
11- Júnio FV – “Em primeiro lugar, a chance dela está te traindo é enorme. Em segundo lugar, tá fazendo o quê com essa mulher ainda?”
12- Ana Claudia P – “Pula a cerca direto. Sempre que tiver vontade e for possível.”
13- Vitordedeusptc – “O jeito é você procurar outra! De preferência uma novinha. Sua panela velha não faz mais comida boa!”
14- Rafael Augusto Pereira – “Convivo com isso já tem 17 anos (entre namoro e casamento tenho 33), a tortura psicológica que essa situação gera é absurda. Tem dias que não dá nem vontade de acordar de tão frustrante é.”
15- Tucuju – “É chifre. Não deu conta do recado, quem tá procurando outro, é ela.”
16 – Azulcrina – “Independente dela querer ou não, a vida toda pulei a cerca e não me arrependo por isso. Uma mulher diferente é sempre mais gostoso a transa.”
17- Dudoxxx – “Uma coisa é fato, mulher gosta de transar com o namorado não com o marido.”
18- Igoissilva – “não existe mulher que não quer fazer sexo, existe mulher que não quer fazer com o marido, já com outros...”
19- Ao vivo e a cores – “Pegar uma garota de programa bem mais gostosa que a esposa, ir para um motel, fazer um programaço, pagar, não ouvir reclamações ou críticas e chegar em casa tranquilinho da silva.”
20- JP_VAM – “Não perca tempo com blá-blá-blá que você ainda será acusado de ser insensível. Se não for pular a cerca, conforme-se. Mas olho vivo, é a idade que a mulher gosta de experimentar mel diferente.”
21- Fishingman – “Vou te dar a solução. Dá uma boa vasculhada na vida dela que você vai descobrir que ela já arrumou outro faz tempo e só você não sabe.”
22- Omolk – “Arranje outra pois, mulher quando enjoa, enjoa mesmo e vai ser difícil voltar ao que era.”
23 – Padrão 10 – “Minha mulher é 6 anos mais nova, muito bonita e gostosa. Mas é devagar que só ela. Estamos casados há 15 anos e sofro desde o início por causa disso. E ela também é muito monótona na cama. Depois de muita conversa e até briga, percebi que não tinha jeito e comecei a resolver a parada do meu jeito: saindo com garotas de programa. As brigas pararam, mas meu tesão por ela não. Ela é gostosa demais, e era um martírio ter um mulherão do seu lado e não poder usufruir por completo.”
24- Djalma Jorge – “Meus avós já diziam: amor sem beijo é macarrão sem queijo.”
25- MaríliaMamá – “Mulher acima dos trinta já cansou do arroz com feijão e de ter que parar tudo quando os filhos batem na porta.”

Pessoal e a lista poderia ir mais longe mas já podemos notar que tanto homens quanto mulheres que defendem esses tipos de atitudes demonstradas nos comentários parecem apontar para uma solução com raízes egoístas. Me sirvo para encerrar o artigo de duas passagens bíblicas que confrontam e defendem o contrário:

Filipenses 2,4 – “Cada qual tenha em vista não os seus próprios interesses, e sim os dos outros.”

Atos 20,35 – “É maior felicidade dar que receber!”

Deus nos ensinou e espera de nós que não sejamos egoístas e sim humildes para reconhecermos nossos erros e sabermos conviver com os erros dos outros e as diferenças mútuas a fim de que juntos, sempre juntos e com o auxílio divino, se possa caminhar numa felicidade que agrade o casal e agrade a Deus.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Pacientes em Deus

Não há como negar que o composto de corpo e alma denominado de ser humano por conta de suas particularidades e diferenças dentro da própria espécie, caminha sob um pesado fardo que lhe cobra diariamente no mínimo, o máximo de esforço. Todos sabemos que nunca foi fácil e nunca nos foi prometido alguma facilidade por parte de Jesus. “Se me perseguiram, perseguirão vocês.” E a lista dos que perseguem os filhos de Deus, sem dúvida alguma começa pelo diabo, o mais interessado de todos em que não consigamos entrar nos céus. E que batalha pois quanto mais tempo Deus nos concede de vida para nos santificarmos por aqui neste vale de lágrimas, mais tempo tem nosso inimigo para investir fogo pesado contra nossas armadas.

Meio paradoxal ou contraditório, mas são desígnios divinos que não nos cabem entender (Deuteronômio 29,29. Se fizermos uma lista de coisas que não são como gostaríamos que fossem precisamos arrumar tempo para isso porque a lista de qualquer um com certeza é muito grande. Muita coisa não acontece como gostaríamos, muitas coisas acontecem exatamente como não gostaríamos que acontecessem. Nos colocamos em alto grau de exigência e análise quando se trata dos outros mas com relação à nós mesmos somos bem coniventes e autoindulgentes. Queremos sempre ser perdoados e prioritariamente por Deus mas, não fazemos questão de perdoar aqueles que não passam em nosso rigorosíssimo teste de retidão.

Retidão exigida para os outros, leis e regras aplicadas para os outros. Para nós mesmos nossa habilidade para nos desculparmos é imediata em colocar sobre nossas próprias cabeças panos quentes para abafar nossa conduta que tantas vezes desagrada a Deus. E o tempo passa e os outros insistem em agir como não queremos e ficamos a reclamar. Não olhamos que estamos do mesmo jeito agindo da mesma maneira e não mudamos para melhor. Olhamos para os próprios interesses, nosso próprio umbigo e não erguemos a cabeça para fixarmos olhar na eternidade, nas necessidades do próximo e nos nossos erros.

Insistimos em sermos “homens velhos” e não queremos nascer de novo porque precisamos pagar o preço que tem em seus ingredientes a renúncia diária e a cruz de cada dia. Ficamos tristes porque não nos alegram mas esquecemos que “primeiro devemos nos importar com o que agrada ao próximo, com os interesses do próximo” – Filipenses 2,4. Afinal, se agirmos assim compreenderemos que “existe mais alegria em dar do que em receber” – Atos 20,35.

Nosso esforço para melhorar quando muito o fazemos ainda assim ele não passa pelo campo da renúncia, aceitação e doação. Queremos que sejam pacientes e compreensivos conosco mas não queremos ser assim com as pessoas. Dessa forma cultivamos um estado vitalício e permanente de egoísmo e amor próprio doentio. Não podem frutos contaminados produzir algo saudável. É preciso sempre permitir que nossas vidas sejam capitaneadas por Jesus. Não somos bons estrategistas e nem bons soldados para enfrentarmos tudo sozinhos (João 15,5). Necessitamos colocar tudo sob sua tutela e o auxílio de Maria Santíssima. Se temos alguma coisa para reclamar, que não reclamemos para alguém, primeiro devemos colocar nossas questões para Deus (rezar). Ele sempre irá nos responder e nos ajudar. As vezes sua ajuda vem em forma de silêncio e de um tempo que muito nos angustia. Devemos ser “alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração – Romanos 12,12. E como Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, devemos oferecer tudo a Deus, tudo que nos acomete, física e espiritualmente pois assim iremos caminhar no modelo de Cristo (1ª Coríntios 11,1) e seguirmos rumo a perfeição esperada pelo pai (Mateus 5,48).


fonte: Jefferson Roger
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terça-feira, 27 de junho de 2017

A opressão

Se existe uma coisa que o diabo e o mundo gosta de fazer é oprimir pessoas. Oprimir é fazer pressão, é sufocar, é pressionar, é exercer força coercitiva sobre uma situação ou alguém. Primeiro a pessoa é atacada pela opressão, que pode perigosamente se elevar ao patamar da depressão em alguns casos. O sujeito é pressionado pelos padrões da sociedade e essa opressão faz com que ele tente organizar sua existência conforme essas exigências. Se não conseguir, essa frustração irá desloca-lo da sociedade e a depressão poderá bater às portas. Ou então a pessoa se impõe uma auto exigência em forma de opressão, cobrando de si um comportamento ideal que não está ao seu alcance. Por não ser tangível e palpável a derrota sucessiva de suas tentativas poderá também lhe causar a depressão.

Seja como for, ao cristão uma coisa precisa ficar bem clara. Sozinho não conseguimos (João 15,5). Se não pedirmos ao Espírito Santo o dom da fortaleza, nossos problemas, dificuldades, tribulações e provações poderão terminar acabando conosco. Mais uma vez, sozinhos não conseguimos. A batalha existe, ela está aí para ser lutada, acoados num canto escuro, encolhidos esperando a poeira baixar não vai adiantar nada. Não basta evitarmos o mal, precisamos fazer o bem. Não basta suportar a opressão é preciso combate-la.

Assim como as doenças quando se instalam no organismo são combatidas pelos anticorpos e pela ajuda da medicina, da mesma maneira o combate não deve ser vivido de mãos vazias. Ao nosso dispor nosso criador nos deixou muitas coisas e muitas pessoas.

Deus nos enviou seu filho Jesus e ele disse que estará conosco todos os dias até o fim dos tempos. Jesus Cristo nos deixou sua igreja e os sacramentos. Aos pés da cruz Jesus nos confiou a sua mãe Maria Santíssima. Quando nascemos, Deus nos colocou sob a ajuda permanente do Anjo da Guarda. Deus nos concedeu a graça da comunhão dos santos. Nossa Senhora nos deu o Santo Rosário. Jesus nos deu a Eucaristia. Recebemos da sua igreja a bíblia sagrada. Jesus ascendeu aos céus e nos enviou o Espírito Santo. Precisamos de mais? Claro que sim, precisamos é ter vergonha na cara e parar de colocar todo esse auxílio divino, arsenal estupendo de lado e tentarmos orgulhosamente e miseravelmente enfrentar uma batalha com unhas e dentes onde cabe um esforço muito maior.

O diabo nos oprime, sutilmente, mas oprime. Digo sutilmente porque ele não pode empreender um ataque direto contra uma alma. Ele precisa atacar pelos flancos, pelas beiradas. Precisa pressionar aos poucos, um pouco aqui, um pouco ali, para experimentar a pessoa e ver onde é que ela cede, onde está o seu ou os seus pontos fracos. A batalha é feita de várias lutas pontuais. Precisamos sempre, como nos recorda São Paulo em sua carta aos Coríntios, tomar cuidado quando estamos de pé, para que não caiamos. Não sabemos quando é o ponto final dessa etapa de nossas vidas mas sabemos que ele será colocado pelo justo juiz, sentado a direita do pai, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Não devemos achar que a exigência do amor divino seja vista para nós como uma constante opressão. Assim quer o diabo que pensemos para que, unidos a ele, nos “libertemos” do fardo religioso e das proibições celestes para podermos viver aqui na terra como se ela fosse um lindo e grande parque de diversões, um paraíso sem Deus. Cuidemos, se ficarmos com a mente e o coração embotados não iremos enxergar o que precisamos e o que iremos ver é o que agradará apenas os sentidos. Cuidemos com o que agrada nossos sentidos. Nossos sentidos precisam ser agradados e agradar a Deus, não nos agradar e servir ao deleite de satanás.


fonte: Jefferson Roger
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O abraço do mal

Muitas pessoas tendem a ceder quando seduzidas pelos três inimigos da alma no que se refere ao rigor em definir o que é errado, o que não faz bem e o que é mal, puramente mal. Muitos tentam relativizar o mal e afasta-lo da sua natureza intrinsicamente pura. Como se existisse um mal que não faz tanto mal começam a viver em suas vidas um namoro com muitas formas de maldade que por se disfarçarem com uma roupagem mais atraente oferecem exatamente aquilo que os autoconvencidos devoradores de prazeres pecaminosos mais querem que é acalmar seus corações e consciências em relação ao que decidiram para suas vidas.

Os santos já diziam que o diabo é como um cachorro acorrentado, não se aproxime demais, senão serás mordido! Portanto, o diabo e tudo que dele provém, e esse tudo é essencialmente mal, pois ainda que ele fosse amigo de alguém, seria o chamado amigo da onça. O diabo não dá ponto sem nó e na verdade suas ofertas são tão tentadoras porque ele não cobra muita coisa já que sabe que nossa liberdade em aderir a sua revolta irá nos custar o salário do pecado. Ele é esperto e sabe envolver a quem lhe der ouvidos. Seus assuntos despertam muitos interesses porque sempre estão em sintonia com aquilo que as pessoas pedem a Deus e não recebem e ele, prontamente, está ao nosso dispor para preencher as lacunas divinas.

Problema, as pessoas recebem tudo que pedem a Deus quando esse tudo está relacionado com a salvação de suas almas. Se não recebem o que pedem é porque o que pedem não irá contribuir para sua salvação. Então prontamente e mais do que ligeiro, satanás, como um camelô no meio da rua em Cidade de Leste no Paraguai, aparece em sua frente trazendo na mão, olha só, que coincidência pensa você, exatamente aquilo que você queria que Deus, o desmancha prazeres, te concedesse. Mas olha só, pintavam o diabo como um ser malvado mas vejam, ele quer minha felicidade e que eu aproveite todas as coisas boas da vida e seus prazeres. Deus é mesmo um enganador, quer me conceder alegrias na medida de meus sofrimentos. Que bom que acordei dessa mentirada toda chamada de religião católica.

Assustador não é mesmo! Esse tipo de guinada, infelizmente muitos na vida cometem. Deus passa de salvador a castigador num instante. Isso aos olhos e conceitos pessoais e egoístas e para a alegria do demônio, que vê mais um servo de Deus se debandar para o lado do lamaçal dos pecados. E assim, nesse abraço envolvente, tão acolhedor e tão preenchedor de vazios carnais e materiais, as pessoas vão se “vendendo” sem se dar conta, achando que seu intelecto está a comandar tão sabiamente os rumos e caminhos de suas vidas. Pobres delas, não colocam um olhar espiritual e sobrenatural em suas vidas e suas existências e assim não só caminham de mãos dadas com o inimigo da alma, como caminham abraçados ternamente e afavelmente com o pai da mentira, aquele que vem para destruir, matar e roubar.

Portanto, não importa quão bela e atraente seja a aparência do pecado, ele sempre será pecado. Não podemos escolher pagar o preço em achar que não existe condenação depois desta vida e que podemos viver desregradamente como nos convém. Como é possível não acreditarmos que existimos em corpo e alma e que depois que morrermos pronto e acabou? Ou ainda, como podemos acreditar que vamos vivendo várias encarnações até evoluirmos para um estado cósmico transcendental de perfeita união com o universo e que, conforme nosso proceder, iremos demorar mais ou menos para alcançarmos os níveis mais elevados de nossa existência? Não devemos, como nos diz as cartas apostólicas acreditar num evangelho diferente daquele que por eles foi pregado e que veio do próprio Cristo. Nos parece, se bem investigarmos, que boa coisa não é arriscar um pós morte vivendo segundo princípios egoístas ou ainda vivendo segundo uma auto crença que não se submete a uma força maior. Existe muito perigo ao católico em apostar às cegas quando nossa existência e nossa meta está historicamente apontada e comprovada pelos escritos sagrados.


fonte: Jefferson Roger
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O mundo em nossas vidas

No Livro da Sabedoria capítulo 17 aprendemos que as pessoas que caem no erro, tornando-se almas grosseiras por acharem que seus secretos pecados ficaram escondidos sob o véu sombrio do esquecimento, manifestam um comportamento que os mantém ligados ao mal, uma vez que aceitam a privação do auxílio (o auxílio de Deus). Dessa forma enquanto a luz do mundo (Jesus) brilha para aqueles que o temem, os que já escolheram sua recompensa, vivendo das escolhas mundanas caminham em vida sobre o leito das trevas que mais tarde irá os acolher caso não haja, neste tempo de graça, uma sincera e verdadeira conversão.

Pois muito bem, Jesus nos fala desse modo quando cita que os fariseus já haviam recebido suas recompensas em virtude das escolhas e atitudes que praticavam. O mundo, criação bela e divina, que tem a missão de nos abrigar e servir é diariamente maltratada pela raça humana que, de forma egoísta, não enxerga nela a centelha do dedo criador de Deus. No livro do Gênesis aprendemos que tudo foi criado para o homem e que para o homem submetesse. Porém este homem não foi criado burro mas, muitas vezes ergue seu queixo e estufa seu peito agindo de modo que para ele muita coisa do que faz é benfeita mas, aos olhos do “dono”, não passa de desdém, mau uso e pouco caso da maravilhosa criação que nos cerca e que é maltratada e sujeitada ao bel prazer. E isso inclui também as pessoas.

Como bem sabemos o colorido do mundo se apresenta de várias formas. Existe o Colorido e o colorido. Num olhar lançado ao vislumbre da natureza em sua fauna e flora, conseguimos admirar a tamanha beleza e diversidade de tudo. Felizes de nós que podemos contemplar tudo isso, o colorido do mundo. Agora, existe também em nossa realidade algo muito maior a se contemplar no campo espiritual. Esse Colorido ao católico muito importante é: são o vermelho, o branco, o laranja e o preto. Vamos refletir.

Jesus nos ensinou através de Santa Maria Faustina Kowalska que no alto da cruz, nasceu a igreja católica quando a lança perfurou seu coração. Sangue e Água jorraram de seu peito aberto. Vermelho e Branco. O sangue simbolizando o maior dos sacramentos: a eucaristia, e a água simbolizando o batismo, o mais importante dos sacramentos. Depois aprendemos que em Pentecostes a igreja se tornou católica quando o Espírito Santo desceu no cenáculo aos apóstolos e Maria como línguas de fogo. O fogo abrasador de Deus que santifica, purifica e condena (através das provações, satisfações e expiações) nesta vida, no purgatório ou no inferno. Já o preto é sinal de trevas. Para lá se destinam todos que não querem andar na luz do Cristo. A escuridão se encontra na vida das pessoas que se escondem diariamente para cometerem seus pecados. A escuridão acoberta com seu manto toda a luz oferecendo uma imitação barata de felicidade e prazer que irá nos transformar, caso aceitemos a proposta do diabo, em pessoas inimigas de Deus (Tiago 4,4) e com isso todo o brilho que vem da luz de Cristo deixará de iluminar o caminho que nos conduz à porta estreita.

O mundo é um lugar sombrio, o mundo é um lugar bom de se viver. Como pode o mundo ser duas coisas aparentemente contraditórias? Pode porque Deus permite. É um lugar bom de se viver porque aqui temos tudo que precisamos. O problema é que aqui o diabo se mete e tenta nos fazer crer que aqui é um lugar que podemos ter tudo que queremos e aí reside o cabo de guerra. Temos que viver felizes com o que precisamos e temos e não precisamos ter tudo que queremos para sermos felizes. O mundo não se cansa de nos ofertar coisas nos alegando que precisamos delas se quisermos ser felizes. Deus disse que devemos buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça e tudo o mais nos será acrescentado. Eis o cabo de guerra, eis duas propostas, eis o bem e o mal apresentado a nós. Nos cabe uma escolha.

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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 26 de junho de 2017

Sempre pelas Famílias

Cuida do seu povo e da sua religião, nos ensina Deus através do primeiro livro de Macabeus 3,43. Nosso povo começa dentro de nossa casa, é a nossa família. Pelos filhos, marido e esposa, devemos por amor a Deus, nos empenharmos para seguir o que ele nos ensina em Deuteronômio 6,6-7. Os pais sabem que o que de melhor podem oferecer aos seus filhos, sem sombra de dúvida alguma, é Deus. E não devem deixar a criança crescer para decidir por conta própria, devem, o quanto antes, inserirem no coração dos pequeninos, de forma muito sólida e enraizada as verdades que não passam, assim, eles irão crescer acostumados a fazerem parte do rebanho do Senhor. Será natural para cada um viver feliz e contente, libertos do pecado, sofrendo as provações que por amor são enviadas para um dia, depois de sua caminhada neste vale de lágrimas e suas obras, serem eternamente felizes no reino que para todos Deus preparou.
Neste final de semana, mais um evento dessa natureza aconteceu na Paróquia São Rafael, em Curitiba-PR. A turma da catequese infantil, comandada pelos catequistas Ygor e Nicoli, participaram de um encontro com seus pais onde lhes foi apresentado o tema Sagrada Família em nosso contexto. Durante o encontro, aconteceram palestras, roda de conversações e contação de histórias, apresentação teatral, reflexões e confraternização. Com maestria o organizador do encontro, o Ygor, acolheu a todos e de forma muito bonita, simples e direta soube conduzir com muito amor e dedicação ao que faz, todos os participantes durante a hora e meia que muito rapidamente passou. A Nicoli, com sua simpatia e muito carinho para com os pequenos criou no encontro o clima familiar, como acontece em casa quando pais e filhos se sentam ao redor da mesa para conversarem sobre as coisas da vida e como foram seus dias. Nada escapou ao olhar atento dos pais e seus filhos. O dinamismo do encontro evitou a monotonia e a seriedade do tema foi transmitida de forma que, tanto pais quanto filhos, puderam aprender mais sobre o que muito é importante para Deus: a Família.
Também para reflexão foi apresentado pelo catequista Jefferson e sua filha Yasmin, uma história contada em forma de mímica sobre o ponto de vista da criança que ainda não nasceu. De forma muito bonita os presentes acompanharam a reflexão que pais e filhos podem fazer sobre o impacto que seus comportamentos têm em suas vidas e na vida dos que os cercam e em relação a Deus. Mais uma vez, não houve barulho, não houve algazarra, não houve conversas paralelas, não houve celulares roubando a cena. As pessoas que lá estiveram sabiam o que estavam fazendo lá, sabiam porque estavam lá e sabiam o que queriam colher dali. E assim, mais uma vez a catequese cumpre seu papel, com o auxílio e participação dos pais levou aos corações, num esforço em conjunto, guiados pelo Espírito Santo e de forma muito descontraída, um pouco mais do que é tão importante sobretudo, nos dias em que vivemos, onde o mundo e seu mal, muito bem organizado, insiste em afastar da vida das pessoas: Deus e seu plano de amor. Deus nos pensou como família e se fez família nascendo em Belém, do ventre da Virgem Maria. Jesus, Maria e José, a Sagrada Família, modelo de família para todos sem exceção não deve jamais ser deixada de lado porque se pais não se comportarem como São José, se mães não se comportarem como Maria Santíssima e se os filhos não se comportarem como o Menino Jesus que (Lucas 2,48-52) era submisso e obediente aos pais, brechas são enxergadas pelo demônio para, como uma fumaça, penetrar no seio da família e instalar o seu mal. Cuidemos, portanto, do que Deus nos concedeu, a família. Ela nos ajudará a irmos ao céu e cada um de seus membros se ajudarão mutuamente a alcançarem o paraíso.


fonte: Jefferson Roger
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Me disse um Sacerdote...

Olá caros leitores; certa vez em meio às muitas confissões e direções espirituais que fazemos em nossas vidas, os servos de Deus, os denominados sacerdotes, que têm a missão de apascentar as ovelhas do Senhor, trazem até nossos corações e mentes muita luz para nós, enquanto membros do corpo de Cristo e membros de nossas famílias, para que possamos fazer como Cristo fazia. E porque ele fazia o que era de agrado do Pai, o Pai sempre estava com ele. Pois bem, também o fazem do mesmo modo quando escrevem bons livros e dão belas palestras. Enfim, os sacerdotes são um grande presente que Deus nos deu. Nossa Senhora nos confirma isso em suas aparições e nos recorda que devemos rezar muito por eles. Afinal, vemos muito claramente no mundo em que vivemos o quanto a fraqueza humana e o diabo nem a eles poupam.

Seja como for, e as coisas são assim mesmo pois quem fala o contrário não compreende de forma completa o papel que eles e agora incluo todos os membros da igreja de Cristo possuem dentro dela. Os dons são distribuídos pelo Espírito Santo, como quer e a quem quer para o bem comum. Isto encontramos nas cartas apostólicas. E sendo como fica ensinado não devemos nunca, seja no agir, falar e ouvir, nos comportarmos de forma egoísta dando crédito apenas para nossas vontades e desejos. Essa atitude egoísta perigosamente anda pelo campo dos pecados porque todo pecado é uma forma de idolatria, já que preferimos alguma coisa, algo ou alguém no lugar de Deus.
O “cair em tentação” se analisado com muita rigidez é uma forma de dizer que “aceitamos” a proposta do inimigo porque ela atende melhor nossos desejos egoístas do que a proposta de Deus que cobra um preço muito alto e ainda exige de nós uma renúncia completa (Lucas 9,23). Rezo, rezo e rezo a Deus, peço, peço e peço e não recebo na medida que quero e preciso (acho precisar). Então acontece um cenário que por culpa nossa favorece o diabo. Como não existe segredos entre nós e Deus porque ele vê os corações e mentes e a satanás isso não lhe é facultativo porque este não tem esse poder, o encardido fica do lado de fora tentando adivinhar o que se passa dentro de nós. Mas, infelizmente, nós facilitamos para ele porque, falamos o que sentimos e pensamos, damos ouvidos ao que nos infla os desejos, olhamos com um olhar impuro e agimos como não convém.
Dessa forma, como o diabo não é surdo e cego, percebe nossas pistas comportamentais e trata de promover o ambiente propício para que nossas quedas, que foram procuradas, aconteçam. Desatentos e distraídos queremos inventar uma maneira de servir a dois senhores, nossos caprichos e vontades e a vontade de Deus. Não vai dar certo, sabemos bem disso e lamentavelmente em nossa miséria e fraqueza tentamos sozinhos (João 15,5) combater um bom combate desprovidos de tudo. Já entramos derrotados.

Vigilância e oração constantes, nos ensinou Jesus. Constante é 100% do tempo. É algo como, analogicamente falando, colocar esse comportamento geral no piloto automático. O coração não bate só quando queremos, ele bate sempre. Os pulmões não inflam só quando queremos, eles inflam sempre. Não devemos vigiar só quando queremos, devemos vigiar sempre. Nas ocasiões de pecado umas das grandes armas que temos é a nossa família, são nossos filhos, nossa esposa e nosso marido. Neles devemos pensar quando a tentação se apresenta. Devemos trazer na mente a imagem da esposa que vê no marido, um homem fiel a ela, aos filhos e a Jesus. Devemos trazer na mente a imagem do marido que vê na esposa, uma mulher fiel a ele, aos filhos e a Jesus. Devemos trazer na mente a imagem de nossos filhos que veem na imagem dos pais, um porto seguro e pessoas fieis a eles, entre si e a Jesus. Com certeza lembrar do olhar sincero e do abraço apertado que recebemos de quem faz parte de nossa família nos impede e nos tira toda a “coragem” e vontade de desagradar a Deus pecando e traindo o seu amor e o amor daqueles que nos amam. Desgraça maior não há do que manchar corações em que moramos dentro deles pois as consequências são muitas, são graves e são eternas.


fonte: Jefferson Roger
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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cristãos x Ateus

Caros leitores, outro assunto que é muito polêmico e que ao meu ver só será encerrado de forma definitiva quando o salvador da humanidade, o justo juiz, colocar a termo a etapa final deste vale de lágrimas, apresentando por ocasião do juízo e antes do prêmio ou condenação, o seu evangelho. A todos que decidem pagar o preço em não se admitir a existência histórica e incontestável do messias terão suas oportunidades para explicar pessoalmente a Jesus, porque não creram nele. Basta aguardar. Pois bem, como o assunto é muito polêmico e de vasto material, vamos ficar por aqui apenas no que é essencial e vale lembrar, dentro do campo católico, haja vista a origem e o apostolado deste blog.

O marco histórico e tão influenciável até os dias de hoje é algo impressionante na vida da humanidade. A grande maioria populacional conhece Jesus Cristo, pelo menos de ouvir falar. Outro grupo de pessoas o conhece através dos escritos bíblicos. Porém, o que é de grande importância, é que muitas pessoas não adeptas do cristianismo atestaram para fins históricos a sua existência como pessoa que passou por esta terra. No evangelho de Lucas 3,1-2 a história se começa contextualizando historicamente o cenário onde tudo estava a acontecer:

“No ano décimo quinto do reinado do imperador Tibério, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias tetrarca da Abilina, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra do Senhor no deserto a João, filho de Zacarias.” Pois bem, com o crescimento significativo do número de ateus no mundo, crescem também as tentativas de negação da existência de Jesus de Nazaré, chamado "o Cristo", como personagem histórico. É óbvio que um dos maiores sonhos de todo ateu ativista sempre foi o de poder, um dia, ver a ciência "provar" que Jesus de Nazaré nunca existiu, que foi apenas um mito criado com algum propósito delirante.

É fácil encontrar, entre ateus militantes, os mesmos erros que tanto condenam nos religiosos radicais: extremismo, negação ou desconsideração dos fatos, aquele típico ar de superioridade de quem não se admite capaz de errar. Impressiona o sentimento genuinamente "religioso" que move muitos dos céticos mais ferrenhos. Eles acreditam piamente que livrar o mundo da “superstição” e da “ignorância” é sua missão de vida. Muitos ateus acreditam que desmoralizar as religiões é a melhor coisa que um ser humano realmente consciente poderia fazer para tornar o mundo um lugar melhor. Na opinião de muitos deles, a religião e a fé em Deus são os piores venenos que já existiram no mundo. No entanto, vamos conhecer alguns relatos históricos e não bíblicos à cerca da pessoa de Jesus Cristo:

Josefo, historiador judeu que viveu até 98dC escreve no seu livro Antiguidades Judaicas que “Por esse tempo apareceu Jesus, homem sábio que praticou boas obras e cujas virtudes eram reconhecidas. Muitos judeus e pessoas de outras nações tornaram-se seus discípulos. Pilatos o condenou a ser crucificado e morto. Porém, aqueles que se tornaram seus discípulos pregaram sua doutrina. Eles afirmam que Jesus apareceu a eles três dias após a sua crucificação e que está vivo. Talvez ele fosse o Messias previsto pelos misteriosos prognósticos dos profetas.”(Josefo, Antiguidades Judaicas XVIII, 3,2)

Plínio, o moço, romano procônsul na Asia Menor, escreveu em uma carta dirigida ao imperador Trajano: “Os cristãos têm como hábito reunir-se em um dia fixo, antes do nascer do sol, e dirigir palavras a Cristo como se este fosse um deus; eles mesmos fazem um juramento, de não cometer qualquer crime, nem cometer roubo ou saque, ou adultério, nem quebrar sua palavra, e nem negar um depósito quando exigido. Após fazerem isto, despedem-se e se encontram novamente para a refeição…” (Plínio, Ep. 97) Lembrando que o citado Plínio era um perseguidor de cristãos, que punia ou executava qualquer um que confessasse o nome de Cristo. Se Jesus fosse um simples mito e sua execução uma mentira, sem nenhuma dúvida Tácito o teria relatado e divulgado a plenos pulmões, pois seria de seu máximo interesse. Jamais teria ele ligado a execução de Jesus aos líderes romanos. Esses escritos, portanto, apresentam Jesus como personagem real e histórico, indubitavelmente.
Outro historiador romano, Tácito, reconhecido pelos modernos pesquisadores por sua precisão histórica, escreveu sobre Cristo e sua Igreja: “O fundador da seita foi Crestus, executado no tempo de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos. Essa superstição perniciosa, controlada por certo tempo, brotou novamente, não apenas em toda a Judéia… mas também em toda a cidade de Roma…” (Tácito, Anais XV,44)

Como vemos negar a confiabilidade de todas as fontes que citam Jesus seria negar todo o resto da história antiga, e, seguindo essa mesma linha de raciocínio, teríamos que duvidar também da existência histórica de uma infinidade de homens e mulheres célebres, como Platão e Alexandre Magno, por exemplo. Sendo assim caro leitor, você que abraçou a fé em Jesus Cristo Ressuscitado, filho do Deus Vivo não tem o que temer, porque toda a criação, toda a séria ciência e toda a mente brilhante que busque a verdadeira verdade, comprova que tua vida tem sentido e objetivos voltados para a eternidade. Pensar como os ateus que acham que não possuímos almas e que com a morte tudo se vai, ou ainda achar que seremos admitidos a outra realidade cósmica que não depende do Deus criador de todas as coisas visíveis e invisíveis é achar que somos nosso próprio deus, condutor de nossas vidas sem influência de nenhuma divindade. É não se render a magnitude divina porque esse Deus não faz as coisas ao meu modo e sim ao dele. Então me revolto, me rebelo e vivo minha vida feliz e contente sem nenhuma regra de “pode e não pode”, sem ninguém que me aponte ou condene e que me presenteie se eu me humilhar e, detalhe, me ame de uma maneira que eu não entendo. Dizem os ateus que Deus não salva pessoas, pessoas salvam pessoas pois Deus não existe. E por isso dizem que têm fé nas pessoas e falando dessa maneira desconhecem que fé “é a certeza a respeito daquilo que não se vê”. Jesus disse que bem-aventurados aqueles que crerem sem terem vistos. O debate é extenso e como disse no início do artigo não vai se encerrar nesta terra porque a questão é um intenso cabo de guerra onde cada lado defende sua verdade. Aos ateus o nosso respeito sem preconceitos e a nós católicos a nossa certeza nas palavras do Deus que disse que “Eu sou o vosso Deus e não mudo” – Malaquias 3,6 – “Minhas palavras não serão revogadas” – Isaías 45,23. Fiquemos com “A Verdade”.


fonte: Jefferson Roger e ofielcatolico
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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ser encontrado por Jesus

Escreveu o Papa Bento XVI em sua encíclica Deus caritas est a seguinte colocação: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.” Pois bem caro leitor, ser católico é, entre tantas coisas, ter-se encontrado com Cristo e, a partir desse encontro, lutar para mudar de vida, visto que a própria existência ganha um sentido. Ou melhor, muito mais do que um simples sentido, a vida ganha O Sentido único de todas as coisas. Diversas vezes somos levados a crer que encontramos a Deus devido aos nossos próprios esforços. Esse modo de pensar é perigoso, pois podemos cair no erro narrado no capítulo 11 do Livro do Gênesis (episódio da Torre de Babel) que narra como os cidadãos do mundo quiseram construir um caminho para o céu, onde imaginavam que Deus, literalmente, habitava, supondo que assim poderiam alcançá-lo, com suas próprias mãos e forças, para que seus nomes ficassem gravados para sempre na História. É óbvio que a ação humana é necessária para encontrar a Deus, porém, nós não somos os primeiros na ordem do amor. São João narra isso de forma clara no versículo 10 do capítulo 4 de sua primeira Carta:

“Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.”

Isso se faz necessário conhecer para que não queiramos tomar o lugar de Deus, para que sejamos mais humildes e aceitemos a nossa posição de criaturas e, assim, possamos iniciar uma verdadeira vida espiritual, uma vida de intimidade com Deus. Resumindo: Deus o amou, caro leitor mesmo antes da sua conversão, mesmo antes de você ter alguma noção de que estava pecando, mesmo antes de você rezar o santo Terço... Deus já o amava, mesmo enquanto você rolava na lama do pecado! Pois bem, Nosso Senhor tem cuidado de nós desde o momento em que nascemos, e dispensa as graças necessárias para que possamos encontrá-lo. Ora, afirmo isso com certeza, porque Ele mesmo veio ao nosso encontro, e não há maior graça que essa, conforme é narrado no Evangelho segundo São Lucas na passagem das cem ovelhas e da dracma perdida – Lucas 15,4-10.

Enfim, nós somos essa dracma perdida, nós somos a ovelha perdida que Deus buscava encontrar! Deus já nos procurava, mesmo que não nos déssemos conta de sua existência. O SENHOR não é um “deus passivo” que não se move e permanece em seu “descanso sabático” até que suas criaturas lhe alcancem... Não. Deus é Amor e o amor é ativo, o amante não repousa até se unir ao objeto amado; o amor verdadeiro é doação, e sua maior expressão é encontrada em Cristo Crucificado. Por isso entendamos que Deus não nos ama mais só porque agora somos menos pecadores, ou rezamos mais e praticamos alguns atos de piedade. Não sejamos presunçosos pensando que merecemos ser ouvidos porque agora alcançamos um alto nível de intimidade e amizade com Deus. Muito pelo contrário. Quanto mais amigo de Deus formos, mais humildes seremos. Como ensina Santa Teresa de Ávila, “a humildade é caminhar na verdade”.

Que possamos repetir com o humilde centurião, todos os dias de nossas vidas, a seguinte máxima: “Senhor, não sou digno”. Porque, realmente, por nossos próprios méritos, não somos dignos de nada! E então, se cumprirá o que o Senhor prometeu: "Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado." - Lucas 14,11. Que assim seja!


Fonte: adaptado do site "ofielcatolico"
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Fumar é pecado

Caros leitores, hoje a contribuição deste blog apontará para o polêmico assunto do tabagismo. Digo polêmico porque existe o cabo de guerra entre os que defendem a atitude de fumar e os que não defendem. No livro do Eclesiástico se diz que o bem e o mal nos é apresentado e que temos que fazer uma escolha. Jesus disse que nossas escolhas irão gerar nossa recompensa ou condenação no dia do juízo. A abordagem que iremos fazer vai ficar no campo do essencial, até porque aqueles em outras vidas que nem alcançaram por culpa invencível os ensinos bíblicos estão amparados, como nos recorda o Sacerdote Gabriele Amorth e o Sacerdote Paulo Ricardo de Azevedo Junior, pelo oitavo sacramento que é o sacramento da santa ignorância. Adiante.

Fumar é um vício. Quem diz que não é viciado e que só fuma socialmente está tentando tampar o sol com a peneira. No fundo está socialmente viciado. Em tempos antigos não se conhecia a real gravidade que o ato de inalar tabaco, nicotina e muitas outras substâncias prejudiciais à saúde física e química da pessoa causava. Eis aí, como disse, a santa ignorância, embora, nem isso escapa das sagradas escrituras porque está escrito em 1ª Tessalonicenses 5,22 – “Guardai-vos de toda a espécie de mal.” Ou seja, aqui a prudência cristã nos ensina que devemos evitar também o que tem aparência de mal pois elas estão ocultas nas ocasiões de pecado. Ademais, na relação de pecados que nos condenam ao inferno em Gálatas 5,19-21, encontramos a citação das “bebedeiras” no meio deles, mas, o que é mais importante, o versículo termina dizendo que “coisas semelhantes” também irão condenar o cristão. Pois bem, é muito fácil de se aceitar que, já que o alcoolismo que é prejudicial à saúde, é considerado pecado, e grave, da mesma forma o é o tabagismo. E nem precisamos mas vamos lembrar que aqui toda a espécie de vício se encaixa em “coisas semelhantes”. Afinal, bem colocado está na palavra de Deus já que nosso corpo é Templo do Espírito Santo e não nos pertence pois foi comprado a preço de sangue. A palavra nos diz que devemos glorificar a Deus em nosso corpo. Quem prejudica seu corpo, sabendo que é errado, faz mal e mesmo assim quer fazer, não vejo como possa estar em comunhão com Deus pois uma pessoa assim está oferecendo a Deus um sentimento longe do amor e ainda assim com reservas obstinadas.

Em Colossenses 3,5-9 aprendemos que é necessário mortificarmos nossos corpos contra os maus desejos para abandonarmos o homem velho com todos os seus vícios. Na carta de São Tiago 3,13-16 aprendemos que a sabedoria que é apenas terrena e de origem humana sofre tendências diabólicas e gera toda a espécie de vícios e, portanto, cabe a cada um de nós, voltarmos sempre os nossos pensamentos e olhares para Deus porque “tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma – 1ª Coríntios 6,12”. E como os maus desejos, se não evitados, tornam-se vícios e vícios podem se agravar para pecados, Jesus foi logo alertando em Marcos 7,23 que os vícios tornam o homem impuro. Também encontramos no exame de consciência que a igreja nos ensina a respeito dos mandamentos da lei de Deus, no quinto mandamento a seguinte meditação: “Cometi algum atentado contra a minha vida? Embriaguei-me ou, levado pela gula, comi mais do que devia? Tomei drogas?” Caros leitores, se fumar é prejudicial à saúde e pode levar a doenças de várias espécies e até mortais, o ato consciente de fumar é sim um atentado à própria vida, de forma silenciosa e gradativa, mas é. Sem falar que o tabaco como dizem de forma muito clara, é uma espécie de droga legalizada. Outrossim, se a prática se tornou vício este mal fere também o primeiro mandamento da lei de Deus porque a pessoa escravizada pelo vício tira Deus de sua vida do primeiro lugar. Não é assim? O viciado não chega até a vender os bens familiares roubados dentro de suas próprias casas para sustentar vícios e destruir famílias? Lembremos, famílias queridas, desejadas, pensadas e planejadas por Deus deste o início dos tempos.

A isso soma-se o fato de que no descontrole o viciado não obedece ao ensino de Filipenses 2,4 que diz que devemos nos preocupar primeiro com os interesses dos outros, uma vez que passa a fumar de forma despudorada criando a condição de fumantes passivos. Além do que o fumo, que não tem boa fama e é algo que comprovadamente por sua impureza tóxica não faz bem, não passa no teste de Filipenses 4,8 que nos diz que “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é nobre, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, tudo o que é virtuoso e louvável, eis o que deve ocupar vossos pensamentos.” Portanto, a vontade de fumar, instalada na mente do viciado em qualquer instância, precisa ser erradicada. Se a pessoa já alcançou um ponto onde não consegue se libertar sozinha, existe a ajuda profissional para isso. Que se busque forças em Jesus, médico do corpo e da alma e conte com a assistência dos profissionais capacitados para sair do vício. Quem diz que ama a Deus mas não quer renunciar ao vício do cigarro ou a qualquer outro vício desobedece o ensinamento direto de Jesus que diz que “Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” – Lucas 9,23. Ouça as pessoas, dê o primeiro passo, deixe o orgulho de lado, admita. Jesus disse que “quem se humilhar será exaltado” – Mateus 23,12. Reconhecer o mal dentro de nós e enxergar que ele está ocupando um lugar que deveria ser de Deus já é motivo muito suficiente para querer se libertar e depois ajudar os outros com seu testemunho e sua mão. Em frente, é possível tudo com Jesus (João 15,5).
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terça-feira, 20 de junho de 2017

A igreja está doente

“A fumaça de satanás entrou na igreja” – Paulo VI. Olá pessoal, benvindos mais uma vez ao blog. Hoje, a contribuição que vamos fazer está relacionada com a condição da religião católica e sua igreja, fundada por Jesus sobre a profissão de fé do apóstolo Pedro. E diga-se de passagem, como qualquer um pode atestar, católicos e não católicos, está muito doente. E vou ainda mais longe, mal nasceu, logo depois sob a influência satânica começaram os homens pecadores por arruiná-la de dentro para fora e de fora para dentro. Eis o que se lê por aí nos comentários e desabafos da internet:

Giselle Leigh (site paulopes) – “Se os católicos adoram um pedaço de pão dizendo que se transformou em Jesus após um de seus padres pronunciarem palavras mágicas sobre ele, se adoram todo tipo de bonecos de pau, pedra, gesso e metal, se adoram cadáveres, ossos e todo tipo de coisas, qual seria o problema em se adorar o Dr. Plínio e sua Mãe?”

Como podemos atestar, é claro para todo o católico que não existe fundamentação e embasamento ou argumento convincente para justificar e tornar vencedora esta frase que explica sob o ponto de vista de uma pessoa não católica, seu parecer sobre os membros da igreja de Jesus Cristo. Todavia o comentário apresenta um alerta que pode ser observado nas entrelinhas. Se dizemos que o comentário não é convincente é porque o comportamento dos membros do corpo de Cristo também não é convincente, infelizmente! Não há como negar toda a mácula que existe no catolicismo e nem vou me estender para outras denominações religiosas. Como católico de berço posso falar daquilo que vivo, presencio, estudo e acompanho todos os dias e que não é oculto e está ao alcance de todos. Vamos lá.
Os santos diziam que a doutrina da igreja é imutável mas o que se vê são frouxidões cada vez maiores e como resultado disso começam a acontecer casamentos gays nas igrejas, batismos de bebês de proveta gerados com o sêmen de casais homossexuais (e se acham casais), esforço para admissão de recasados à eucaristia e também dos homossexuais. Vale lembrar aqui o escândalo já abafado do fraquíssimo papa Francisco na cerimônia de lava-pés onde lavou os pés de um homossexual e depois ainda lhe permitiu receber a eucaristia. Tudo errado! Não pode receber a comunhão quem não quer comunhão com Deus. “Aquele que me ama guarda os meus mandamentos” – disse Jesus. Se a pessoa não “renuncia a si mesmo, toma a sua cruz dia após dia e segue o Cristo (Lucas 9,23), é um mentiroso e a verdade não está nele. Quer oferecer um amor com reservas para em troca ir aos céus mas não é isso que Jesus propõe em seu evangelho. Ou santos ou nada, ninguém vai ao céu disfarçado de bonzinho. As autoridades da igreja querem cada vez mais trazer elementos do mundo para dentro dela para angariar mais fiéis. Os sacerdotes nos Estados Unidos já estão a se pronunciar que a doutrina da igreja está muito rígida e que precisa ser revista.
Ora bolas, tenha paciência, são lobos disfarçados de cordeiro. Valha-me Jesus! A casa de meu pai, que é um lugar de oração, como nos atesta Jesus virou um comércio de graças, de indulgências, de carreirismos, passatempos e de eventos sociais. Já existem padres cogitando de se realizar celebrações distintas para recasados e homossexuais para não haver constrangimentos paroquiais entre os membros mais tradicionais. E Deus é visto somente como aquele que acolhe a todos independente de se guardar os preceitos. Pobres dos que pensam assim. Ela (a igreja) nos dias atuais e já a muito tempo, deixou de ser apostólica, como em suas origens que podemos acompanhar no livro dos Atos dos Apóstolos. Comunhões banalizadas e diminuídas. Festas de pessoas no presbitério durante a santa missa. Santas missas que não são mais rezadas e sim misturadas com elementos mundanos tudo em prol do pretexto incorretamente utilizado da inculturação. A igreja com o passar do tempo vai se institucionalizando mais e se divinizando menos. Não é à toa que os católicos sentem o pesar de seguirem Jesus; não por Jesus pedir e exigir o que pede e exige mas, por terem que conviver com a sujeirada que papas, bispos, sacerdotes e leigos promovem no meio do povo. Enfraquecida como tal, admite não ser detentora da verdade de Cristo, deixada nos evangelhos e mal da conta de administrar dignamente os sacramentos. Para aqueles que deixam as fileiras católicas, se justifica dizendo que de fato não eram verdadeiramente católicos.
Há um fundo de verdade nisso mas quanto aos que se afastam da igreja não indo para outras denominações religiosas, a estes não possuem um palavra. E porquê? Porque não querem pregar a autenticidade e radicalidade do evangelho de Cristo e sim a modernidade da igreja 2.0. Não existe mais na maioria o brilho nos olhos que nasce no coração das pessoas que fizeram a experiência com o Cristo Ressuscitado. Porque se faziam filas de madrugada nas portas das igrejas para se assistir uma missa de São João Maria Vianney ou do Padre Pio? Pois é... Porém, aos poucos que não querem se conformar com esse mundo (Romanos 12,2), estes se agarram na ortodoxia doutrinal católica e seguem o ensinamento que a Virgem Santíssima disse em suas aparições que devemos aprender com a vida e exemplo dos santos (Hebreus 6,12). Por que disse isso? Porque seu filho Jesus Cristo está vivo na sua igreja, ele vive através de seus santos. Aprendendo de Maria e com os santos e santas de Deus, apoiados na doutrina imaculada da igreja, que ainda existe e é acessível a todos, é possível, nos tempos que vivemos, empunhar o estandarte católico e professar o credo apostólico, vivendo aquilo que Jesus espera de cada um de nós. É difícil?
Claro que é, mas o perseverante será salvo (Mateus 10,22) afirmou Jesus. Devemos como nos ensinou o salvador, ser sal da terra e luz do mundo (Mateus 5,13-14). A igreja é santa, mas está doente por causa de seus membros, mas é celeste, padecente e triunfante e seu fundador já garantiu que não será derrotada (Mateus 16,18). Fiquemos firmes pois nunca veio do céu alguma promessa de que seria fácil. A arma do cristão, segundo Santo Antão, que é a oração, é o que devemos fazer. Orar a Deus pedindo as graças necessárias para nossa salvação e santificação já aqui nesta terra e também a conversão de todos os pobres pecadores. E depois, de joelhos dobrados é hora de arregaçar as mangas pois seremos julgados por nossas obras (Apocalipse 22,12).


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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 19 de junho de 2017

A desculpa dos presentes

2º Crônicas 19,7 – “Que o temor a Deus esteja conosco. Vigiai o vosso procedimento, pois, junto do Senhor, nosso Deus, não há iniqüidade, nem distinção de pessoa, nem admissão de presentes.” Caros leitores, muito benvindos. Neste artigo vamos refletir um pouquinho sobre a questão dos presentes. Em toda a sagrada escritura encontramos muitas passagens e ensinamentos sobre a questão de se presentear. Tanto no antigo como no novo testamento. No entanto, o que nos chama a atenção é o ensinamento de que os presentes podem ser usados para uma finalidade que não é correta como quando ele possui intenção de ser uma moeda de troca. Dá-se um presente com segundas intenções ou em substituição a alguma atitude que se deve ter. Este ensino encontramos no livro do Êxodo, Deuteronômio, Eclesiastes, Eclesiástico, 1º Livro de Samuel e 1º Livro dos Macabeus.

Pois bem, é ensinado na mesma sentença destes livros mencionados que é preciso termos cuidados com o fruto que os presentes podem ter em nossos corações pois se aceitarmos sua origem em forma de segundas intenções, iremos corromper nosso espírito com agrados passageiros que não são capazes de gerar frutos para a santidade. Vamos aos exemplos?

Todo mundo conhece o “presente” chamado “propina”, nem precisamos ir a fundo. Eu aceito ou cobro de você um dinheiro por fora da negociação para lhe obter ou obter alguma vantagem. Outro exemplo é o do rapaz que quer conquistar a mocinha pela qual se apaixonou dando-lhe lindos, belos e caros presentes. Para facilitar um pedido de desculpas na tentativa de economizar esforço na sinceridade do ato, oferece-se um presente para tentar diminuir a empreitada do perdão que o agressor precisa fazer. Existem ainda aquelas pessoas que se aproximam da outra dando-lhe primeiro um presente. Ora bolas, não possuem nada mais para oferecer? Uma amizade, um bom assunto, uma conversa sadia, honestas trocas de experiência de vida? Precisam transformar os presentes em muletas? Se passam muito tempo sem se encontrar alguém e para se isentarem de justificar o porquê dessa demora, compram um presente e ligam então dizendo que precisam leva-lo? São inúmeros os casos que poderíamos elencar por aqui, mas o fio da meada já foi exposto e todo mundo entendeu muito bem.
Todavia existe o belo significado dos presentes. Tão belo que é, que está até relatado também na sagrada escritura. É o presente que visa transmitir nosso sentimento em relação a alguém. Este tipo de presente materializa de forma simbólica o que sentimos por alguém e não possui segundas ou terceiras intenções. Ele faz parte de um contexto maior e não se esconde e nem esconde qualquer premedição por parte de quem presenteia. Um presente assim não precisa ser caro e pode ser fora de época. Não precisa esperar alguma data. Se alguém quer presentear sua mãe, não precisa esperar o dia das mães, pode fazer isso em qualquer dia porque sua mãe é mãe 24 horas por dia e não só no segundo domingo de maio.
Quando os três magos seguiram a estrela que lhes indicava onde estava o menino Jesus, salvador da humanidade, conta-nos o evangelho que eles trouxeram presentes (Mateus 2,11). Que bela mensagem colhemos dessa passagem. Em agradecimento ao seu nascimento lhe ofertaram presentes, detalhe, depois de adora-lo. Num gesto que simbolizava o que Jesus representava para a humanidade em toda a sua natureza divina e humana, os presentes foram dados. Assim devemos agir, não é errado dar presentes. Errado é dar um sentido que descaracteriza sua honesta função. Ele não pode substituir, ele tem que acrescentar. Ele não pode seduzir, ele tem que agradar. Ele não pode ter segundas ou más intenções, ele tem que ser sincero e verdadeiro, cheio de coisas boas, que brotam do coração. Nossa Senhora nos disse que não existe “presente” maior que poder receber a santa comunhão. Disse que uma comunhão vale mais do que mil aparições dela. Disse também que os sacerdotes são um grande presente que seu filho Jesus deu para a humanidade. Esse é o âmago da questão, presentear é tonar “material”, palpável, real e vivo um sentimento. Por que quero dar um presente? Precisamos saber muito bem senão corremos o risco de ficar distribuindo presentes no lugar de fazermos outras coisas que mais podem contribuir para nós e quem se quer presentear.


fonte: Jefferson Roger
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quarta-feira, 14 de junho de 2017

Sempre olhar para Ele

Nas sagradas escrituras um dos grandes ensinamentos que de forma geral acabam atingindo a todos que desejam um dia viver nas moradas eternas é o de que é preciso nos comportarmos como filhos do Pai Eterno, darmos testemunhos da verdade e voltarmos constantemente nossas vidas, de forma plena, para Deus. Jesus disse que quem o segue não andará nas trevas mas terá a vida eterna. De fato, desde o início da história da humanidade, quando Deus preparou um lugar para o homem, ele separou a luz das trevas.

Padre Pio dizia que quanto maior a tentação mais próximo a alma está de Deus. O sentido de seu ensinamento esbarra na questão de que o diabo não quer perder ninguém! Quer o máximo de pessoas vivendo com ele, se é que se pode chamar de viver, no fogo eterno preparado para ele e seus anjos. Por isso, Padre Pio fala da tentação pois o diabo não desiste de “converter” para sua causa todas as pessoas e isso inclui até aqueles bem próximos e em plena comunhão com Deus. Na vida dos santos vemos muitos exemplos assim. Até na hora da morte a tentação demoníaca queria roubar o céu dos eleitos.

É preciso voltar-se para a luz, constantemente, nem sequer olhar para o falso brilho artificial que brota das trevas. Sal da terra e luz do mundo lemos nos evangelhos. Eu sou a luz, quem me segue não andará nas trevas, vale sempre repetir e recordar. Ao olhar para o belo exemplo de um girassol somos inspirados a fazer o mesmo. O girassol recebeu esse nome porque procura sempre se voltar para onde está a posição do sol. Assim devemos agir, não podemos dar de ombros, virar as costas ou ignorar Jesus. Essa luz que vem do salvador não cega aqueles que se deixam transpassar por ela. Aqueles a quem ela incomoda é porque possuem em suas vidas alguma obstinação para aquilo que vem das trevas e que por isso a luz de Cristo incomoda e precisam ficar se escondendo para praticarem seus pecados.

Um adulto que conscientemente age cometendo uma infração de trânsito, se pego em flagrante pelo agente fiscalizador, sai logo arrumando suas desculpas para tentar justificar aquilo que sabe estar errado, numa tentativa de convencer a autoridade policial a passar a mão na sua cabeça, deixar para lá e que a vida continue, com uma simples recomendação de que não cometa mais aquele ato infrator. Qual é o nome disso: impunidade. Algo que é errado, sabe-se que está errado e comete-se apostando em sua verdade que diz que nunca será pego, mas, caso seja, vai dar o seu jeitinho de última hora. Exemplo maior e mais na moda em nosso país, são os políticos que insistem em não sair dos pedestais da ilibação intocável da honestidade e sinceridade no agir. São comprovadamente pegos em seus erros de toda a espécie e se escondem covardemente atrás de brechas nas leis como se o que se passa em suas vidas públicas fosse até uma ofensa em alto grau para os que se chamam de “vossa excelência”! Coitadinhos, tão honestos e tão voltados para o interesse comum do povo brasileiro, que pena e quanta injustiça praticam contra eles! Que vão se catar isso sim! Ainda bem que na esfera celeste as coisas são bem diferentes! O deles está guardado! Pensem esses tentando convencer Jesus, o justo juiz, no dia de seus julgamentos? Pobres. Continuemos.

Pois bem, os pecadores empedernidos devem ser muito idiotas ou malucos. Já diziam os santos que era preciso existir hospícios para os pecadores porque é tremenda loucura atirar-se assim de braços abertos ao salário do pecado. Deixar de viver sob a luz de Cristo é atirar-se de peito aberto no lamaçal dos pecados de satanás. Como Deus disse através do apóstolo que quem se faz amigo do mundo se faz inimigo de Deus (Tiago 4,4), não podemos agradar dois senhores (Mateus 6,24) e iremos se insistirmos, acabarmos em maus lençóis. Portanto é nosso dever sim, fazermos uso do nosso livre arbítrio de forma consciente para que não esqueçamos nunca de que não devemos tirar nossa vida do caminho iluminado por Jesus.


fonte: Jefferson Roger
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Morte no Motel

Olá caros leitores. Uma coisa é certa, a imprevisibilidade da morte é algo definitivo em nossas vidas. Uma bela frase se encaixa aqui. Em vida podemos dizer que esperamos que ela seja a última coisa que nos aconteça. Nem é tão errado afirmarmos isso pois se pensarmos em nossas vidas e olharmos para ela com um olhar sobrenatural, desejar que ela seja a última coisa que nos aconteça não é nada estranho. Vamos entender.

Nesta caminhada, vamos caindo e levantando pelo caminho rumo aos céus e essas quedas acontecem por causa de nossas fraquezas. Tão miseravelmente nos achamos os tais e não cuidando quando estamos de pé, tentamos vencer o que não se vence sozinho e tropeçamos de olhos abertos, porém, embotados pela entorpecência dos pecados. No entanto, se não agimos assim e como disse, colocamos sob a mira de um olhar com raízes celestes a vida que levamos, o dia pode nos acometer de pleno horror. Ao cristão que é temente a Deus, suas quedas são motivo de grande tristeza, pesar e horror. Isso mesmo, não se assustem. Na vida de vários santos encontramos este tipo de ensinamento. A falta cometida era motivo de grande medo de que sua hora da morte estivesse próxima e de que não lhe fosse possível receber o perdão dos seus pecados através da confissão.

Como exemplo cito Santa Verônica Giuliani que em tempos de noite escura da alma, a freira julgando ter sido abandonada por Deus por conta de sua conduta, chegava a se confessar até cinco vezes por dia em extremo espírito de contrição e muitas lágrimas. Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face, ainda quando criança, certa vez agoniada esperava seu pai chegar do trabalho e quando este finalmente entrou em casa, a pequena Tereza pediu que ele a levasse urgente para se confessar. A menina era muito nova, menos de sete anos e o pai, vendo seu estado lhe perguntou o que tinha acontecido. Atenção para a resposta da menina. Ela disse que precisava se confessar porque sua mãe tinha feito um bolo, cortado em fatias para que comessem ela e suas irmãs e Terezinha, num acesso de gula, apressou-se a pegar o maior pedaço de bolo, não dando chance para as irmãs. Depois o arrependimento por não partilhar e não ser a última como nos ensina Jesus, bateu profundamente como uma flecha na pequena santa e se seguiu o temor de se morrer com um pecado.

Que maravilhoso é viver assim, em comunhão com Deus, livre para ser feliz e sofrer sempre segundo seus cuidados e sua vontade. Infelizmente não é assim que todos agem. Neste mês na região metropolitana de Curitiba, município de Pinhais, a polícia registrou duas mortes nos motéis da cidade. Uma de um rapaz de 28 anos que se averiguou ser overdose. A outra de uma mulher de 39 anos que estava com seu namorado e acabou por sofrer um ataque de asma vindo a falecer.

O fato serve, mais uma vez, para nossa reflexão. O rapaz que segundo a polícia morreu de overdose de drogas. Pois bem, lá vem as drogas mais uma vez ceifar vidas. E sua morte não aconteceu de um dia para o outro. O pecado grave é a consequência de muitos pecados veniais e de se admitir em nossas vidas as ocasiões de pecado. A mulher que sofreu o ataque de asma descobriu-se que estava com o namorado. Pois é, caros leitores, namorados não podem ter relação sexual antes do casamento. Isso é ato exclusivo dos conjugues em santo matrimônio, definido assim por Deus e confirmado pela igreja de Cristo através de seu catecismo. Quem acha que não e que sexo é uma coisa boa inventada por Deus e que, portanto, deve ser praticado na mesma medida em que se escovam os dentes, depois não reclamem por não estarem em estado de graça e a vida não lhes garantir boas condições de vida eterna (Romanos 8,28). Se já escolheram, como disse Jesus, receberem sua recompensa aqui na terra, depois que o leite derramou, já era. Lágrimas existem neste mundo, é bíblico. Agora são de alegria, tristeza, felicidade, sofrimento ou arrependimento; depois elas serão substituídas pela prestação de contas, a sentença do justo juiz e a glória ou condenação eterna.

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fonte: Jefferson Roger
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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Casados, eternos namorados? Depende!

Casados são eternos namorados! Não se ouve essa frase por aí caros leitores? O comércio gosta muito de “trabalhar” em cima desse conceito para fazer parte da comemoração da data com seus mais variados artigos. Realmente até certo ponto não existe tanto mal nisso. Vamos refletir um pouco a respeito. O mundo capitalista precisa movimentar o seu lucro de várias formas. Uma delas são as datas festivas. Elas estão diretamente relacionadas com os presentes. Infelizmente muitas pessoas acabam comprando a ideia de que é preciso presentear materialmente alguém para demonstrar o quanto se gosta dela. E quanto maior ou mais caro, maior é o sentimento que se tem por ela. Será? Nas igrejas não católicas eles utilizam o mesmo argumento. Eles pregam que é preciso o fiel demonstrar o tamanho de sua fé e não ficar dando míseros donativos para Deus. É preciso dar mais se a pessoa quer mais. Nada de mixarias. É a teoria da retribuição. Deus só vai te dar o que quer se demonstrar que gosta muito dele dando muito para sua igreja. Quanta baboseira e que lástima para as pessoas que envolvem o dinheiro que tem outra finalidade numa barganha com Deus. Pobre delas.

Pois bem, o mundo moderno precisa de capital de giro e os presentes, como dizíamos fazem parte do contexto. Nem o natal onde celebramos o nascimento do salvador da humanidade escapa da saraivada das lojas. O aniversariante fica esquecido e papai noel rouba a cena. Muitas árvores, amigos secretos, ceias abundantes e fartas e Jesus, responsável por tudo na vida das pessoas é, quando muito, lembrado nas missas. Ainda bem que nem todos tratam as coisas da maneira errada e existem aqueles que colocam os pingos nos “is”.

E quanto aos casados? Será que os casados vivem a mesma vida que viviam quando eram namorados? Se o namoro era santo ou pelo menos se fazia um esforço nesse sentido com certeza podemos responder que não. O namoro se bem vivido é um período de aprendizagem, onde o jovem e a moça vão se conhecendo cada vez mais e vão aprendendo minúcias que existem na vida do outro. É um tempo de preparação, o romantismo está no ar, o compromisso cresce aos poucos e a maturidade dos sentimentos também. É claro que também o diabo se mete no meio disso e tenta fazer com que namorados ou até noivos cometam o pecado grave da fornicação, já que o ato sexual abençoado por Deus é exclusividade dos esposos em santo matrimônio.

Dizer que os casados são eternos namorados é certo e errado ao mesmo tempo. Vamos conferir. De maneira bem simples o comércio divulga essa ideia porque, como existem muitos casais e não existem o dia dos casados, então vender a ideia de que os casados são eternos namorados é o que de melhor eles puderam inventar. Agora, qualquer casal pode confirmar que namorados é uma coisa, depois quando se casa, tudo é diferente. E por este prisma, incluindo aqui também a vida espiritual e o propósito da coisa, é importantíssimo que não sejam eternos namorados. O namoro passou, a paixão evolui e começaram a namorar. No namoro a paixão se transformou em amor. Na vida de casado o amor se transforma para a formação da família e acolhida dos filhos. Se transforma mas nunca deixa de ser amor. A idade avança e os ritmos diminuem dando lugar a outras coisas na vida do casal e da família.

Ao contrário, se os namorados se casam e querem ficar vivendo uma vida a dois, sem filhos, preocupados com desejos egoístas de prosperidade, onde filhos e família não tem lugar em suas vidas, algo está errado. Não é isso que Deus espera dos seus filhos. Eternos namorados? Não vai dar certo. A carne vai ceder, os anos vão se passar, serão festas, passeios, viagens, muito sexo desregrado sempre com o objetivo de não terem filhos e tudo porque, sempre dizem os eternos namorados: um filho iria atrapalhar os meus planos. Mas e os planos de Deus? Se a pessoa recebeu o sacramento do matrimônio ela disse a Deus que aceitaria receber os filhos que ele mandasse e se comprometeu a educa-los na fé da igreja católica. Mas, mal acaba a festa de casamento, da qual nem Deus fez parte e ele já é enxotado de suas vidas? Tão fácil assim? Querem fazer do casamento um parque de diversão, sem comprometimento algum, e isso as vezes é pior porque alguns nem recebem o sacramento, vão viver juntos ou casados só no cartório; afinal querem todo o seu tempo livre para gozar suas “alegrias” com sua mulher ou seu marido, desde que não exista mais ninguém sob o mesmo teto. Eternos namorados dessa maneira Deus não quer. Agora, eternos namorados no sentido de preparação, numa preparação onde um se faz responsável também pela salvação do cônjuge, onde ambos inicialmente e adiante, os membros de sua família atuam mutuamente na vida de todos para o bem comum e a salvação de suas almas, isso sim porque esta vida é uma preparação para vivermos a vida plena na glória dos céus. É preciso fazermos as coisas certas da maneira certa porque depois que o tempo acabar, e os confetes caírem, se o que se viveu foi apenas festança, só o que irá restar é a sujeira da passarela, sem nenhum tipo de obras para que Jesus possa nos conceder a salvação (Apocalipse 22,12).


fonte: Jefferson Roger
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Tempo de formação

2ª Timóteo 3,15-17 – “E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo.

Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito, capacitado para toda boa obra.”

2ª Tessalonicenses 3,5-6 – “Que o Senhor dirija os vossos corações para o amor de Deus e a paciência de Cristo. Intimamo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que eviteis a convivência de todo irmão que leve vida ociosa e contrária à tradição que de nós tendes recebido.

Caros leitores, como bem aprendemos das sagradas escrituras, nós que somos membros do corpo de Cristo, que é a sua igreja (Mateus 16,18), vivemos bebendo da fonte da água viva da qual Jesus nos confirma que não mais iremos ter sede. Aprendemos da bíblia que por amor a nós foi inspirada pelo Espírito Santo e nos foi dada pela santa igreja católica e nela aprendemos que além de tudo que ali está, também aprendemos com a tradição:
João 21,23-24 – “Este é o discípulo que dá testemunho de todas essas coisas, e as escreveu. E sabemos que é digno de fé o seu testemunho. Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever. 2ªTessalonicenses 2,15 – “Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa.” E esta mesma igreja, que nasceu na Cruz de Cristo e se tornou católica em Pentecostes recebeu do salvador a missão de administrar os sacramentos e toda a economia da salvação. Desta forma também, através de seu magistério nos concede os esclarecimentos doutrinários através de seus documentos, cartas, encíclicas, exortações e do catecismo. E foi assim, pautada na bíblia, na tradição e no magistério de nossa igreja que aconteceu a quarta formação mensal da Paróquia São Jorge, situada no bairro do Portão, Curitiba-PR.
Numa tarde muito agradável e ensolarada os catequistas se reuniram para compartilharem suas experiências, aprofundarem seus conhecimentos e crescerem um pouco mais nas tão belas verdades de nossa maravilhosa religião católica. Enquanto o tempo foi passando, passo a passo fomos compreendendo como Deus age conosco através dos seus santos anjos e como pode e deve ser nosso relacionamento com eles e por consequência para com o criador de todas as coisas visíveis e invisíveis.
Embora o assunto ficou apenas no campo do que é essencial para nossa salvação, muitos mitos, boatos e disque me disque, foram esclarecidos pois, afinal, como lembramos na formação, a responsabilidade da pastoral da catequese é imensa porque aquilo que fala e o testemunho que se dá para as crianças, jovens, adolescentes e no catecumenato irá contribuir para que sejam construídas na fé, uma casa sobre a rocha ou sobre a areia. Meias verdades, não podem ser ensinadas porque assim sabemos que é como age o inimigo que com elas mistura suas mentiras, confundindo o tão amado povo de Deus. O tempo passou muito rápido e sob olhares atentos e a interação dos catequistas presentes todos aproveitaram cada momento num clima muito acolhedor que ao mesmo tempo manteve a seriedade porque, vamos recordar, todo o assunto que diz respeito a salvação das almas sempre é muito sério. Só temos uma alma para salvar e uma chance apenas, não há tempo para se perder já que não sabemos quanto tempo Deus nos deu. Por isso é tão importante o que fazemos com o tempo concedido. E assim, num encontro de poucos minutos, nenhuma conversa paralela aconteceu, nenhuma distração ocorreu e tudo isso só comprova a grandeza dessas pessoas que ali estavam, pessoas comprometidas com o ministério que exercem, com suas vidas e com as vidas que passam pela catequese que dão. Sempre em frente e como dizia minha padroeira Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus: “nunca desanimeis embora venham ventos contrários”. São os votos e o agradecimento pela excelente e calorosa acolhida de todos.
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Em pé perante a cruz

Se existe uma coisa que nos é muito difícil é permanecermos em pé perante nossa cruz. Ela que nos foi dada por Cristo para alcançarmos nossa salvação, hora pesa menos, hora pesa mais. Assim pensam as pessoas porque a sensação de pesar menos acontece nos períodos de consolação enquanto que a sensação de que ela pesa mais acontece nos períodos de sofrimentos. No entanto o motivo sempre é de grande alegria e é preciso sempre recordarmos a seguinte questão. Assim como o ouro tem seu valor quanto maior o seu peso, maior o seu quilate, da mesma forma a cruz de cada dia. É fácil para cada um levar a cruz quando nossa amizade e comunhão com Deus não está passando por nenhum crescimento que exige de nós alguma provação. Felizmente para todo mundo, Deus alterna a estiagem da alma para que não caiamos na soberba e não afrouxemos nas práticas espirituais. Como somos falhos e não podemos por força própria crescermos até a estatura de Jesus, almejada por aqueles que querem a glória eterna (1ª Coríntios 11,1), Deus entra com suas provações para nos ajudar a crescer no amor e na santidade.

Nessas horas muitos de nós tomam ciência de quão fraca era a sua fé. Por causa dos períodos de consolação a pessoa vai arrefecendo na fé e se acomodando por achar que a luta, que termina na hora da morte, já terminou e que já venceu perante o inimigo. É um verdadeiro chacoalhão no sujeito que pensava ser um bom cristão e enraizado no evangelho de Cristo. Basta uma sucessão de tribulações, sofrimentos, provações, dificuldades e todo tipo de intervenção que modifique nosso marasmo e comodismo para reclamarmos em bom e alto tom a Deus: o que fiz para merecer tudo isso? Que Deus injusto!

Se achamos isso não entendemos das coisas. Será que Jesus achou injusto passar pelo que passou por todos nós e ainda ter que terminar na cruz? Será que Maria Santíssima achou injusto passar por tudo que passou e ainda ter que ficar em pé perante a crucificação de seu filho, sofrendo com ele toda a paixão? Se tivessem achado isso e se retirado de seus desígnios o que teria sido de nós.

Nem cogitamos e se cogitamos achamos que Deus teria arrumado outra maneira. Porém não nos cabe filosofar sobre esse patamar já que o que se reflete aqui é quanto estamos dispostos a seguir os planos de Deus, cientes de tudo que ele nos oferece com seu amor exigente. Nunca se ouviu dizer na história da humanidade que tenha sido fácil para alguém chegar na glória celeste. Não é assim, não há como trilhar um caminho, que é único para a porta estreita sem ser afetado por tudo que nele existe. É como o sujeito que não quer seguir os carreiros que existem dentro de uma grande plantação, quer andar por meio dela onde não lhe é capaz enxergar a sua frente. Caminha às cegas! Na carta aos Coríntios São Paulo nos recorda: “quem está de pé, veja que não caia”. E não poderia ser mais acertado esse apontamento porque o ficar em pé aqui trata-se da questão espiritual. Os pesos das dificuldades caem sobre nós como a força da gravidade, como se uma rocha cada vez maior estivesse sobre nós fazendo pressão para nos esmagar. Se tentarmos nos mantermos sozinhos não conseguiremos (João 15,5), nossa força vai até certo limite. Precisamos nos agarrar a Jesus, pedir o auxílio de Maria Santíssima e de toda a milícia celeste pois nosso inimigo que nos ronda como um leão buscando a quem devorar, faz o máximo esforço possível para nos derrubar. Ele nos quer caídos, chafurdando na lama do pecado, quer nossa desgraça e muito se alegra se compramos suas ofertas mentirosas de felicidade deste mundo. A vida em abundância prometida por Jesus é uma vida feliz e completa e isso inclui, as provações tão necessárias para nosso crescimento espiritual. Não desanimemos, peçamos sempre a Deus que nossa fé seja aumentada para que dentro de nós cresçam os verdadeiros motivos pelos quais nos manteremos firmes na caminhada rumo a pátria celeste.


fonte: Jefferson Roger
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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sem força de "dobra" não podemos escapar

No filme Jornada nas Estrelas II – A ira de Khan, após uma batalha estelar que resultou na avaria do motor de “dobras” da Enterprise, para que a nave ficasse fora de perigo, uma vez que uma explosão de um mecanismo a bordo da nave inimiga havia sido iniciada, era preciso que ela se distanciasse muito rapidamente do local da batalha para que não fosse envolvida nos efeitos da explosão, que resultaria na morte de todos os tripulantes. Porém, como a nave só tinha a chamada força de impulso e ciente da iminente explosão, o almirante Kirk perguntou ao capitão Spock sobre as chances de se escapar somente com força de impulso. E o capitão Spock respondeu: Capitão, uma coisa é certa, não podemos escapar somente com força de impulso.

Assim é em nossa vida, transportando a realidade da ficção de forma analógica para a nossa realidade espiritual, não podemos ficar apenas numa política de salário mínimo, fazendo um esforço miserável para viver uma vida acoados perante as exigências do amor de Deus. A política do salário mínimo é muito arriscada porque ela coloca a pessoa numa situação geográfica muito próxima dos limiares da preguiça espiritual. Por ficar com mais tempo para as coisas do mundo corre o risco de sufocar sua vida espiritual, que termina por ficar com menos tempo, por causa de tanta dedicação e atenção que disponibiliza para aquilo que passa destronando de seu coração tudo que não passa. Que perigo!

Assim como é dito no filme, que é certo não escapar dos efeitos da explosão sem força de “dobra”, na vida real é certo não escaparmos dos pecados se aceitarmos conviver com as ocasiões de pecado e nos acostumarmos no dia a dia a vivermos aquilo que queremos e não aquilo que Deus espera de cada um de nós. Como diz na bíblia nosso comportamento deve ser como convém a santos, devendo nos afastar de tudo que desagrada a Deus.

A impressionante, direta e incisiva palavra de Deus não deixa margem para nenhum tipo de especulação. Não existe brecha para nenhum “e se” ou “talvez”. As coisas são como estão escritas. O assunto da salvação de nossa alma não seria colocado por Deus de uma forma leviana para que incorrêssemos em algum risco por tentar nos salvarmos e acabarmos por culpa divina, não conseguindo. Isso não existe. Não existe culpa nenhuma em Deus. Tudo é “graças a Deus”!

Não se pode reclamar dizendo que ele impôs uma dura e quase impossível caminhada para se chegar aos céus e que agora fica lá de cima vendo o circo pegar fogo e que se salve quem puder. Deus não busca em suas criaturas esse tipo de prazer, ele quer nossa salvação, muito mais que nós mesmos e busca nossa felicidade, que nos aguarda nos céus. Mas, se escolhermos ficar no banho maria, contentes com alguns esbarrões de Jesus em nossas vidas, com um cuidado apenas genérico, como o que é feito a toda a criação, ofendemos e entristecemos a Deus que nos colocou na condição de herdeiros do reino, já que por adoção somos seus filhos.

Abrir mão dessa condição parece ser um tanto burrice. No entanto, no filme foi feito um esforço para se consertar o problema, estabelecer a força de “dobra”, mesmo que a um alto preço e assim, escapar do mal, que parecia inevitável. Em nossa realidade deve acontecer o mesmo, deve de nossa parte no mínimo acontecer o máximo de esforço para que o mal não se torne grande em nossas vidas pois se assim o for, ele irá se misturar em nosso cotidiano e não mais iremos fazer violência para extirpa-lo de nosso meio. Se isso ocorrer, não vamos conseguir só com força de impulso. Nós somos a força de impulso, Jesus é nossa força de “dobra”.


fonte: Jefferson Roger
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Tem que ser Vorpal

No filme americano Alice no País das Maravilhas, conta a história que, a protagonista era a eleita para matar o inimigo do reino chamado jaguadarte. Para os moradores do reino a profecia revelava que a jovem Alice, escolhida desde os tempos longínquos era quem, empunhando a espada vorpal, iria segundo a profecia, derrotar o feroz dragão, que era submisso à vilã do reino, irmã da benfeitora rainha. Por saber desse contexto a vilã escondia sob sua proteção a espada da profecia porque sabia que ela poderia destruir seus planos maléficos.

Pois muito bem, vamos aqui nos utilizar dessa história de ficção para de forma analógica refletirmos alguns pontos de interesse católico. Em determinada altura do filme, a personagem Alice, resistente ao seu desígnio e destino, relutava em assumir sua posição de guerreira que iria enfrentar o jaguadarte. Acontecia então uma reunião onde a rainha benfeitora clamava ao povo por um voluntário para lutar contra o inimigo, na esperança de que Alice se prontificasse. Entre os que estavam lá, alguns se voluntariaram, menos a Alice. Depois foi aberto um pergaminho que continha a história do país das maravilhas bem no trecho da batalha contra o inimigo para ver se alguns dos voluntários poderia substituir Alice e a espada vorpal, com seu próprio armamento. Chegamos então a frase decisiva que serve aqui neste artigo para a reflexão. Um dos gêmeos gorduchinhos disse, olhando para o pergaminho: “Não adianta, se não for vorpal ele não morre”. Vamos para a mensagem?

Cada um tinha sua própria arma, mas o pergaminho mostrava que tinha que ser a espada vorpal, que pela profecia cabia apenas para Alice empunha-la. Nenhuma outra espada era capaz de derrotar o inimigo. Bingo!

Em nossa vida espiritual é exatamente assim que as coisas funcionam. Se não for Jesus, ninguém mais irá nos salvar. Ele mesmo nos disse que não podemos nada sem ele (João 15,5). Então por que tentar derrotar o inimigo com nossas próprias forças? Nosso próprio esforço já dizia Santa Catarina de Sena só é capaz de nos condenar ao inferno. Ficamos, quando tentamos agir por conta própria, desperdiçando munição em alvos que julgamos erroneamente serem os certos. Pobres de nós, enquanto não acordamos ficamos achando que não devemos nada para Deus e que, como não fazemos declaradamente algum mal ou alguma coisa que aos nossos olhos enganosos não nos parece errado, ficamos a viver cutucando com alfinetinhos um gigante colossal e titânico e achando que ele será ferido de morte com nossos golpes. Pobres de nós. Damos ouvidos ao diabo e tentamos dialogar com ele para tentarmos inutilmente tirarmos alguma vantagem de tudo que nos agrada. Ou então dialogamos com Jesus para ver se ele nos concede alguma exceção porque queremos tanto não empunhar a espada vorpal e não enfrentarmos o jaguardarte porque isso tem um preço.

Embora tenha um preço não tem nenhum risco e sabendo disso, satanás se esforça para iludir os distraídos e curiosos cristãos que estão sempre querendo saber como será que é? Caem nas tentações como alguém que não sabe andar na corda bamba e se aventura. Diz-se que não há risco nenhum porque alguém já ouviu dizer que quem recorreu e se entregou sem reservas a Jesus Cristo terminou com sua alma condenada? Pois é, não se ouviu e nunca se ouvirá dizer isso.


fonte: Jefferson Roger
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