segunda-feira, 26 de junho de 2017

Me disse um Sacerdote...

Olá caros leitores; certa vez em meio às muitas confissões e direções espirituais que fazemos em nossas vidas, os servos de Deus, os denominados sacerdotes, que têm a missão de apascentar as ovelhas do Senhor, trazem até nossos corações e mentes muita luz para nós, enquanto membros do corpo de Cristo e membros de nossas famílias, para que possamos fazer como Cristo fazia. E porque ele fazia o que era de agrado do Pai, o Pai sempre estava com ele. Pois bem, também o fazem do mesmo modo quando escrevem bons livros e dão belas palestras. Enfim, os sacerdotes são um grande presente que Deus nos deu. Nossa Senhora nos confirma isso em suas aparições e nos recorda que devemos rezar muito por eles. Afinal, vemos muito claramente no mundo em que vivemos o quanto a fraqueza humana e o diabo nem a eles poupam.

Seja como for, e as coisas são assim mesmo pois quem fala o contrário não compreende de forma completa o papel que eles e agora incluo todos os membros da igreja de Cristo possuem dentro dela. Os dons são distribuídos pelo Espírito Santo, como quer e a quem quer para o bem comum. Isto encontramos nas cartas apostólicas. E sendo como fica ensinado não devemos nunca, seja no agir, falar e ouvir, nos comportarmos de forma egoísta dando crédito apenas para nossas vontades e desejos. Essa atitude egoísta perigosamente anda pelo campo dos pecados porque todo pecado é uma forma de idolatria, já que preferimos alguma coisa, algo ou alguém no lugar de Deus.
O “cair em tentação” se analisado com muita rigidez é uma forma de dizer que “aceitamos” a proposta do inimigo porque ela atende melhor nossos desejos egoístas do que a proposta de Deus que cobra um preço muito alto e ainda exige de nós uma renúncia completa (Lucas 9,23). Rezo, rezo e rezo a Deus, peço, peço e peço e não recebo na medida que quero e preciso (acho precisar). Então acontece um cenário que por culpa nossa favorece o diabo. Como não existe segredos entre nós e Deus porque ele vê os corações e mentes e a satanás isso não lhe é facultativo porque este não tem esse poder, o encardido fica do lado de fora tentando adivinhar o que se passa dentro de nós. Mas, infelizmente, nós facilitamos para ele porque, falamos o que sentimos e pensamos, damos ouvidos ao que nos infla os desejos, olhamos com um olhar impuro e agimos como não convém.
Dessa forma, como o diabo não é surdo e cego, percebe nossas pistas comportamentais e trata de promover o ambiente propício para que nossas quedas, que foram procuradas, aconteçam. Desatentos e distraídos queremos inventar uma maneira de servir a dois senhores, nossos caprichos e vontades e a vontade de Deus. Não vai dar certo, sabemos bem disso e lamentavelmente em nossa miséria e fraqueza tentamos sozinhos (João 15,5) combater um bom combate desprovidos de tudo. Já entramos derrotados.

Vigilância e oração constantes, nos ensinou Jesus. Constante é 100% do tempo. É algo como, analogicamente falando, colocar esse comportamento geral no piloto automático. O coração não bate só quando queremos, ele bate sempre. Os pulmões não inflam só quando queremos, eles inflam sempre. Não devemos vigiar só quando queremos, devemos vigiar sempre. Nas ocasiões de pecado umas das grandes armas que temos é a nossa família, são nossos filhos, nossa esposa e nosso marido. Neles devemos pensar quando a tentação se apresenta. Devemos trazer na mente a imagem da esposa que vê no marido, um homem fiel a ela, aos filhos e a Jesus. Devemos trazer na mente a imagem do marido que vê na esposa, uma mulher fiel a ele, aos filhos e a Jesus. Devemos trazer na mente a imagem de nossos filhos que veem na imagem dos pais, um porto seguro e pessoas fieis a eles, entre si e a Jesus. Com certeza lembrar do olhar sincero e do abraço apertado que recebemos de quem faz parte de nossa família nos impede e nos tira toda a “coragem” e vontade de desagradar a Deus pecando e traindo o seu amor e o amor daqueles que nos amam. Desgraça maior não há do que manchar corações em que moramos dentro deles pois as consequências são muitas, são graves e são eternas.


fonte: Jefferson Roger

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