quinta-feira, 8 de junho de 2017

Sem força de "dobra" não podemos escapar

No filme Jornada nas Estrelas II – A ira de Khan, após uma batalha estelar que resultou na avaria do motor de “dobras” da Enterprise, para que a nave ficasse fora de perigo, uma vez que uma explosão de um mecanismo a bordo da nave inimiga havia sido iniciada, era preciso que ela se distanciasse muito rapidamente do local da batalha para que não fosse envolvida nos efeitos da explosão, que resultaria na morte de todos os tripulantes. Porém, como a nave só tinha a chamada força de impulso e ciente da iminente explosão, o almirante Kirk perguntou ao capitão Spock sobre as chances de se escapar somente com força de impulso. E o capitão Spock respondeu: Capitão, uma coisa é certa, não podemos escapar somente com força de impulso.

Assim é em nossa vida, transportando a realidade da ficção de forma analógica para a nossa realidade espiritual, não podemos ficar apenas numa política de salário mínimo, fazendo um esforço miserável para viver uma vida acoados perante as exigências do amor de Deus. A política do salário mínimo é muito arriscada porque ela coloca a pessoa numa situação geográfica muito próxima dos limiares da preguiça espiritual. Por ficar com mais tempo para as coisas do mundo corre o risco de sufocar sua vida espiritual, que termina por ficar com menos tempo, por causa de tanta dedicação e atenção que disponibiliza para aquilo que passa destronando de seu coração tudo que não passa. Que perigo!

Assim como é dito no filme, que é certo não escapar dos efeitos da explosão sem força de “dobra”, na vida real é certo não escaparmos dos pecados se aceitarmos conviver com as ocasiões de pecado e nos acostumarmos no dia a dia a vivermos aquilo que queremos e não aquilo que Deus espera de cada um de nós. Como diz na bíblia nosso comportamento deve ser como convém a santos, devendo nos afastar de tudo que desagrada a Deus.

A impressionante, direta e incisiva palavra de Deus não deixa margem para nenhum tipo de especulação. Não existe brecha para nenhum “e se” ou “talvez”. As coisas são como estão escritas. O assunto da salvação de nossa alma não seria colocado por Deus de uma forma leviana para que incorrêssemos em algum risco por tentar nos salvarmos e acabarmos por culpa divina, não conseguindo. Isso não existe. Não existe culpa nenhuma em Deus. Tudo é “graças a Deus”!

Não se pode reclamar dizendo que ele impôs uma dura e quase impossível caminhada para se chegar aos céus e que agora fica lá de cima vendo o circo pegar fogo e que se salve quem puder. Deus não busca em suas criaturas esse tipo de prazer, ele quer nossa salvação, muito mais que nós mesmos e busca nossa felicidade, que nos aguarda nos céus. Mas, se escolhermos ficar no banho maria, contentes com alguns esbarrões de Jesus em nossas vidas, com um cuidado apenas genérico, como o que é feito a toda a criação, ofendemos e entristecemos a Deus que nos colocou na condição de herdeiros do reino, já que por adoção somos seus filhos.

Abrir mão dessa condição parece ser um tanto burrice. No entanto, no filme foi feito um esforço para se consertar o problema, estabelecer a força de “dobra”, mesmo que a um alto preço e assim, escapar do mal, que parecia inevitável. Em nossa realidade deve acontecer o mesmo, deve de nossa parte no mínimo acontecer o máximo de esforço para que o mal não se torne grande em nossas vidas pois se assim o for, ele irá se misturar em nosso cotidiano e não mais iremos fazer violência para extirpa-lo de nosso meio. Se isso ocorrer, não vamos conseguir só com força de impulso. Nós somos a força de impulso, Jesus é nossa força de “dobra”.


fonte: Jefferson Roger

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