sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A humanidade do Papa Francisco

Por causa dela, as vezes ele dá uma dentro, embora tantas vezes dê uma fora. Fruto da sua perfectividade? Da sua condição natural (e também a de cada um) de pecadores concupiscentes? Ardiloso lobo em pele de ovelha? Tudo é muito peculiar. Quem acompanha de perto as atividades deste atual pontífice esbarra numa grande dificuldade em aceitar todas as suas condutas porque muitas quebram a tradição católica, caminham na contramão do magistério da igreja e até mesmo, em tom muito delicado e polêmico, contra as sagradas escrituras. Não se trata de preferência minha por aquele ou aquele outro papa, embora isso eu já tenha deixado claro em outros artigos por aqui. Trata-se do que a bola da vez tem feito no comando da igreja católica na atual vigência deste papado que é difícil de engolir em sua totalidade. E não falo de forma isolada, pois é sabido de todos, que muitos católicos não são adeptos do pontificado atual que deseja agradar a dois senhores e se tornar amigo do mundo (Mateus 6,24 - Tiago 4,4).

No entanto, hoje quero falar de uma bola dentro que Francisco deu na homilia dessa semana. Ele falou um pouco sobre a missa e a eucaristia. Vejamos suas palavras: “A Eucaristia é um acontecimento maravilhoso no qual Jesus Cristo, nossa vida, se faz presente. Participar na Missa é viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor torna-se presente no altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo. O Senhor está ali conosco, presente. Muitas vezes nós vamos ali, olhamos para as coisas, falamos entre nós enquanto o sacerdote celebra a Eucaristia… e não celebramos ao lado d’Ele. Mas é o Senhor! Repara: quando tu vais à missa, o Senhor está lá! E tu distrais-te. É o Senhor! Devemos pensar nisto. “Padre, mas as missas são tediosas” — “Que dizes, o Senhor é tedioso?” — Não, a Missa não, os sacerdotes” — “Ah, que os sacerdotes se convertam, mas é o Senhor quem está ali!”. Está claro? Não o esqueçais. Participar na Missa é como viver outra vez a paixão e a morte redentora do Senhor. Por que fazemos o sinal da cruz e o ato penitencial no início da Missa? Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia. Isto significa que somos remidos com a cruz do Senhor. Quando o sacerdote que preside à celebração diz: “Corações ao alto?”. Não diz: “Telefones ao alto para fazer fotografias!”. Não, não é agradável! E digo-vos que me causa muita tristeza quando celebro aqui na Praça ou na Basílica e vejo tantos telefones elevados, não só dos fiéis, mas até de alguns sacerdotes e bispos. Por favor! A Missa não é um espetáculo: significa ir encontrar a paixão e a ressurreição do Senhor. Por isso o sacerdote diz: “Corações ao alto”. Que significa isto? Recordai-vos: não levanteis os telefones. É muito importante voltar aos fundamentos, redescobrir aquilo que é essencial, através do que se toca e se vê na celebração dos Sacramentos.”

Pois muito bem, caros leitores, eu concordo com essas palavras do Papa Francisco. Para mim, esse trecho de sua homília defende com louvor o significado da santa missa e o comportamento que devemos ter perante este tão grande mistério. Leram bem? Nada de telefones durante a celebração! Que estas verdades a muito professadas e de tempos em tempos resgatas dentro de nossa igreja possam sempre permanecer à tona de nossa conduta espiritual porque no final das contas, como sempre recordo o ditado dos antigos: Deus está vendo.


fonte: Jefferson Roger e ACI Digital

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