segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Flagelando novamente a Jesus

Em algumas aparições de Nossa Senhora e de seu filho Jesus, nos é recordado que, nas palavras dela, estamos crucificando novamente seu filho Jesus com nossos pecados, e, nas palavras dele, estamos com nossos pecados, crucificando-o. O lembrete é muito sério e fala diretamente a cada um. Ele que morreu para nos resgatar da dívida impagável e nos remir dos pecados, abrindo mais uma vez as portas do céu, recebe como gratidão de nossa parte, mais pecados, e pecados e mais pecados. As pessoas se comportam como se Jesus fosse um estranho para elas. Quem mandou ele aceitar ser pregado na cruz, eu é que não fui, não tenho parte nisso, bem no estilo de Pilatos. Seja como for, como diz o apóstolo, quando éramos inimigos de Deus, ele nos entregou o seu filho para morrer por nós na cruz.

E Jesus em vida ainda disse que não existe amor maior do que aquele que dá a vida por seu irmão. Mas o embotamento dos sentidos provocado pelo mundo com suas ofertas coloca Jesus como uma figura que passou pelo que passou porque quis, eu vou chegar ao céu de outra maneira. Que bobagem! Muitos com a vida que levam se comportam como se dissessem para o Cristo que em toda a sua vida nunca tiveram certeza de que ele sentisse alguma por eles, culpa de um raciocínio que é egoísta, porque se Deus não me dá o presentinho que quero então fico birrento e de mal com ele.

Outros vivem uma vida como se Jesus servisse apenas para resolver problemas pessoais e temporais. Acham que ele é banqueiro, ou empresário, ou cupido, ou financiador de férias permanentes. Para estes Jesus tristemente lança um olhar que denota o puro interesse de quem o procura e não o procura pelas razões certas, descritas na bíblia. Ainda existem aqueles que se comportam como se Jesus fosse uma boa causa, uma boa pessoa, uma boa opção, mas, deixam claro para ele que não aderem ao seu segmento de vida pautado no evangelho por causa dos muitos projetos que possuem em vida. Se não fossem os projetos, a muito tempo teriam aderido ao plano de salvação de Deus.

Dessa forma, independente de como vivem, acham fazerem a coisa certa e não se colocam na posição humilde do servo inútil, que deve sofrer as demoras de Deus sendo pacientes na tribulação e perseverantes na oração. Apesar de tudo, apegados aos sentidos, não conseguem lançar um olhar espiritual sobre suas vidas e vão cometendo erros sem consequências no aqui e agora, prejudicando cada vez mais suas eternidades. Alguém que está a trabalhar segue os regulamentos da empresa porque sabe que se desobedecer poderá sofrer sanções e até ser demitido. Por temer essa realidade que está palpável no agora ele bem se comporta. Agora, como as consequências espirituais do pecado são diferentes, o sujeito peca, trai a mulher, não é descoberto e nada lhe acontece. Trai de novo com a mesma ou com outra e nada lhe acontece. Segue então sua vida tomando gosto porque faz o que quer e nada lhe acontece. No agora, porque essa atitude sua vai, como o próprio Cristo disse, flagelando o salvador mais uma vez e, esse sofrimento que imprimimos a Jesus não vai ficar de graça.

Ele mesmo disse a Santa Faustina que agora é o tempo da misericórdia, depois ele terá a eternidade toda para praticar a justiça. É preciso pedir ao Espírito Santo o dom da piedade, que nos faz sentirmos “filhos de Deus mesmo”. Através desse dom sempre iremos antes de agir, pensar se é isso mesmo que Deus espera de nossas atitudes e assim, sempre teremos o pensamento de que se foi para isso que Jesus foi pregado na cruz, se isso está agradando ele? Se não há conformidade, então abandonemos os flagelos que ferem a Jesus e nos condenam ao inferno.


fonte: Jefferson Roger

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