quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Vidas que chegam para nos deixar

Tendência é uma coisa muito bem conhecida por toda a humanidade. Algumas vezes ela é usada de uma forma, outras vezes ela é usada de outra forma, seja para fins benéficos ou maléficos. Dependendo da situação e interesse, ela pode servir de desculpa ou pretexto, ou então denunciar alguma coisa que se aproxima. Em relação as nossas vidas, existe uma clara percepção de que devemos nascer, crescer, envelhecer e morrer. Dizemos a respeito disso que essa é a tendência de uma pessoa viva. Quando ocorre alguma fatalidade, assim chamam as pessoas, e alguém morre de forma a contradizer essa tendência de se morrer na velhice, os lamentos insistem em comentar que fulano morreu na flor da idade, tinha a vida toda pela frente.

Que bobagem é pensar e se expressar dessa maneira. E isso não deve ser motivo de escândalo porque a medida de tempo de uma vida, seu início e fim dentro deste vale de lágrimas chamado terra, está sob o comando de Deus. Ainda existem aqueles que dizem que a pessoa partiu cedo demais, morreu prematuramente. Isso também não é possível acontecer. Ninguém morre prematuramente, ou antes da hora porque se fosse assim, como sempre digo por aqui, Deus seria um mentiroso pois não teria o controle sobre toda a sua criação.
A questão, no entanto, sinaliza para uma direção. Realmente até conseguimos vislumbrar uma tendência, mas, como bons católicos que devemos nos esforçar a ser, devemos ter sempre em mente que o dono de todas as coisas, e até mesmo dessa tendência, pode conduzi-las conforme seus desígnios e por isso, não devemos nos abraçar na tendência. Ela existe no decurso da vida, mas, as suas contrariedades também. Afinal, Deus sempre nos mostra que ele está no comando.

Por isso é que viver o hoje é algo muito necessário. O hoje sempre deve ser encarado como o último dia de nossas vidas. Não há nada de errado em vivermos e fazermos planos desde que tenhamos consciência de que nossos planos são gerenciados por Deus. O ponto final está nas mãos dele. Isso é sem dúvida uma necessidade, uma dura realidade, mas, uma necessidade. Nós não temos compreensão sobre tudo (Deuteronômio 29,29) e nem teremos segundo o próprio Deus, por isso a fé é o que deve nos mover.

Imaginemos um novo membro da família que ansiamos sua chegada, tão aguardado e amado. De repente, a vida que mal chega em nossos lares já anuncia que em breve irá partir. São muitos casos como esse em que morrem filhos antes dos pais. A dor da separação temporária, garantida por Jesus e sustentada pela fé, pega a todos e o luto soterra cada um conforme a medida de sua crença no divino. É assim que são as coisas e precisamos por conta disso, sempre fazer nossa meditação sobre essas possibilidades. Imaginemos todo dia perdermos quem vive conosco, façam a experiência. Sei que é difícil e por isso muitos evitam, querem encarar a situação, caso aconteça, conforme o momento. Melhor seria vive-la na mente todos os dias, pois se uma vida for assim vivida, vivendo cada momento como se fosse o último, muitas coisas dentro de nós e a partir de nós seriam diferentes. Seríamos e/ou seremos, mais semelhantes ao Cristo.

Nas imagens desse artigo vemos mais um casal, que vive na Inglaterra, que perdeu o filho com 11 meses de vida. Uma vida que veio ao mundo e nem desabrochou. Partiu para muitos prematuramente, mas, para Deus, partiu na hora dela e veio a este mundo cumprir seu papel, papel este que não compreendemos porque fugiu àquilo que os homens chamam de tendência, uma tendência puramente humana.

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fonte: Jefferson Roger

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