quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Conversar com Jesus

Se existe uma coisa que as pessoas gostam de fazer é conversar. Usam abusadamente da fala para expressarem as mais variadas situações, casos, assuntos, pontos de vista, pensamentos, ensinos, desabafos, alegrias, tristezas, ofensas, elogios e a lista não para tão cedo. De fato, as pessoas gostam de conversar, gostam de tagarelar e sofrem por conta disso o mal da língua que, como membro do corpo pode trabalhar para o bem ou para o mal.

Tiago 1,26 – “Se alguém pensa ser piedoso, mas não refreia a sua língua e engana o seu coração, então é vã a sua religião.”

Tiago 3,4-10 – “Vede também os navios: por grandes que sejam e embora agitados por ventos impetuosos, são governados com um pequeno leme à vontade do piloto. Assim também a língua é um pequeno membro, mas pode gloriar-se de grandes coisas. Considerai como uma pequena chama pode incendiar uma grande floresta! Também a língua é um fogo, um mundo de iniqüidade. A língua está entre os nossos membros e contamina todo o corpo; e sendo inflamada pelo inferno, incendeia o curso da nossa vida. Todas as espécies de feras selvagens, de aves, de répteis e de peixes do mar se domam e têm sido domadas pela espécie humana. A língua, porém, nenhum homem a pode domar. É um mal irrequieto, cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos o Senhor, nosso Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede a bênção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que seja assim.”

Eis aí o perigo que corremos quando não somos vigilantes lançando através de nossa boca, por culpa das distrações flechas venenosas e ofensivas que irão deixar marcas. Mesmo perdoadas cicatrizes permanecerão. Seja como for, ademais o cuidado que devemos ter em nossa comunicação, sobretudo devemos discernir as coisas. Todo mundo sabe que a falta de ponderação e discernimento resulta em problemas, discussões, intrigas, desacordos e essa lista também não para tão cedo. O mundo é especialista nisso, em promover a comunicação que hoje é globalizada. O problema, reside, porém, nos detalhes. Numa santa missa, não adianta levar o smartphone, Jesus não vai te ligar no celular. Quando você se recolhe em seu quarto para rezar, não adianta interromper suas orações porque o celular avisou que chegou uma mensagem. Não podes sequer dedicar um tempo seu só para Deus? Deus nos fala ao coração e ao silêncio dele e da alma. A semana tem 168 horas, veja como anda seu tempo dedicado a Deus. É preciso se recolher para ouvir tudo que ele tem a nos dizer. Até quando ele não responde ou atende, seu silêncio nos comunica.

No entanto, se damos mais ouvido ao mundo, terminamos com um coração soterrado pelas suas ofertas e toda a sua porcaria. É lixo sobre lixo nos mantendo incapazes de fazer silêncio. As pessoas não conseguem viver sem a agitação da vida, parece que o silêncio e a sadia solidão oferecem perigo. Quanto engano. Se tornam tão habilidosas em se expressarem mas falham vergonhosamente porque o primeiro da fila, que devemos “amar sobre todas as coisas, com todo nosso coração, alma e entendimento”, fica resguardado numa posição esquecida ou em posição nenhuma. Conversar com Jesus não é rezar apressadamente uma oração do Pai Nosso aos pés da cama antes de dormir ou apenas quando vamos na missa. Conversar é conversar. Pela fé sabemos que se nos ajoelhamos na frente do Santíssimo Sacramento e conversamos, realmente conversamos com Jesus, ele está ali, nos ouvindo. Seja ali ou seja onde for. Jesus garantiu que estará conosco até o fim dos tempos. Estúpidos de nós que deixamos a fé de lado e porque não o vemos, não nos dirigimos a ele. Ou quando nos dirigimos é porque só sobrou ele e então, em atitude de desespero recorremos a Jesus quando já podíamos tê-lo feito no início dos problemas, ou melhor ainda, desde sempre.


fonte: Jefferson Roger

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