segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Olhando para trás

Mateus 10:38 – “Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim.” Lucas 9,62 – “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus.” Pessoal, como se diz por aí na linguagem da gíria, o bicho pega mesmo quando o assunto é a exigência que o amor radical de Deus, manifestado por Jesus através do Espírito Santo se expressa na vida de cada um de nós. Todavia, nossa pequenez e nossa fraqueza concupiscente herdada pelo pecado original sempre trabalha em sentindo contrário e, aliada ao inimigo, ambos, procuram nos mostrar que aquilo que é, não é. Vamos entender e refletir.

Olho para caminhada cristã e hoje, posso fazer uma análise de quanto melhorei, não melhorei ou piorei. A religião, que serve para religar o homem a Deus, tem esse propósito. Já que somos um composto de corpo e alma, um verdadeiro campo de batalha, podermos dizer: quanto de nós já se configurou ao modelo de Jesus? Quanto ainda não? Quanto está em processo de configuração? Quanto nem começou ainda? Quanto estava em processo mas decaiu e regrediu? São todas perguntas bem pertinentes ao caso e devem estar presentes inclusive, nos exames de consciência que fazemos.

Olhando para trás, vemos as comunhões que recebemos. Somos hoje melhores que no início, quando recebemos a primeira comunhão? Ela é um ritual apenas, uma formalidade, um fazer porque se deve, é bom ou por que os outros fazem ou dizem que é bom? Se não comungarmos vamos sentir falta, espiritualmente falando? De fato, sentimos que faz diferença comungar ou se comparamos ao tempo que não comungamos não percebemos a diferença? Que perigo é pensar nessas coisas. O diabo é muito ligeiro e está de olho em nossas atitudes, já que ele não sabe o que se passa em nossos corações como Deus sabe. O que o diabo sabe é o que deixamos que saiba. Já diziam os santos que satanás é como um cão amarrado, se não chegarmos perto o suficiente não seremos mordidos.

E as orações? Como andam? Elas têm feito a diferença em minha vida e na vida das pessoas? Eu consigo sentir o divino na minha vida? Ou estou tão apegado as vibrações desse mundo e com o coração tão soterrado pelas coisas que passam que não consigo ouvir a voz de Deus? Realmente posso dizer, não me parece que sou uma pessoa melhor. Nem me sinto melhor e não acho que seja falsa humildade, está mais para uma realidade comprovada mesmo. Quanto mais mergulho no conhecimento das coisas de Deus, mas percebo o quanto distante estou dele. E muito distante. A luz de Cristo em minha vida tem se transformado, dia após dia, numa luz no fim do túnel que logo parece que vai desaparecer. Não existe prática religiosa que retorne consolação alguma. O viver simplesmente se tornou transpor rotineiros minutos aguardando, como um condenado no corredor da morte, o dia da execução de sua sentença.

Assim devemos refletir, devemos ser exigentes pois ainda assim toda a nossa exigência não é páreo para os termos do justo juiz. No entanto, medo não devemos ter e sim, entrega total, exatamente como fazia Santa Terezinha do Menino Jesus. Reconhecer a pequenez e o nada da criatura perante seu criador, cria a relação de total dependência e confiança para tudo. Desta forma não corremos o risco de tentar algo sozinhos e nem precisaremos porque a fé e as obras se encarregarão, se tivermos essa atitude como a da santa da pequena via, de nos mostrar e nos conduzir subida acima com o olhar voltado para a eternidade. Se a cada queda o homem desanimar um pouco como terá forças para superar, por ventura, uma próxima queda? Quedas machucam, se não aprendemos com elas, cometeremos os mesmos erros que nos fizeram cair. Porém, se aprendemos, iremos chegar, assim como tantos santos, a vivermos numa época em que o pecado não será mais cogitado porque sua natureza destruidora terá sido aprendida por nós a ponto de não sermos mais capazes de nos assemelharmos ao diabo e sim ao Cristo.


fonte: Jefferson Roger

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagens mais visitadas