quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

As confusões do papa Francisco

No passado a igreja fez corpo mole na questão da prática da comunhão na mão em 1969, agora, recentemente, de 2017 para cá, algo semelhante aconteceu. O papa Francisco aprovou algumas normas pastorais que foram embasadas também na sua equivocada e mascarada amoris laetitia dos infernos. O fato gerou grande repercussão para os autênticos católicos que não fazem vista grossa e assim, como nos disse São Paulo em suas cartas, unem seus sofrimentos aos de Cristo. De todos os cantos e encabeçados por alguns podemos encontrar algumas notícias dessas ambíguas e duvidosas atitudes de Francisco.

A aprovação, por Papa Francisco, das normas pastorais dos bispos de Buenos Aires causou uma confusão entre fiéis e o clero, escrevem três bispos do Cazaquistão. Eles são o arcebispo de Astana, Tomash Peta, o arcebispo de Karaganda, Jan Pawel Lenga, e o bispo auxiliar de Astana, Athanasius Schneider. Sua declaração é datada em 31 de dezembro de 2017. Ele vê as normas pastorais como um meio de difundir a "praga do divórcio", inclusive na vida da Igreja. Legitimar uma segunda ligação "representa uma alternação substancial da disciplina sacramental dos dois mil anos e da doutrina da Igreja". Os bispos citam desde padres da Igreja até papas recentes que concordam unanimemente que uma segunda relação nunca é legítima. Eles concluem: "Não é lícito justificar, aprovar ou legitimar, direta ou indiretamente, o divórcio e uma relação sexual estável não conjugal, através da disciplina sacramental da admissão dos "divorciados em um segundo casamento" com a Sagrada Comunhão; nesse caso, uma disciplina alienígena à toda a Tradição da fé católica e apostólica".

O infame documento dos bispos de Buenos Aires, que permite a Comunhão para os adúlteros, nega, na prática, a verdade divinamente revelada sobre a indissolubilidade do casamento, afirmou o bispo Athanasius Schneider. Ao falar a rorate-caeli.blogspot.com (4 de dezembro), Schneider definiu como uma "triste circunstância" que Francisco tenha aprovado tais instruções: "Dessa maneira, o Papa deu, na minha opinião, uma resposta direta [errônea]" às Dubia. O cardeal Janis Pujats, ex-arcebispo de Riga - Letônia, se juntou aos cinco bispos para assinar a Profession of Immutable Truths about Sacramental Marriage [Profissão das verdades imutáveis do Matrimônio], publicada por três bispos do Cazaquistão e dois arcebispos italianos. O documento acusa Papa Francisco de causar uma "confusão desenfreada" em relação ao casamento e à Sagrada Comunhão. Pujats é um representante das amadas "periferias" de Francisco. A maior parte de sua vida como sacerdote foi passada sob perseguição Comunista. Monsenhor Luigi Negri, ex-arcebispo de Ferrara - Itália, explicou por que assinou a declaração do Cazaquistão, a qual é uma correção de Amoris Laetitia: "Enfrentando graves confusões na Igreja em relação ao tema do matrimônio, acredito que seja necessário repetir a clareza da posição tradicional." Ao falar a La Nuova Bussola Quotidiana (4 de janeiro), Neri citou o falecido cardeal Carlo Caffarra: "Uma Igreja com pouca atenção à doutrina não é mais pastoral, mas sim, uma Igreja mais ignorante". Ele acrescenta: "Essa ignorância dá origem à confusão".
O Papa Francisco fez mais para dividir os católicos do que qualquer papa em 150 anos, segundo o jornalista americano John Zmirak. Ao escrever no site stream.org (1º de janeiro), Zmirak afirma que Francisco nublou o ensino da Igreja sobre casamento e sexualidade e politizou o papado. Ele espera que Francisco possa enxergar seus erros e se arrependa. Caso contrário, "ele deve renunciar e abrir um instituto político com sede em Buenos Aires". Zmirak é um editor sênior de The Stream e autor do novo Politically Incorrect Guide to Catholicism [Guia Politicamente Incorreto do Catolicismo].

Papa Francisco está preparando um contra-ataque àqueles cinco bispos que assinaram uma correção pública de Amoris Laetitia, relata o blog Anonimi della Croce. A correção foi, até o momento, ignorada pela imprensa oficial do Vaticano. Referindo-se a uma fonte anônima, Francisco teve um encontro na terça-feira à noite com os seus oficias de imprensa e conselheiros sobre como responder. De acordo com a fonte, Francisco estava bravo e gritando: "Eles irão se arrepender! Eles irão se arrepender amargamente!". Segundo Anonimi della Croce, a estratégia de Francisco não será responder pessoalmente, mas dar carta branca aos funcionários de imprensa oficiais e não-oficiais, de modo a dar início a uma campanha midiática contra os 5 corajosos bispos. Um ex-jornalista católico anônimo, escreve no blog de Marco Tosatti (6 de janeiro) que o falecido cardeal Carlo Caffarra, um dos quatro cardeais das Dubia (documento que solicita audiência com o papa para esclarecimentos e debates sobre pontos da amoris laetitia), "sofreu terrivelmente", porque o Papa Francisco não o considerou digno de uma resposta. O ex-jornalista acrescenta: "O animado Bergoglio, que faz chamadas telefônicas para a direita e esquerda, que dá entrevistas como um ator de cinema, que aparece nos aniversários de prelados próximos a ele, que não hesita em pegar lápis e papel para punir o cardeal Robert Sarah, nunca encontrou meia-hora para falar com um homem que teve a mais alta consideração de João Paulo II e Bento XVI". Quando Francisco visitou Carpi, em abril de 2017, abraçou Caffarra em frente aos fotógrafos. O ex-jornalista escreve: "Com dor, Caffarra me contou que o Papa fugiu dele o dia inteiro: ele se limitou, astuciosamente, à foto". O ex-jornalista comenta: "Quão difícil é amar o seu vizinho quando ele está perto, e quão fácil é amar os migrantes, os estrangeiros de longe, quando conversam de uma varanda ou pontificam em um avião!" Esse é Francisco povo de Deus, lamentável.


fonte: Jefferson Roger

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