terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Cala-te e Sai

Todo bom católico que se prende ao necessário e essencial em sua vida para a salvação da sua alma, aprendeu nos evangelhos porque Jesus encarnou no seio da Virgem Maria. Trata-se da plenitude dos tempos, a dívida impagável por conta de nossa natureza humana, inatingível ao ofendido, o eterno Deus, só podia ser resgatada, vejam a maravilha da coisa, por quem estivesse em comunhão com as duas naturezas, a divina, do ofendido, e a humana, dos que ofenderam. Pois bem, aí entrou, o anunciado Reis dos Reis durante todo o antigo testamento. Que extraordinário é para cada um de nós olharmos para o que Jesus fez.

Ele mesmo nos conta nos evangelhos para que veio. Mas, mesmo vindo para fazer a vontade do pai, não deixou de se compadecer com as necessidades físicas do povo. Num apanhado um pouco mais apurado, enxergamos que a multidão o seguia porque queria saúde e alimento. O próprio Cristo a esse respeito se dirige ao povo depois da multiplicação dos pães. Todavia, em tudo nosso salvador encontrava uma oportunidade de mostrar ao povo que o amor de Deus para com suas criaturas é completo: atinge o corpo e a alma. De maneira incansável, Jesus pregava sobre o reino de Deus, dava catequese e também atendia os apelos de muitos, contentando muitos e descontentando outros.

No entanto, para com os descontentes, Jesus precisou, vamos colocar assim, bater boca com os que não acreditavam na sua pessoa e na sua pregação. Não era uma discussão para ver quem ganhava no grito pois, aprendemos nas escrituras que Jesus falava com “autoridade”. A mesma autoridade com que ele falou com satanás no episódio das tentações do deserto e a mesma autoridade com que ele expulsava os demônios. Marcos 1,25 – “Cala-te, sai deste homem!”

Com isso ele nos mostra que não devemos tentar “agradar a dois senhores”, nós e Deus, procurando dialogar com o inimigo, que ronda como um leão esperando a quem dar o bote. No episódio do possesso em Marcos capítulo um, Jesus deixa isso bem claro. Nada de conversa, ele manda calar a boca e depois manda sair. Sem mais nem menos. Este é o exemplo que devemos seguir. Não ficarmos tentando tirar algum proveito do que oferece nosso cruel inimigo. Lemos nas sagradas escrituras que quem “convive com o perigo acabará caindo nele”. Realmente é assim que são as coisas. Vejamos os viciados, estão sempre a dizerem que quando quiserem podem parar com seus vícios. Ou então aquelas pessoas que frequentam lugares impróprios e andam com más companhias achando que estão isentas de cair nos malefícios que virão dessas pessoas e ambientes. Para começo de conversa, nem deviam se envolver com caminhos que estão fora da trilha principal. Depois de consentidos, certos pecados são fáceis de cometer e difíceis de abandonar.

Como dizia o sacerdote Duarte Souza Lara, é preciso romper com o pecado. É a história do balde furado, não adianta tentar enche-lo. Assim deve ser nosso combate contra os inimigos da alma. Alguém conhece algum episódio na vida dos santos ou de Maria Santíssima onde aconteceu alguma conversa ou diálogo para que todo mundo saísse ganhando e todas as partes ficassem satisfeitas? No português simples e grosso a coisa é resolvida contra o inimigo é na pancada mesmo, como disse Jesus: Cala-te, sai deste homem. Devemos dizer: Cala-te, sai de perto de mim.


fonte: Jefferson Roger

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