quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Defendendo a liberdade a qualquer custo

Muitos ideais, muitos princípios, muitas ideologias e muitos conceitos, tratam o tema da liberdade de formas muito variadas. Dentre eles, muitos saudáveis e outros nem tanto, ao cristão católico, perigosamente margeia sua vida os conceitos que levam em sua essência uma dose de revolta e rebeldia. Vamos refletir um pouco.

A expressão “a qualquer custo” nos remete para uma ideia de preço e de valor. Analisada estaticamente e isoladamente nos parece que algo ou alguma coisa tem ou precisa acontecer “a qualquer custo”. E se tem que ser assim, nos parece em nossa simples análise que isso tem para nós relevante importância. Então, se importante é, empenho iremos colocar nessa empreitada para lograrmos êxito e atingirmos o resultado esperado. Ora, colocamos aqui de forma analítica algo que muitas vezes até automaticamente fazemos no dia a dia de nossas vidas. Para aquilo que vemos importância mais esforço e tempo colocamos sobre. O que definimos ser menos importante ou prioritário fica afastado para planos inferiores e destinado para sobras de tempo apenas. É o famoso se der tempo eu faço, ou quando der tempo eu faço, ou ainda, assim que der tempo eu faço. Tudo isso não passa de desculpa porque na verdade estamos afirmando a nós mesmos que não iremos fazer.

Do contrário, porém, desembainhamos nossa espada afiada e prontos para a batalha, aguerridos e irredutíveis, nos movemos sempre em frente na defesa a qualquer custo, daquilo que acreditamos. Até aqui não existe desagravo aparente porque, afinal, chega até a ser belo e bravo não nos acovardarmos perante o que acreditamos. Mas, entrando agora no campo espiritual, já que o ser humano, verdadeiro campo de batalha, é um composto de corpo e alma, se não for colocado um olhar espiritual sobre a causa, o egoísmo pode nos colocar sob os números de um exército que já sai derrotado antes mesmo do início da batalha.

Por este viés, nos fica bem claro através das sagradas escrituras, que o custo aqui se refere ao salário do pecado, que é a morte, a segunda morte após o juízo. É o desperdício de atitude, o famoso murro em ponta de faca. Não vale a pena a teimosia de se querer levar adiante algo que não culmina na pedregosa estrada que leva ao paraíso. Ainda falando em custos, São Pio de Pietrelcina, o Padre Pio, dizia que as almas custam sangue. Desta forma, mais uma vez nos deparamos a questão da liberdade cristã, que consiste em defendê-la segundo a vontade do Pai Eterno, como faziam os santos que chegavam a defendê-la ao ponto do martírio. Jesus disse que o morno ele vomita, ou seja, nada de cristãos molengas ou frouxos e sim, católicos dispostos a viver e morrer pelo Reino de Deus.


fonte: Jefferson Roger

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