quarta-feira, 21 de março de 2018

Não é o que parece

Muitos acham que os mandamentos da lei de Deus são acorrentamentos, fardos e proibições que impedem o ser humano de ser livre e fazer o que lhe apetece. Afinal é ensinado que cada um é responsável pela sua felicidade e ninguém é capaz de nos fazer feliz. Então os que pensam assim, decidem pagar o preço da felicidade terrena. Aos certinhos tudo parece mais difícil e quase não existe recompensas e pedidos dirigidos ao céu atendidos. Aos liberais e de mente aberta as correntes do Deus castigador e imperador, escravizador pelo sofrimento que “paga” a entrada no paraíso, são conceitos superados e que repousam em águas passadas.

O mundo diz que a humanidade evolui e que isso é inevitável. Não importa, seja como for, o que Deus coloca como um mandato sempre irá parecer para muitos uma lista de proibições. Mesmo que Jesus tenha dito que não, quando nos explicou que tudo se remete a partir dos dois mandamentos do amor. Ora, se são mandamentos de amor que dão origem aos demais, como podem ser proibições?

Não podem e aí reside o segredo da coisa. A palavra “não” tem forte apelo no sentido de proibição como algo errado, mas nem sempre é assim. Vamos dar exemplos porque eles são sempre esclarecedores.

O diabo diz assim em suas tentações: “não reze todos os dias, isso é um exagero; não se confesse e comungue com frequência, isso é um exagero, Deus não te quer feliz, ele quer ver você sofrendo assim como sofreu o seu filho.”

Não é assim caro leitor? E facilmente as pessoas confundem o amor de Deus (recheado de consolações e provações), com o amor do mundo (recheado de prazeres terrenos). A pessoa é por conta disso confundida pelo inimigo cruel da alma e passa a criar uma regra própria, cheia de exceções para cada diretriz e mandato divinos. Seus exames de consciência ficam empobrecidos porque se forem sinceros irão acusar e colocar sob a luz de Cristo todas as coisas erradas que praticamos, por pensamentos e palavras, atos e omissões.

Então, assim como os mandamentos, o amor derramado em nós pela ação do Espírito Santo, é aquele amor que brotou na cruz, no alto do Calvário. Nele existe dor e sofrimento, a dor é filha do amor e por isso que os mandamentos, frutos desse amor, possuem uma ordenação. O pobre homem, que não consegue chegar ao céu por meios próprios precisa do auxílio divino. Quanto antes entender, antes vai parar de resmungar frente às tábuas da lei.


fonte: Jefferson Roger

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