sexta-feira, 2 de março de 2018

Não vejo os medos ao meu redor

Medo é uma coisa necessária, desde que não saia do campo daquilo que é providente e saudável, ele nos previne e nos mantém seguros pelos caminhos da vida. O medo de cobras ou aranhas nos faz tomar os devidos cuidados, medo de se queimar com fogo, medo de nos machucarmos de forma definitiva e que nos deixem sequelas para a vida toda e assim por diante. O medo em doses sadias para nossa vida nos permite evitar riscos desnecessários.

Por outro lado, como o ser humano é um composto de corpo e alma, o medo também traz sua contribuição para a nossa parte espiritual. Destacamos aqui o medo da segunda morte, a morte eterna, a condenação ao inferno tão explicado e ensinado nas sagradas escrituras. E, como não poderia deixar de ser, nosso cruel inimigo, satanás, se aproveita do fator medo para apresentar suas ofertas tentadoras. Basta uma pessoa demonstrar um medo de não ser feliz, seguindo o evangelho de Jesus Cristo, por exemplo, que ele prontamente apresenta sua alternativa de felicidade livre de qualquer medo. Em sua proposta de uma vida feliz aqui na terra sem a necessidade de Deus, os medos vão se escoando ralo abaixo.

O temos de Deus e o tremor, abrem espaço para o medo de não dar conta de tantos prazeres terrenos a se viver. Mas não nos preocupemos, ele te garante que esse medo você não precisa ter porque ele irá cuidar e investir em seus desejos e manter o santo temor longe do seu coração, mente e alma. Sendo assim, tanto para o mal quanto para o bem, é possível como vemos no título deste artigo, não enxergarmos mais o medo ao nosso redor. E isso é uma constatação ao mesmo tempo grave e muito bem-vinda.

Grave porque nossa escolha, nosso livre arbítrio nos permite abandonar todas as formas de medos que nos previnem de cometer erros ou nos permite abandonar todas as formas de medo que nos impedem de crescer no amor e na santidade. É como a confiança que uma criança tem em pé sobre um muro, ela se joga no colo do pai sem medo algum, tem a certeza de que se pular, seu pai irá pega-la e não vai deixar que caia. Isso é o que deve acontecer em nossas vidas, com nossa fé. Ela deve ser inabalável ao ponto de não termos medo algum de colocarmos nossa vida por inteiro sob os cuidados de Jesus. Nossa fé não deve ser percentual. Ou tudo ou nada, não devemos reter com nosso egoísmo, alguns caprichos que irão custar muito caro na passagem dos novíssimos (Eclesiástico 7,40).

O desapego as coisas que passam nos liberta para viver sem medos que nos aprisionam e nos impedem de caminhar pelo difícil caminho (João 14,6) que exige atitudes (Apocalipse 22,12) e cobra alto a recompensa (Mateus 11,12). Se não houver entrega sem reservas, haverá sim espaço para a sementinha do medo, que conforme onde brotar, poderá se tornar imensa e causar grandes prejuízos na vida do católico.


fonte: Jefferson Roger

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