sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Traição ou Infidelidade?

Em linhas gerais as pessoas podem imaginar que trair e ser infiel são sinônimos, o que não é verdade; em verdade, poderíamos dizer que essas duas expressões, dependendo do contexto, podem andar de mãos dadas ou não. Vamos ilustrar um pouco a reflexão.

Uma pessoa com pouca mobilidade, já com certa idade e uma mente não tão ativa assim, decide, à beira de uma rua, atravessa-la. O fluxo de veículos é intenso, em determinado momento ela vê um espaço entre eles, calcula ser possível atravessar a rua sem ser atropelada e se projeta a caminhar. Para sua surpresa, as variáveis, distância entre elas e os carros, distância entre ela e o outro lado da rua, velocidade empregada por ela ao se deslocar e velocidade empregada pelos diferentes veículos da via, tudo para ser calculado em pouquíssimo tempo, abre margem muito grande para o resultado ser inapropriado. E supondo neste exemplo que ela não calculou bem, sendo TRAÍDA por algum dos fatores internos ou externos, termina por sofrer um acidente. Outro exemplo.

Um funcionário precisa seguir um manual de instruções do novo setor para o qual ele foi contratado. O produto de seu trabalho é pré-requisito para o setor seguinte, constituindo-se em peça fundamental de todo o processo produtivo. Lá por cargas d´água, por algum motivo que não precisamos colocar aqui, este funcionário decide executar suas funções de uma maneira própria, conforme seu gosto pessoal e em consequência disso algo dá errado e as pessoas que dependiam do seu serviço, a empresa e o setor adjacente saem prejudicados com essa atitude. O funcionário, por não ser FIEL às normas da empresa e seus regulamentos cometeu um erro que, inicialmente prejudicou outras pessoas e, no futuro, pode lhe custar o emprego.

Com estes pequenos exemplos percebemos que trair e ser infiel andam de braços dados. O funcionário traindo a confiança que a empresa depositou nele foi infiel aos mandatos corporativos. O pedestre sendo infiel ao seu bom senso e consciência de sua condição física, foi traído por seu egoísmo e autoafirmação de que achava, sem modéstia e ponderação, ser possível atravessar a rua. Como podemos atestar, e isso qualquer um pode avaliar por conta própria, dependendo do contexto, ser um traidor ou ser um infiel, pode gerar consequências desastrosas.

Ademais, que tal seguirmos o que Jesus nos disse em Lucas 9,23? – “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia e me siga”. Ou seja: quer se salvar? – Seja infiel aos seus desejos e fiel aos desejos de Jesus, não seja um traidor, como Judas Escariotes, e sim um traidor do mal, lembrando que aquele trai defende princípios opostos.


fonte: Jefferson Roger

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